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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Pedrinho Rodrigues e Os Nacionais – Brasil… sambe ou se mande (Equipe – 1972).

BSM

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Link reativado em 03/04/15

      Quando chegam as festas de final de ano, principalmente Reveillon, as famílias que costumam comemorar em suas próprias residências, em sua grande maioria usam o samba como trilha sonora para embalar esse momento tão alegre. O Blog Cultura Cabesound trás uma sugestão de muita qualidade e, ao mesmo tempo, presta uma homenagem àquele que foi um de nossos intérpretes mais talentosos: PEDRINHO RODRIGUES.
PedrinhoRodrigues.www_.indexmp3free.com_      Pedro Ayrton Rodrigues nasceu em Aracaju, Sergipe, em 13 de outubro de 1934. Na adolescência já mostrava todo o seu talento vocal na Rádio Liberdade de Aracaju, interpretando sambas e boleros de sucesso. Aos 22 anos se mudou para o Rio de Janeiro e logo se fez notar pelo seu aveludado tímbre de voz e contratado como atração em várias casas noturnas. Em uma dessas apresentações, mais exatamente na boate Drink, o organista Ed Lincoln, na época já considerado um dos grandes músicos brasileiros, foi testemunha de todo o talento vocal e carisma de Pedrinho Rodrigues. Não demorou muito para que Pedrinho se tornasse crooner do conjunto do organista. Várias apresentações Brasil a fora deram experiência e segurança suficientes para que, em 1962, a gravadora Musidisc investisse no primeiro LP solo de Pedrinho: “Tem que balançar”. O disco se tornou um sucesso e consagrou Pedrinho como o melhor sambista do ano e também fez jus a prêmios da TV Radiolândia, Rádio Globo e Revista Cinelândia. Pedrinho viu nascer e foi um dos artistas que fizeram parte do movimento intilulado Turma da Pilantragem, de onde saíram talentos como Elis Regina, Jair Rodrigues, Wilson Simonal, entre outros artistas. Teve uma breve passagem pela Odeon, gravadora pela qual lançou em 1968 o ótimo LP “O Sambista Pedrinho Rodrigues”
     No início dos anos 70, Pedrinho recrutou músicos das principais Escolas de Samba  do Rio de Janeiro e formou o conjunto Os Nacionais. Já na gravadora Equipe, Pedrinho Rodrigues e Os Nacionais lançou uma série de LP’s que incluiam em seu repertório os sambas de maior sucesso na época, com arranjos personalíssimos: “BRASIL… sambe ou se mande” foi um desses LP’s. Em 1978, já pela Tapecar, Pedrinho lançou “Só samba, faloooooou!!!”.
     Em 1983, Bebel Gilberto, filha de João Gilberto, chama Pedrinho para fazer parceria musical em seu primeiro LP, intitulado “Bebel Gilberto e Pedrinho Rodrigues cantam Geraldo Pereira”. O LP se torna um dos maiores sucessos da carreira de Pedrinho.
     O final dos anos 80 e parte dos anos 90 foram de aparições esporádicas na TV cantando sambas e marchinhas carnavalescas. Infelizmente, Pedrinho Rodrigues morreu em 20 de junho de 1996 sem que a notícia de sua morte tivesse o devido destaque da grande mídia e, até hoje, mesmo pela internet a fora, poucos são os veículos de comunicação que dão o devido destaque à carreira deste grande intérprete.
     Este BRASIL… SAMBE OU SE MANDE contém sambas que fizeram muito sucesso naquele ano de 1972. Boa parte das gravações contidas nesse LP na minha opinião pessoal superam até os originais, graças ao swing d’Os Nacionais e principalmente à interpretação e ao carisma de Pedrinho Rodrigues. O Blog Cultura Cabesound deseja um feliz 2011, ao som de Pedrinho Rodrigues e Os Nacionais!!!

Dados do Disco

Realização: Oswaldo Cadaxo
Assessoria e Direção Musical: Mônica
Repertório: Carlos Zandberg
Coordenação: Américo N. Lima
Capa: Joselito

Músicas

Lado 1:
01- Cosa nostra (Jorge Ben)
02- Guardei minha viola (Paulinho da Viola)
03- Batuque na cozinha (João da Baiana)
04- Baba de quiabo (Guaracy – Darcy Amaral)
05- Nó na cana (Ary do Cavaco)

Lado 2:
01- Ninguém tasca “O Gavião” (Mario Pereira – João Quadrado)
02- Balança povo (Martinho da Vila)
03- Ladrão que entra na casa de pobre só leva susto (Jorge Costa)
04- Esperanças perdidas (Adeilton Alves – Delcio Carvalho)
05- Moro na roça (Xangô da Mangueira – J. Zagaia)


sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Feliz Natal!!!




Lindos e Fofos Cartões
www.cartooes.com


http://www.youtube.com/user/crnizhac

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Navidad con Waldo de Los Rios (Hispavox – 1973).

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Link atualizado em 02/04/15

     Natal chegando… vários discos são lançados por ano com melodias natalinas, poucos são aqueles com qualidade, outros muitos com propósito unicamente comercial deixando a qualidade totalmente de lado. O disco que dou de presente à você que prestigia o Blog Cultura Cabesound foi lançado ainda em uma época em que a busca pela qualidade estava acima de qualquer interesse comercial e cada melodia era executada com uma sensibilidade que chegava a nos levar às lágrimas… é exatamente o que acontece com esse NAVIDAD CON WALDO DE LOS RIOS.
  Blogue1    Osvaldo Nicolau Ferrara nasceu em Buenos Aires, Argentina, em 07 de setembro de 1934. Desde cedo mostrou talento para a música, influenciado pelo pai, que também foi músico, e pela mãe, que foi uma conhecida cantora de música folclórica. Estudou composição e arranjo no Conservatório Nacional de Música com os renomados Alberto Ginastera e Teodoro Fuchs. Se mudou para os Estados Unidos em 1958 e, quatro anos depois veio a se fixar na Espanha onde desenvolveu sua carreira de sucesso. Já como arranjador e maestro fez várias trilhas sonoras de filmes, inclusive sendo premiado em 1967 pela Associação Cinematográfica Argentina graças à trilha do filme Pampa Salvaje (Wild Pampa). Mas Waldo de Los Rios conheceu mesmo o estrelato quando começou a desenvolver arranjos Pop com uma forte carga de percussão para as já famosas e tradicionais composições de música clássica, gravações estas usadas até pelos programas da BBC de Londres. A primeira experiência foi arrebatadora: seu arranjo para a Nona Sinfonia de Ludwig Van Bethoven (Hino à Alegria) alcançou o topo das paradas de sucesso da Europa e das Américas, interpretada pelo cantor Miguel Rios em 1970. O arranjo da 40ª Sinfonia de Mozart executado com a Orquestra de Manuel de Falla em 1971 alcançou o primeiro lugar nas paradas da Holanda e posições de destaque nas paradas de outros paises da Europa. Nesse mesmo ano, representou a Espanha no Festival Eurovision com o arranjo da canção En un Mundo Nuevo, interpretada pela cantora Karina. A música alcançou 2º lugar nas paradas de vários países europeus.   
     Depois de alguns lançamentos dedicados à revitalização da música clássica, Waldo de Los Rios lançou em 1973 este NAVIDAD CON WALDO DE LOS RIOS, que apresentava canções natalinas tradicionais com arranjos de muita sensibilidade musical.
     Vitimado por uma depressão aguda quando trabalhava em uma obra sobre Don Juan Tenorio, Waldo de Los Rios cometeu suicídio em 28 de março de 1977, em Madri, Espanha, aos 43 anos de idade. Em 2002 o maestro teve boa parte de sua vida documentada por sua esposa: a atriz e jornalista Isabel Pisano, na autobiografia intitulada El Amado Fantasma, lançada pela editora Plaza y Janés.
     Waldo de Los Rios, apesar do seu fim trágico, foi acima de tudo um músico talentosíssimo, de arranjos musicais apurados e ousados. Nesse NAVIDAD CON WALDO DE LOS RIOS o maestro mostrou também que sabia como mexer com a emoção do ouvinte. Coloque as músicas deste disco para embalar a noite de Natal com sua família, com certeza será um Natal mais especial ainda!!!

Músicas:

Lado 1:
01- La cancion del tamborilero “Carol of the drum” (K. K. Davis)
02- La primera Navidad “The first Noel” (Trad. Arr: Waldo de Los Rios)
03- Noche de paz “Silent night” (Trad. Arr: Waldo de Los Rios)
04- Ocurrio en una media noche clara “It came upon the midnight clear” (Trad. Arr: Waldo de Los Rios)
05- O Tannembaum (Trad. Arr: Waldo de Los Rios)

Lado 2:
01- Adeste Fidelis (Trad. Arr: Waldo de Los Rios)
02- Pequeño Belen “Oh littel toen of Bethlehem” (Trad. Arr: Waldo de Los Rios)
03- Navidades blancas “White Christmas” (Irving Berlin)
04- Escuchad: Los Angeles cantam “Hark! The Herald Angels sing” (Trad. Arr: Waldo de Los Rios)
05- Jingle Bells (Trad. Arr: Waldo de Los Rios)


sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Adega da Alfama (Polygram/Gravações Tupi Associadas “GTA” – 1978)

Alfama

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Link reativado em 29/03/2015

      Depois de um período em que fiquei impossibilitado de fazer novas postagens (o modem Banda Larga da minha internet queimou), eis que estou de volta com mais um presente em homenagem à grande colônia portuguesa residente no país, ao povo português num todo, e principalmente aos amantes da música tradicional portuguesa: A ótima coletânea ADEGA DA ALFAMA, lançada em 1978, que foi veiculada comercialmente pela extinta Rede Tupi de Televisão e que reuniu boa parte dos grandes nomes da música portuguesa de todos os tempos:

AMALIA-RODRIGUES-A-DIVA-DO-FADO     AMÁLIA RODRIGUES – Considerada como a Rainha do Fado, Amália da Piedade Rebordão Rodrigues nasceu em Lisboa em 01 de julho de 1920, mas teve o nascimento registrado apenas em 23 de julho do mesmo ano. Desde a infância, mesmo se mostrando tímida, seu talento como cantora foi notado e constantemente era vista cantando músicas populares da época e os tangos de Carlos Gardel para a avó e para os vizinhos. De família humilde, Amália teve de começar a trabalhar desde cedo para ajudar no sustento e mesmo em seus afazeres sua cantoria deixava a todos admirados. Inicia a carreira profissionalmente em 1940 como atração em uma peça teatral chamada ORA VAI TU, desenvolvendo desde então talento inclusive como atriz. Em 1944 veio ao Rio de Janeiro para se apresentar no Cassino de Copacabana, numa temporada que seria de 4 semanas, mas que se extendeu por 4 meses graças ao grande sucesso. O Brasil a partir de então ganhou um espaço reservado no coração de Amália, que durante sua carreira fez várias apresentações e gravações no país, seu segundo casamento inclusive foi com o engenheiro brasileiro César Seabra, casamento este que durou de 1961 até 1997, ano da morte de Seabra. Seus discos correram o mundo a fora e fizeram a sua popularidade ultrapassar os limites de Portugal, se extendendo pelo restante do continente europeu e pelos EUA lhe rendendo várias homenagens e prêmios durante seus quase 60 anos de carreira, interrompidos pelo seu falecimento em Lisboa, em 06 de outubro de 1999, causando grande comoção e honrarias dígnas de Chefes de Estado. AI MOURARIA (Amadeu do Vale – F. Valerio) e PERSEGUIÇÃO (Avelino de Sousa – Carlos Maia) são as canções contidas aquí.

paulalex      PAULO ALEXANDRE – Nascido em Vouzela com o nome Modesto Pereira da Silva Santos em 16 de fevereiro de 1931, iniciou carreira artística num programa da extinta Emissora Nacional de Rádio no programa Ouvindo as Estrelas. Em 1958 se junta a Nuno D’Almeida, Américo Lima e Fernando La Rua, formando o quarteto vocal 4 de Espadas. Desenvolveu carreira também na televisão, fazendo sucesso principalmente com a opereta Romance na Serra. Grava versões de trilhas sonoras cinematográficas, como Love Story e Romeu e Julieta. Em 1977 lança aquele que é seu grande sucesso na carreira até hoje: VERDE VINHO (Udo Jurgens – Kunze – Versão em português: Griechischer, adaptada por Paulo Alexandre), canção incluída na coletânea, que fez muito sucesso também aquí no Brasil, gerando o lançamento do filme VERDE VINHO em 1978, protagonizado por Dionisio Azevedo e pelo próprio Paulo Alexandre. Neste ano de 2010, depois de produzir algumas peças de teatro, várias produções para a TV e fazer locuções e produções radiofônicas e se aposentar da carreira artística, Paulo Alexandre lançou a biografia Duas Vidas Numa Só – Entre Cifrões e Canções, que é um bom retrato da trajetória de sua vida e carreira.

francisco_1      FRANCISCO JOSÉ – Tem uma biografia detalhada já incluída no Blog na postagem A FIGURA DE FRANCISCO JOSÉ – SUCESSOS DE PORTUGAL. UMA CASA PORTUGUESA (Artur Fonseca – Reinaldo Ferreira – Vasco de Matos Siqueira) e SÓ NÓS DOIS (Joaquim Pimentel) são as canções contidas aquí.

RobertoLeal      ROBERTO LEAL – Nascido Antonio Joaquim Fernandes, em Vale da Porca, em 27 de novembro de 1951, emigrou para o Brasil em 1962 junto aos seus pais e outros 10 irmãos. Já residindo em São Paulo trabalhou como sapateiro e vendedor de doces e já no final da década de 60 começa a desenvolver seus talento como cantor de fados e músicas românticas. Contratado pela RGE em 1971 .lança o compacto com “Arrebita” e, a partir de sua primeira apresentação no Programa do Chacrinha se torna uma espécie de Embaixador da cultura portuguesa no Brasil e passa a ser um dos artistas mais requisitados para apresentações em vários programas de TV no país graças ao seu grande sucesso e carisma. Em 1979 estrela um filme sobre sua vida intitulado Um Milagre, que bateu recordes de bilheteria. A maior parte de seu repertório foi composto em parceria com sua esposa Márcia Lúcia, mãe de seus 3 filhos brasileiros. É um dos autores do novo hino da Portuguesa de Desportos e sócio do restaurante de comida portuguesa Marquês de Marialva, em São Paulo. ERA O FADO MEU AMIGO (Manuel Marques – Antonio Rodrigues) é a canção contida aquí.

Carlos-do-Carmo       CARLOS DO CARMO – Nascido Carlos Alberto Ascenção do Carmo Almeida, em Lisboa, em 21 de Dezembro de 1939, filho de Alfredo Almeida, proprietário da casa de fados O Faia e de Lucilia do Carmo, também uma fadista conhecida, cresceu em Lisboa onde frequentou a Escola Alemã e o Liceu Passos Manuel. Viajou para a Suiça, onde aprendeu hotelaria e línguas estrangeiras. Com 9 anos já havia gravado seu primeiro disco, mas foi apenas em 1964 que iniciou profissionalmente a carreira artística. Em 1976 representou Portugal no XXI Festival Eurovisão da Canção Popular com a música Flor de Verde Vinho. Se apresentou nas casas de espetáculos mais famosas de todo o mundo, incluindo inclusive apresentações no Canecão, no Rio de Janeiro, e recebeu várias homenagens e prêmios durante a carreira, que prossegue até os dias atuais. Foi o primeiro cantor a ter um disco de carreira editado em CD em Portugal. É um dos intérpretes de fados mais aclamados naquele país. POR MORRER UMA ANDORINHA (Francisco Viana – Frederico de Brito) e O CACILHEIRO (José Carlos Ary dos Santos) são as canções contidas aquí.
AntonioCalvario      ANTONIO CALVÁRIO – Nascido em Moçambique, em 17 de outubro de 1938, Antonio Calvário da Paz se mudou com a família para Portugal aos 8 anos de idade. Teve aulas de canto com Corina Freire, uma antiga cantora e sua prima avó. Seu talento vocal e carisma lhe deram um emprego na Emissora Nacional em 1957 sem sequer precisar passar pelo famoso Centro de Preparação de Artistas. Foi aclamado pelo público e pela crítica já em sua primeira apresentação no Festival da Canção Portuguesa, quando interpretou Regresso. Em 1961 ganha pela primeira vez o título de Rei da Rádio e inicia desde então uma carreira de sucesso também como ator cinematográfico e teatral. Participou de vários festivais de música. Em 2000 tem uma biografia lançada pelo jornalista Luis Guimarães intitulada Antonio Calvário – A Canção de Uma Vida. Em 2008, ano em que comemorou 50 anos de carreira, lançou uma coletânea de sucessos contendo duas canções inéditas e uma autobiografia intitulada Histórias da Minha Vida. MOCIDADE MOCIDADE (Nuno N. Fernandes – Carlos Coelho) é a canção contida aquí.

Joao_Braga      JOÃO BRAGA – João de Oliveira e Costa Braga nasceu em Lisboa, em 15 de abril de 1945, fez sua primeira apresentação pública aos 9 anos de idade como solista do coral do Colégio de São João de Brito. Em 1957 se muda com a família para Cascais e começa a se apresentar em casas de fado amador daquela região. Em 1966 abandona o curso de direito para iniciar a carreira artística profissional e lança em dezembro seu primeiro compacto, intitulado É tão bom ser pequenino. A primeira apresentação na TV foi em 1967 no programa Alerta Está! Em 1971 organiza junto a Luís Villas-Boas, seu produtor musical, o Primeiro Festival de Jazz de Cascais. Em 1970 participa do Festival da Canção e funda a revista Musicalíssimo, sendo editor da mesma até 1974, quando a Revolução dos Cravos o fez se exilar em Madri até fevereiro de 1976.  A partir de 1984 passou a mostrar ao público talento também como compositor, musicando poemas de Fernando Pessoa, Pedro Homem de Mello e Manuel Alegre, entre outros. É considerado um importante mentor da renovação musical portuguesa desde que passou a convidar jovens fadistas a dividir o palco com ele em apresentações pelo país a partir do início da década de 90. Desenvolve também trabalhos como jornalista e até de comentarista esportivo, onde se mostra defensor ferrenho de seu time de coração, o Sporting de Lisboa. LISBOA ANTIGA (Raul Ferrão – José Galhardo – A. do Vale) é a canção contida aquí.

ada de castro      ADA DE CASTRO – Nascida Ada Antunes Pereira, em Lisboa, 13 de agosto de 1937 desde cedo demonstrou talento musical apurado, influenciada principalmente por Amália Rodrigues e também começou a fazer teatro amador, área que se manteve em atividade até 1959. Estreou profissionalmente no restaurante O Faia em 1960 e desde então se apresentou nas melhores casas de espetáculos portuguesas. Em 1962 recebe o Prêmio RTP de Melhor Fadista da Quinzena, o que seria o primeiro de vários prêmios recebidos durante a carreira em Portugal e em vários outros países. Se apresentou inclusive em Mônaco, nos jardins do Palácio Grimaldi para toda a família do principe Reinier. Em 1968, a convite do governo Brasileiro, fez apresentações por todo o país. Em 1995 se apresentou em um programa da televisão japonês contando a história do fado e cantando 8 fados em 45 minutos de programa. Segue até hoje carreira de fadista e atriz de sucesso. COIMBRA (Raul Ferrão – José Galhardo) é a canção contida aquí.

maria da fé      MARIA DA FÉ – Nascida Maria da Conceição Costa, na Cidade do Porto, em 25 de maio de 1945, desde muito cedo demonstrou talento como fadista. Aos 9 anos participou de festas particulares ganhando corcursos. Aos 18 anos mudou-se para Lisboa e foi logo contratada para cantar nas principais casas de fado da região e depois passou a se apresentar no Cassino Estoril. Lança seu primeiro disco em 1959. Entre 1963 e 1964 se tornou mentora de um movimento musical intitulado de Pop Fado, que recebeu duras críticas dos tradicionalistas, mas que só fez aumentar o seu sucesso com o público. Casa-se em 1968 com o fadista e compositor José Luis Gordo, que lhe dedica várias composições, fazendo de Maria da Fé sua autêntica musa. No ano seguinte é a primeira fadista a participar do Festival RTP da Canção. Em 1975, inaugura em sociedade com seu marido José Luis e com  Antonio Mello Correia o restaurante Sr Vinho, que se torna um dos espaços mais tradicionais e culturais de Lisboa. Durante 3 anos, entre 1984 e 1987, faz apresentações no Brasil, ajudando ainda mais a difundir o fado em terras Tupiniquins e logo depois também faz apresentações em vários países da Europa e EUA. Em 2005 recebe uma homenagem de Caetano Veloso no álbum Língua Portuguesa. Nesse mesmo ano recebeu do Ministério da Cultura de Portugal  a Medalha do Mérito Cultural, homenagem merecida pelos seus mais de 40 anos de carreira. No ano seguinte recebeu da Fundação Amália Rodrigues o prêmio de melhor intérprete Feminina do ano. Em 2009 comemorou 50 anos de carreira artística. CANOA (Britinho) é a canção incluída aqui.

     Mais um presente especialíssimo do Blog Cultura Cabesound!!!

Dados do Disco:

Seleção de Repertório: Wanda Regulski
Ilustração da Capa: Péricles Gomide
Supervisão Geral: Ana Maria Mazzochi
Direção: Humberto Gargiulo e Jurandir Ferreira Neto

Músicas:
Lado 1:
01- Ai Mouraria – Amália Rodrigues (Amadeu do Vale – F. Valério)
02- Verde vinho – Paulo Alexandre (Udo Jurgens – Kunze – Versão em Português: Griechischer e adaptação de Paulo Alexandre)
03- Uma casa portuguesa – Francisco José (Artur Fonseca – Reinaldo Ferreira – Vasco de Matos Siqueira)
04- Era o fado meu amigo – Roberto Leal (Manuel Marques – Antonio Rodrigues)
05- Por morrer uma andorinha – Carlos do Carmo (Francisco Viana – Frederico de Brito)
06- Mocidade Mocidade – Antonio Calvário (Nuno N. Fernandes – Carlos Coelho)

Lado 2:
01- Só nós dois – Francisco José (Joaquim Pimentel)
02- Perseguição – Amália Rodrigues (Avelino de Sousa – Carlos Maia)
03- Lisboa antiga – João Braga (Raul Ferrão – José Galhardo – A. do Vale)
04- Coimbra – Ada de Castro (Raul Ferrão – José Galhardo)
05- O cacilheiro – Carlos do Carmo (José Carlos Ary dos Santos)
06- Canoa – Maria da Fé (Britinho)


quinta-feira, 25 de novembro de 2010

O Som... O Estilo... A Personalidade... das Grandes Orquestras (SBT – Polygram Discos / Polydor – 1987) “CD”

Grandes Orquestras

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Link reativado em 01/04/2015

     Coloco esta postagem aquí exatamente quando o meu querido e amado Rio de Janeiro em que vivo desde que nascí está passando por um momento de terror causado pela falta de Deus no coração de pessoas que vivem para praticar o mal e não pensam no seu próximo. Tento assim em forma de música passar um pouco de paz de espírito para você, que me dá a alegria de prestigiar o Blog Cultura Cabesound e, que assim como eu, está cansado dessa onda de violência.
     Esta coletânea foi lançada em 1987 com veiculação comercial pelo SBT. A curiosidade: A seleção musical de muito bom gosto foi feita por ninguém menos do que o saudoso Cidinho Cambalhota, que por ser tão ligado aos primórdios dos grandes bailes Funk e Black do país ao lado de outros feras como Monseur Lima e Ademir Lemos, era erroneamente considerado apenas um funkeiro por aqueles que não conheceram a trajetória da carreira de Cidinho num todo e poucos sabiam que na época ele era uma espécie de consultor de repertório da Polygram e foi responsável pela seleção musical de várias coletâneas, de estilos musicais diferentes, lançadas pela gravadora.
     Estão incluídas aquí gravações que se tornaram verdadeiros clássicos da música instrumental executados por grandes nomes, como você poderá conferir abaixo:

James Last   James Last – Nascido em Bremen, na Alemanha, em 17 de abril de 1929, Last é um compostor, arranjador e regente de orquestra de grande sucesso em todo o mundo. Em toda a sua carreira vendeu cerca de 100 milhões de discos. A delicada “Lara’s Theme” (Jarre – Webster) é a música incluída.

Ronnie Aldrich    Ronnie Aldrich – Nascido em Kent, Inglaterra, em 15 de fevereiro de 1916, foi um famoso pianista, arranjador, maestro e compositor. Ficou conhecido como diretor musical do programa de televisão The Benny Hill Show. Na conhecida série de discos Phase4 da DECCA Records Aldrich fez vários experimentos sonoros gravando 2 pianos em simultâneo e também fez várias trilhas especiais para a também famosa série de discos do Reader’s Digest. Morreu de câncer de próstata  aos 77 anos de idade, em 30 de setembro de 1993. “Nothing but a lonely heart” (Tchaikovski) é a música incluída.

Clebanoff     Clebanoff – Nascido em Chicago, USA, em 02 de maio de 1917, Herman Clebanoff foi um Concertino, Violonista e Maestro de grande sucesso, foi maestro da orquestra da NBC de Chicago e ficou famoso pelos belos arranjos de cordas incluídos nas mais variadas gravações que fez com sua orquestra. Morreu em 13 de janeiro de 2004, na Califórnia. “Jalousie” (Gade) é a fantástica gravação incluída aquí.

Paul Mauriat    Paul Mauriat – Tem sua completa biografia incluída aquí no Blog na postagem O MUNDO MÁGICO DE PAUL MAURIAT. “Taste of the sixties” (P. Mauriat – Gerrard Gambus) e “Love is Blue” (A. Popp – P. Cour) são as músicas incluídas aquí.

Bert Kaempfert    Bert Kaempfert – Também tem uma biografia completa já incluída aquí no Blog na postagem AS GRANDES ORQUESTRAS DO MUNDO – AFRIKAAN BEAT. A própria “Afrikaan beat” é a música incluída aquí.

Xavier Cugat     Xavier Cugat – Nascido Francesc d”Asis Xavier Cugat Mingall de Bru i Deulofeu, em 01 de janeiro de 1900 foi outro grande nome da música instrumental mundial, maestro de uma das mais famosas e conceituadas orquestras que foram formadas no século xx. Morreu de insuficiência cardíaca em 27 de outubro de 1990, na Catalunha, Espanha. “Always in my heart” (Lecuona – Ganon) é a belíssima canção incluída aquí.

GeorgeMelachrino      George Melachrino – Nascido Miltiades George, em 01 de maio de 1905 em Londres, Inglaterra, foi um cantor, compositor, arranjador e maestro de renome mundial. Descendente de Gregos, começou sua carreira musical como cantor na rádio BBC em 1927. Morreu em 18 de junho de 1965 também em Londres, vítima de uma queda em sua própria residência. A valsa “Tales of Viena woods” (J. Strauss – arr: Thompson) é a canção incluída aquí.

Caesar Giovannini     Caesar Giovannini – Nascido em Chicago (USA) em 26 de fevereiro de 1925, é um pianista e maestro de renome mundial. Foi pianista solo oficial da Marinha dos Estados Unidos durante os anos de 1945 e 1946. Também, como Clebanoff, foi músico da NBC de Chicago e depois foi membro da American Broadcast Company (ABC). Em 1960 se mudou para Los Angeles e está em atividade até hoje como pianista e arranjador de trilhas de filmes para a TV. A belíssima “Love Letters” (Young – Heyman) é a canção incluída aquí.

Helmut Zacharias     Helmut Zacharias – Nascido em 27 de janeiro de 1920, Zacharias foi um renomado violinista alemão. Na década de 50 foi considerado um dos melhores violinistas de Jazz da Europa e teve seu próprio programa de TV entre 1968 e 1973. Morreu em Tessin, Suíça, em 28 de fevereiro de 2002. “Theme of never on sundays” (Hadjidakis) é a música incluída aquí.

Mantovani     Mantovani – Pianista, violinista, arranjador e maestro, nascido Annunzio Paolo Mantovani em Veneza, Italia, em 15 de novembro de 1905, Mantovani foi o mais celebrado e influente maestro de orquestra de cordas de todos os tempos. Foi um dos primeiros a se valer do efeito Estereofônico em gravações datadas ainda no início dos anos 50 e soube como ninguém se valer desse recurso e foi talvez o primeiro músico a vender mais de 1 milhão de discos em prensagem apenas stereo. Morreu em 29 de março de 1980. “The legend of the Glass Mountain” (Nino Rota) é a gravação incluída aquí.

Rolland Shaw      Roland Shaw – Nascido Roland Edgar Shaw-Tomkins, em 26 de maio de 1920 na Inglaterra,  é outro renomado compositor, arranjador e maestro. Responsável por várias trilhas sonoras cinematográficas, incluindo os filmes Férias de Verão (1963) e O Segredo do Meu Sucesso (1965). Produziu com sua orquestra novos arranjos para várias trilhas dos filmes de 007 e de espiões, com muito sucesso. “La Paloma” (Yradeer – Trad. Arr: Shaw) é a canção incluída aquí.

     Mais um presente especial do Blog Cultura Cabesound.

Músicas:
01- Lara’s theme – James Last (Jarre – Webster)
02- Nothing but a lonely heart – Ronnie Aldrich (Tchaikovski)
03- Jalousie – Clebanoff (Gade)
04- Taste of the sixties – Paul Mauriat (P. Mauriat – Gerard Gambus)
05- Afrikaan Beat – Bert Kaempfert (Kaempfert)
06- Always in my heart – Xavier Cugat (Lecuonna – Gannon)
07- Love is blue (Amour est bleu) – Paul Mauriat (A. Popp – P. Cour)
08- Tales of Vienna Woods – George Melachrino (J. Strauss – Arr: Thompson)
09- Love letters – Caesar Giovannini (Young – Heyman)
10- Theme of never on sundays – Helmut Zacharias (Hadjidakis)
11- The legend of The Glass Mountain – Mantovani (Nino Rota)
12- La paloma – Roland Shaw (Yradeer – Trad. Arr: Shaw)

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Ataulfo Alves – Eternamente Samba (CBD/Polydor – 1966).

Ataulfo
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Link reativado em 29/03/2015

      Ofereço à você que prestigia o Blog Cultura Cabesound e que é um admirador do samba tradicional mais um presente: O LP ETERNAMENTE SAMBA, mais uma jóia do mestre ATAULFO ALVES.
     Este disco trouxe mais um sucesso na carreira do mestre: LARANJA MADURA. Quem nunca ouviu os versos “Laranja madura na beira da estrada / tá bichada, Zé / ou tem marimbondo no pé” ? Simplesmente Clássico!!!
     O disco ainda contém uma interpretação maravilhosa de MADAME FULANO DE TAL (Cyro Monteiro – Dias da Cruz), provando que Ataulfo além de grande compositor era um grande intérprete. A faixa intitulada POLÊMICA é um maravilhoso pout-pourri de sucessos com a participação mais do que especial de uma autêntica “rainha”: CARMEM COSTA. Nessa faixa a dupla ATAULFO e CARMEM tem uma deliciosa “briga” em que um samba é uma “deixa” para o outro samba seguinte, lembrando que anos antes existia realmente uma certa “rixa” entre os dois, mas que logo foi superada. Outro destaque dessa faixa é o acompanhamento musical do regional de CAÇULINHA, que dá simplesmente um show. A faixa dupla LENÇO BRANCO / DESTINO DA MADEIRA é emocionante, pois marca o lançamento para o mercado fonográfico de ATAULFO ALVES JR, com o próprio pai fazendo essa espécie de “transição musicada” , deixando para o filho a missão de dar sequência à sua belíssima obra. Hoje em dia, infelizmente parece que o grande público não respeitou o desejo do Ataulfo pai, relegando injustamente o Ataulfo filho a pouquíssimas apresentações e praticamente nenhuma aparição na grande mídia brasileira… uma pena!!!
     Ataulfo é realmente “mestre”… esse disco é uma das provas. Comprove!!!

Músicas

Lado 1:
01- Polêmica – Pout-Pourri com a participação de Carmem Costa e Regional de Caçulinha:
* Pois é (Ataulfo Alves)
* A morena sou eu (Mirabeau – Milton de Oliveira)
* Sai do meu caminho (Ataulfo Alves)
* Conte o caso direito (Valdemir – Nilton Carudo)
* Duro com duro (Ataulfo Alves)
* O vento que venta lá (Ataulfo Alves)
* Na ginga do samba (Ataulfo Alves)
02- Vassalo do samba (Ataulfo Alves)
03- Gente bem (Ataulfo Alves)
04- Quantos projetos (Ataulfo Alves – Antonio Domingos)

Lado 2:
01- Laranja madura (Ataulfo Alves)
02- Madame Fulano de Tal (Cyro Monteiro – Dias da Cruz)
03- Lenço branco (Ataulfo Alves) /
Destino da madeira – Canta: Ataulfo Alves Junior (Adelino Alves – Vargas Junior)
04- Caco velho (Ary Barroso)
05- Favela (Hekel Tavares – Joracy Camargo)


quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Morris Albert – After we’ve left each other “Compacto duplo” (Beverly/Charger Records – 1974).

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Link atualizado em 04/04/15

      Nos anos 70 houve um fenômeno no Brasil: Cantores e grupos brasileiros que faziam sucesso cantando em inglês. A grande maioria desses músicos surgiram pela necessidade de se suprir a falta do licenciamento dos fonogramas internacionais para as trilhas sonoras de novelas. Muitos desses músicos terminaram a carreira no ostracismo por serem mais tarde “desmascarados” e provocar no público um sentimento de rejeição, o mesmo público que antes os adorava sem a menor idéia de que esses sucessos “internacionais” na realidade eram mesmo “Made in Brazil”. Mas, existem pelo menos dois exemplos de músicos brasileiros que seguraram a onda do sucesso cantando em inglês e que desde o início não esconderam do  público que eram brasileiros: O grupo PHOLHAS e o cantor e compositor MORRIS ALBERT… e é exatamente para MORRIS ALBERT que o Blog Cultura Cabesound abre seu espaço agora.
     Mauricio Alberto Kaiserman nasceu em São Paulo, em 07 de setembro de 1951. Nos anos 60 foi integrante de um grupo musical chamado The Hangmen, que chegou a ter 1 LP homônimo lançado e possuia entre suas faixas uma composição do jovem Mauricio: Você me deixou. No ínício da década de 70 decidiu passar a compor e interpretar canções em inglês e montou a produtora independente Charger Records. Em 1972 Maurício é contratado pelo selo Beverly, na época já pertencente a Som Indústria e Comércio (Copacabana Discos) e que desde então passou a ter os direitos de licenciamento da Charger Records. Por imposição da Beverly, Maurício adota o nome artístico Morris Albert e lança ainda naquele ano seu primeiro compacto: The Throat. Seguiram-se outros compactos de pouca repercussão até que, em 1973 é lançado o compacto que tornaria Morris Albert sucesso não apenas no Brasil, mas também sucesso universal a partir do ano seguinte: Feelings. A canção ganhou repercussão a partir de sua inclusão na trilha sonora internacional da novela global Corrida do Ouro e se tornou um hit obrigatório em rádio e TV vendendo cerca de 300.000 cópias. No exterior se tornou um fenômeno de vendas, merecendo no decorrer do tempo cerca de 100 regravações de vários astros da música internacional como Frank Sinatra, Dionne Warwick e Johnny Mathis, tornando-se uma das 100 canções mais conhecidas de todos os tempos.
    O sucesso estrondoso de FEELINGS puxa em 1974 o lançamento mundial do LP AFTER WE’VE LEFT EACH OTHER. FEELINGS ganhou também uma versão em espanhol intitulada SENTIMIENTOS. Lançada no México, SENTIMIENTOS vendeu 25.000 cópias apenas em sua tiragem inicial e mereceu o disco de ouro naquele país.
     Nos anos seguintes, Morris Albert lançou outros hits, como por exemplo SHE’S MY GIRL, LEAVE ME, CONVERSATION e GONNA LOVE YOU MORE (regravada inclusive por George Benson), mas nenhuma dessas canções repetiram o feito de FEELINGS, que ainda em 1976 lhe valeram 4 indicações ao Grammy.
     Em 1988 a Suprema Corte da Califórnia (EUA) declarou oficialmente FEELINGS como plágio de uma canção francesa composta por Lou Lou Gasté e gravada pelo cantor Line Renaud em 1956 com o título “Pour Toi”, fato esse que nunca chegou a tirar o mérito daquele que tornou a canção mundialmente conhecida: Morris Albert.
      Instrumentista, produziu mais de 100 temas para séries de TV e comerciais. Vendeu mais de 150 milhões de discos no mundo todo. Atualmente reside na Itália e continua se apresentando ao vivo e gravando.
     O Blog Cultura Cabesound apresenta o compacto duplo (primeira postagem do formato no Blog) retirado do LP AFTER WE’VE LEFT EACH OTHER. FEELINGS não poderia ficar de fora, mas as outras 3 canções contidas no compacto, todas compostas por Morris Albert, também tem seus méritos musicais. Esse é mais um presente que ofereço à vc, que me dá a satisfação de seu prestígio!!!

Músicas
Lado 1:
01- Feelings
02- Come to my life

Lado 2:
01- Sweet loving man
02- Falling tears

Songs composed by: Morris Albert

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Dionysio e Seu Quinteto – Romance no Texas Bar (Companhia Internacional de Discos – 1959).


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Link reativado em 03/04/15

     Mais uma vez o Blog Cultura Cabesound abre espaço para a música instrumental. Dessa vez, apresento aquí o ótimo LP ROMANCE NO TEXAS BAR, do saxofonista Dionysio de Oliveira Filho.

     O que vou apresentar aquí é uma adaptação do texto original da contra-capa do próprio disco, que mostra uma breve biografia do músico, infelizmente a única que encontrei até agora:
     Paulista de Botucatú, Dionysio iniciou sua carreira de instrumentista tocando bateria e logo após deu preferência ao saxofone e à clarineta. Em 1936 se mudou para a capital paulista, conseguindo emprego de músico das rádios Record e Difusora e também foi integrante da orquestra de Luiz Argento. Apresentou-se também nas orquestras do Cassino do Guarujá e na Orquestra do trumpetista Paiolete.
     Em 1939 se transferiu para o Rio de Janeiro. Como sax-alto, integrou as orquestras de Romeu Silva e Zaccarias, sendo que com este último realizou algumas gravações. Integrou também os quadros de músicos das rádios Tupi e Mundial. Mais tarde, fez parte também dos quadros de músicos da extinta TV TUPI.



      Agora, vou aquí me manifestar em tom de desabafo:
     O Brasil sempre foi um país pródigo e maravilhoso em se tratando de talentos musicais das mais variadas vertentes, mas infelizmente alguns talentos verdadeiros com o passar do tempo são relegados ao esquecimento e são desvalorizados por aqueles que simplesmente se deixam levar por modismos passageiros. Waldir Calmon por exemplo, se não fosse o belíssimo trabalho biográfico e de Web Designer de sua filha Marcia Calmon (vide site http://waldircalmon.com/, um dos meus favoritos) seria relegado à lembrança apenas daqueles que durante os anos de carreira do músico se tornaram fãs fiéis. Dionysio é um exemplo desse tipo de “síndrome do esquecimento”: Um músico talentosíssimo que não tem sequer uma biografia pela Web a fora, não encontrei nada sobre ele nem no Dicionário Cravo Albin, um dos mais conceituados. Tenho de ser sincero: Se faltou aquí um texto mais abrangente sobre Dionysio, com data de nascimento e etc, foi por falta de fontes de pesquisa. Portanto, quem souber de algo mais sobre esse maravilhoso músico tem o espaço dos comentários do Blog aberto ou o e-mail (cabesound2008@hotmail.com) para a possível colaboração.
     O disco é maravilhoso do início ao fim, com um repertório de muito bom gosto, inclusive a  composição própria chamada “Cem por cento” escolhida para abrir o disco é bem agradável aos ouvidos. O quinteto de Dionysio faz seu trabalho de acompanhamento magistralmente. Desse quinteto saíram músicos que mais tarde se tornariam célebres, como por exemplo o baterista Edison Machado e o violonista Baden Powell, considerado até hoje um dos maiores músicos e compositores do mundo, autor de verdadeiros clássicos da MPB. Mas, é Dionysio o dono da “festa” aquí.
     Esse é mais um presente que o Blog Cultura Cabesound preparou para você, que sempre me dá a alegria de seu prestígio!!!

Músicas:
Lado 1:
01-  Cem por cento (Dionysio de Oliveira)
02- Nêga (Waldemar Gomes – Afonso Teixeira)
03- Se todos fossem iguais a você (Antonio Carlos Jobim – Vinicius de Moraes)
04- Que murmuren (Rubens Fuentes – Rafael Cárdenas)
05- I love Paris (Cole Porter)
06- Falam meus olhos (Fernando Cesar – Nazareno de Brito)

Lado 2:
01- It’s not for me to say (Robert Altlen – All Stillman)
02- Mocinho bonito (Billy Blanco)
03- O apito no samba (Luiz Bandeira)
04- Cha-cha-cha no Texas (Arthur Montenegro)
05- Tequila (Chuck Rio)
06- Saudade da Bahia (Dorival Caymmi)

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Zé Rodrix – Soy Latino Americano (Emi – Odeon – 1976)

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Link reativado em 30/03/2015

     Em 22 de maio de 2009 falecia o jornalista, publicitário e um dos mais inventivos músicos da MPB: Zé Rodrix. Tenho aquí no Blog as postagens denominadas “Saudade” onde homenageio aos músicos falecidos exatamente no período do texto mas, como estava sem internet em casa na época não pude homenagear Zé Rodrix. Com essa postagem de hoje espero estar preenchendo essa lacuna do Blog e ao mesmo tempo apresento este sensacional LP SOY LATINO AMERICANO, um dos melhores discos nacionais lançados em todos os tempos.
     José Rodrigues Trindade nasceu aquí no Rio de Janeiro, em 25 de novembro de 1947. Estudou no Conservatório Brasileiro de Música e desenvolveu talento como multi-instrumentista. Em 1966, junto  com Ricardo Sá (hoje Ricardo Villas), Mauricio Mendonça (hoje Mauricio Maestro) e David Tygel – anos mais tarde Maestro e Tygel formariam com Claudio Nucci e Zé Renato o grupo BOCA LIVRE – formou o quarteto vocal MOMENTO QUATRO, lançando em 1967 o compacto com a música “Glória” (primeira composição do jovem José Rodrigues). O quarteto  ficou célebre ao se apresentar acompanhando Edu Lobo e Marilia Medalha na música PONTEIO no III Festival da MPB (TV Record – 1967), que se tornou a vencedora do festival. O Momento Quatro lançou no ano seguinte um LP pela Phillips, onde José Rodrigues já mostrava suas primeiras composições em parceria com os outros componentes do grupo.
     Deixando o quarteto, viajou para Porto Alegre no ano seguinte, onde trabalhou como professor de música e executou seus primeiros trabalhos como publicitário e jornalista para a ZERO HORA. De volta ao RJ, no início de 1970, já com o nome artístico Zé Rodrix, formou juntamente com Wagner Tiso, Robertinho Silva, Tavito, Luís Alves e Laudir de Oliveira o grupo SOM IMAGINÁRIO, inicialmente acompanhando Milton Nascimento no show “Milton Nascimento, ahh, e o Som Imaginário” e  no LP MILTON, que trouxe o sucesso “Para Lennon e McCartney”. O grupo também acompanhou Gal Costa em um especial para a TV CULTURA. Lançaram um LP homônimo no mesmo ano. Se desligou do grupo no ano seguinte e venceu o Festival de Música de Juiz de Fora com a canção “Casa no campo”, que se tornaria um dos maiores clássicos da MPB na gravação de Elis Regina. Formou juntamente com Luis Carlos Sá e Guttemberg Guarabyra o trio SÁ, RODRIX E GUARABYRA. No ano seguinte lançam o LP PASSADO, PRESENTE E FUTURO com os clássicos “Ama teu vizinho como a tí mesmo”, “Jurití Butterfly” e “Hoje ainda é dia de rock”. No ano seguinte lançam o LP TERRA, com os clássicos “Os anos 60”, “Mestre Jonas” e “Blue Riviera”. Inicia carreira solo nesse mesmo ano lançando o LP I ACTO.
     Durante os anos 70, Zé Rodrix participou como compositor das trilhas sonoras do musical MISS (APESAR DE TUDO) BRASIL, da peça REFÉM, do filme MOTEL e das novelas O ESPIGÃO e A CORRIDA DO OURO (TV GLOBO).
     Em 1974, Zé Rodrix lança o LP QUEM SABE SABE, QUEM NÃO SABE NÃO PRECISA SABER. A peça ROCK HORROR SHOW no ano seguinte foi seu primeiro trabalho como ator e diretor musical. 
     Em 1976 lançaria seu LP de maior sucesso: SOY LATINO AMERICANO, que além da faixa título continha o também sucesso “É impossível parar de dançar” e seu próprio registro do clássico “Casa no campo”. Em 1977, mais um sucesso com QUANDO SERÁ?
     Entre 79 e 80 lançou os LP’s HORA EXTRA e SEMPRE LIVRE e adaptou e dirigiu os musicais PÓ DE GUARANÁ e VILLAGE. Se mudou para São Paulo onde realizou juntamente com Miguel Paiva o musical BAND AGE e a revista musical O ANALISTA DE BAGÉ. Em 1981 lançou o compacto SEU ABELARDO, em que “lançava a candidatura” de CHACRINHA à presidência do Brasil e ROCK DO PLANALTO, uma parceria com Miguel Paiva. Fundou com Tico Terpins o estúdio de gravação VOZ DO BRASIL, especializado em trilhas sonoras e jingles  para diversos anunciantes e empresas, área essa em que obteve muito sucesso. Em 1983 se tornou integrante do grupo JOELHO DE PORCO, que se tornou um dos ícones do movimento Punk no Brasil. Em 1986 participou como compositor e produtor musical da trilha sonora da novela CAMBALACHO (TV GLOBO).
     Durante a decada de 90 produziu diversos musicais e trilhas sonoras, recebendo diversos premios. Em 2001 voltou a reunir o trio Sá, Rodrix e Guarabyra, se apresentando no Rock in Rio III e lançando o disco ao vivo OUTRA VEZ NA ESTRADA. Conheceu o Clube Caiubi de Compositores, em São Paulo, e passou a desenvolver parcerias com novos autores da música brasileira. Em 2004 compôs a música “São Paulo 450” para a festa de 450 anos da cidade, que foi gravada por Daniela Mercury especialmente para a ocasião. As trilhas para a TV RATIMBUM, canal infantil a cabo, também estão na lista de suas realizações no período. Desenvolveu também sua porção escritor, lançando alguns livros, incluindo a trilogia de livros denominada “Trilogia do Templo”, em que explicitava seus conhecimentos aprofundados sobre a Maçonaria (no início dos 2000, Zé Rodrix revelou que era Maçom). Em 2006, paralelo a novos shows de SÁ, RODRIX E GUARABYRA apresentou ao lado de Tavito o show A CASA NO COMEÇO DA RUA.
     Em dezembro de 2008, o trio SÁ, RODRIX E GUARABYRA lança o single “Amanhece um outro dia”, que foi tema de abertura da novela REVELAÇÃO (SBT) e assim, os primeiros meses de 2009 foram marcados por novos shows do trio, que infelizmente foram interrompidos quando, no dia 21 de maio, Zé Rodrix sofreu um infarto em casa. Chegou a receber os primeiros socorros de uma de suas filhas que era médica e foi levado ao Hospital das Clínicas de São Paulo, mas não resistiu, falecendo às 0h e 45 minutos do dia 22 de maio de 2009.
     SOY LATINO AMERICANO foi o terceiro LP da carreira solo de Zé Rodrix, é uma bela amostra do músico e compositor inventivo que era. Um punhado de letras maravilhosas e melodias ídem, que tornaram o LP um dos grandes sucessos de 1976. Além do sucesso radiofônico da faixa-título, que tornou Zé Rodrix uma das presenças cativas no programa GLOBO DE OURO a partir de então, o LP trouxe outro sucesso: a contagiante “É impossível parar de dançar”. “Chamada geral” (espécie de nova versão para a “Festa de Arromba”, citando vários nomes ligados ao rock dos anos 70 no Brasil, incluindo Rita Lee, Erasmo Carlos, Mutantes, Raul Seixas, O Terço, entre outros) foi outro destaque do LP, além de “HMMM! (Mas que noite)” que foi uma especie de precursora do movimento Disco Music no país. Ficou registrada também neste LP a versão do autor para “Casa no campo”, um dos maiores clássicos da MPB. Por mim, ficaria aquí comentando faixa por faixa desse LP, mas deixo que você, que me dá o privilégio amigo de prestigiar o Blog Cultura Cabesound, ateste a qualidade musical maravilhosa deste disco. Mais um presente do Blog Cultura Cabesound!!!

Dados do disco:

Orquestrações e regência: Hugo Belardi
Produção artística: Roberto Livi
Capa: Criação “Studio A”
Designer: Ronaldo Mello
Direção de criação: Joel Cocenza

Músicas

Lado 1:
01- Soy Latino Americano (Zé Rodrix – Livi)
02- Boa viagem (Zé Rodrix)
03- É impossível parar de dançar (Zé Rodrix)
04- Donde estará mi vida (Segovia – F. Naranjo – I. Roman)
05- Chamada geral (Zé Rodrix – Livi)
06- Exército da salvação (Zé Rodrix)

Lado 2:
01- Eu vou comprar esse disco (Zé Rodrix – Lamis)
02- Ilha deserta (Zé Rodrix)
03- HMMM! (Mas que noite) (Zé Rodrix)
04- Eu não sei falar de amor (Zé Rodrix – Felipe)
05- Todo dia eu tenho que chorar um pouco (Zé Rodrix – Ramos)
06- Casa no campo (Zé Rodrix – Tavito)

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Nilo Amaro e Seus Cantores de Ébano – Os anjos cantam (IEM/Odeon – 1962).

Nilo Amaro e Seus Cantores de Ebano - Os Anjos Cantam (1962)-image019

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Link reativado em 02/04/15

     Tenho o prazer de apresentar no Blog Cultura Cabesound mais um disco muito especial, considerado hoje em dia como um dos 100 discos fundamentais da história da MPB: OS ANJOS CANTAM.
 Para definir esse disco vou usar aquí grande parte do belo texto da contra-capa:
     "Vozes que harmonizam, vozes que fazem beleza, vozes que fazem música branca – eis OS CANTORES DE ÉBANO, realização total de um sonho sonhado há muitos anos por Nilo Amaro.
     Sim. Se houve sonho sonhado e que, um dia, concretizou-se integralmente, esse sonho foi do moço Nilo Amaro, artista moço que, de sacrificio em sacrificio, conseguiu reunir um punhado  de vozes bonitas, as quais trabalhou com dedicação e carinho visando atingir a meta que todo artista sonha atingir: a glória.
     Assim, OS CANTORES DE ÉBANO como que sofreram uma série de situações desagradáveis (falta de local para ensaiar, incompreensão de alguns, descrença de muitos, portas fechadas quase sempre) e diversas outras situações, inclusive a pior delas: a falta de incentivo.
     Mas, como há sempre um dia na vida daqueles que lutam por uma verdade, o dia de Nilo Amaro e consequentemente, d’OS CANTORES DE ÉBANO chegou. E chegou, exatamente quando Ismael Corrêa – Diretor Artístico da ODEON – cedeu os estúdios da gravadora para que os integrantes do conjunto ensaiassem à vontade, tranquilamente, sem qualquer preocupação. E fez mais aquele diretor: soube ser incentivo o tempo todo, palavras de encorajamento nos momentos de incerteza, amigo de verdade em todas as horas.
     Alguns meses de ensaios initerruptamente e aconteceu o perfeito entendimento vocal do conjunto. E com esse entendimento a primeira gravação: “Greenfields” e “A noiva”, duas canções de sucesso e que projetaram definitivamente o conjunto que surgia.”
     Nilo Amaro, cujo nome verdadeiro era Moisés Cardoso Neves, formou o conjunto basicamente com vozes negras femininas e masculinas (1 soprano, 1 mezzo soprano, a contralto, 2 baixos, 1 tenor e 3 barítonos). A intenção de Nilo Amaro sempre foi formar um conjunto vocal semelhante aos corais Gospel Norte-Americanos mas usando repertório típico do cancioneiro nacional, e mesmo num curto espaço de tempo, Nilo Amaro conseguiu seu objetivo com OS CANTORES DE ÉBANO, colocando o conjunto num patamar clássico da nossa música. O destaque do grupo, além do próprio Nilo Amaro, era Noriel Arantes, que com sua voz grave, encorpada e característica, dava um toque especial aos vocalizes d’OS CANTORES DE ÉBANO. Noriel, em 1968, lançou já como Noriel Vilela outro desses discos considerados fundamentais da MPB: EIS O ÔME e também fez sucesso com a versão de um clássico Norte-Americano dos anos 40 chamado “Sixteen Tons”, vertida para o português com o nome “16 toneladas”. Noriel morreu em 1974.
     Nilo Amaro e Os Cantores de Ébano ainda lançariam em 1963 mais um LP, que continha o sucesso “Uirapurú”.
Nilo Amaro faleceu em Goiânia aos 76 anos de idade, no dia 18 de abril de 2004, mas deixou a sua contribuição para a Música Popular. Jamais existiu em nossa música um conjunto vocal que igualasse o estilo d’OS CANTORES DE ÉBANO. Este é mais um presente especialíssimo do Blog Cultura Cabesound à você, que me dá a honra do seu prestígio!!!
    
Dados do disco:
         
          Direção Artística: Ismael Corrêa
          Foto: Francisco Pereira

          Músicas:

Lado 1:
01- Leva eu sodade (Tito Neto – Alventino Cavalcanti). Solos de Nilo Amaro e Noriel Arantes
02- Boa noite (Francisco J. Silva – Iza M. da Silva) Solo de Nilson Prado
03- Fiz a cama na varanda (Dilú Mello – Ovídio Chaves)
04- Canção de ninar meu bem (Bidu Reis – Gracindo Junior) Solo de Nilson Prado
05- Down by the Riverside (Dazz Jordan)
06- Greenfields (Terry Gilkyson – Richard Deher – Frank Miller – Versão de Romeo Nunes – Nilo Amaro). Solo de Nilson Prado

Lado 2:
01- A lenda do Abaeté (Dorival Caymmi). Solo de Noriel Arantes
02- Azulão (Jayme Ovalle – Manuel Bandeira)
03- Eu e você (Roberto Muniz – Jairo Aguiar). Solo de Nilo Amaro
04- Minha graúna (Tito Neto – Avarése). Solo de Nilo Amaro
05- Dorinha (Tito Neto – Ary Monteiro). Solo de Nilo Amaro
06- A noiva “La novia” (Joaquim Prieto – Versão de Fred Jorge). Solo de Nilson Prado


segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Maria Creuza – Eu disse adeus (RCA Victor – 1973).


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Link reativado em 31/03/2015

     O ano era 1973… A grande cantora Maria Creuza, uma das minhas favoritas, estreava na RCA Victor com esse maravilhoso EU DISSE ADEUS, disco de repertório primoroso do seu início ao final. Um fato que eu ainda irei “investigar” é por que o nome da cantora está grafado no disco com “S” ao invés de “Z”… espero obter essa resposta para a próxima postagem de outro disco de Maria Creuza.
     Mesmo estando afastada da mídia brasileira a alguns anos, Maria Creuza mantém uma carreira respeitada nos países do Mercosul, principalmente na Argentina, onde faz temporadas de shows que são sucesso de crítica e público e, pela quantidade de visitas que as outras postagens aquí no Blog Cultura Cabesound me mostram a cada vez que eu faço a consulta ela ainda possui um grande e fiel público no país também. Ela realmente merece. Mais um presente do Blog Cultura Cabesound!!!

Dados do disco:
Coordenação Artística e Direção de Estúdio: Rildo Hora
Arranjos e Regência: Leonardo Bruno (1)
                                  Ivan Paulo (2)
                                  Geraldo Vespar (3)
                                  José Briamonte (4)
Técnicos: Stelio Carlini, Walter Lima, Paulo Frazão (Garrincha), João Alemão (Gunther)
Foto: Denildo
Arte: Ney Tavora
Gravado e Mixado no Estúdio da RCA – Rio de Janeiro, em 16 canais.

Músicas

Lado 1:
01- Feijãozinho com torresmo (Walter Queiroz) (1)
02- Apelo (Vinícius de Morais – Baden Powell) (3)
03- Canção da volta (Ismael Netto – Antonio Maria) (1)
04- Janelas azuis (Rildo Hora – Sérgio Cabral) (1)
05- Nossos momentos (Haroldo Barbosa – Luis Reis) (1)
06- Desespero (Antonio Carlos – Jocafi) (4)

Lado 2:
01- Bobo feliz (Antonio Carlos – Jocafi) (1)
02- A noite do meu bem (Dolores Duran) (1)
03- Chão de estrelas (Orestes Barbosa – Sílvio Caldas) (2)
04- Obsessão (Mirabeau – Milton de Oliveira) / Não me diga adeus (Paquito – Luis Soberano -
João Correia da Silva) / Pois é (Ataulfo Alves) (3)
05- Simplesmente (Antonio Carlos – Jocafi) (1)
06- Eu disse adeus (Roberto Carlos – Erasmo Carlos) (2)

domingo, 17 de outubro de 2010

Gilvan, Trio Irakitan (20/10/1928 – 17/10/2010)

Gilvan

 

     Paulo Gilvan Duarte Bezerril, que foi um dos fundadores do Trio Irakitan, faleceu hoje no Pronto Socorro Cardiológico de Recife. Completaria 82 anos na próxima quarta-feira.

     Paulo Gilvan, como era conhecido no meio artístico, deu entrada nesse Pronto Socorro no último dia 14 com quadro de infarto agudo, sofreu 3 paradas cardio-respiratórias sendo que a mais grave de todas durou 15 minutos. Desde então se encontrava em coma induzido e fazendo hemodiálise, mas seus rins já haviam parado de funcionar. Hoje veio a notícia da morte desse que era um de nossos grandes músicos, componente de um grupo que embalou gerações com suas interpretações de boleros e canções populares e que ainda hoje faz shows pelo Brasil com uma nova formação e que foi considerado o Trio Los Panchos brasileiro.

     Mais música de qualidade no reino celestial. Descanse em paz GILVAN!!!

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

A Bandinha da Turma da Mônica (RGE-Fermata/Peralta – 1971).


Turma da Mônica

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Link reativado em 28/03/2015

     Mais uma relíquia em homenagem ao mês da criança que apresento aquí no Blog Cultura Cabesound: Trata-se de um LP com os temas musicais dos personagens de histórias em quadrinhos mais queridos da América Latina: A Turma da Mônica.
     A história da origem da Turma da Mônica começa em 1959, quando o desenhista Mauricio de Souza, nascido em 27 de outubro de 1935 em Santa Isabel, após uma carreira como repórter policial para a Folha da Manhã onde escrevia histórias policiais ilustradas com seus desenhos começa a se aventurar no ramo das histórias em quadrinhos infantis criando como primeiros personagens o cãozinho Bidú, que anos mais tarde se tornaria a logomarca da Maurício de Souza Produções, e seu dono Franjinha. Em 1963, cria junto com a jornalista Lenita Miranda de Figueiredo, a Tia Lenita, o suplemento infantil A Folhinha de São Paulo. É nesse mesmo ano e nesse suplemento que são publicadas as primeiras histórias da Mônica e seus inseparáveis amigos Cebolinha, Cascão e Magali. Mônica e Magali foram criações inspiradas em duas filhas de Mauricio, de mesmo nome das personagens. Cebolinha e Cascão foram inspirados em amigos de infância de Maurício. Foi com essas inspirações, filhos (10 ao todo) e amigos de infância, que Mauricio de Souza com o decorrer do tempo foi criando os outros personagens da turma. Criou também a Turma do Chico Bento, em homenagem ao interior do Brasil e ao seu meio rural, a Turma da Tina, Horácio – o dinossauro órfão mas de coração muito bondoso, o elefante Jotalhão, Astronauta e A Turma do Piteco, além de outros personagens que estão no coração e na mente de gerações e gerações de crianças, jovens e adultos do Brasil e da América Latina.
     O disco em questão contém os temas musicais de alguns dos personagem de Mauricio de Souza que eram publicados através dos suplementos de jornal e revistas em quadrinhos naquele longínquo ano de 1971. Os arranjos, de muita sensibilidade musical por sinal, ficaram a cargo do renomado maestro argentino Hector Lagna Fietta, dando um toque bem sofisticado ao disco. Todas as músicas foram compostas por Gaó Gurgel e pelo próprio Mauricio de Souza com letras de Wilma Camargo. A produção muito bem cuidada ficou a cargo de Juvenal Fernandes.
     Mais um presente do Blog Cultura Cabesound direcionado à crianças, jovens e adultos, que sempre amaram e curtem o universo criado pelo grande Mauricio de Souza e seus personagens de quadrinhos.

Capa do disco: Mauricio de Souza.
Lay-out: Nicolau

Músicas
Lado 1:
01- Mônica
02- Bidú
03- Magali
04- Horácio
05- Cascão
06- Tina

Lado 2:
01- Chico Bento
02- Cebolinha
03- Astronauta
04- Jotalhão
05- Piteco
06- Anjinho

Músicas de Gaó Gurgel e Mauricio de Souza
Letras de Wilma Camargo
Arranjos e Direção Musical de Hector Lagna Fietta
Produzido por Juvenal Fernandes

domingo, 10 de outubro de 2010

2ª Feira do Vinil do RJ: Fui e adorei!!!


     Que experiência maravilhosa essa que viví hoje ao visitar a 2ª Feira do Vinil do RJ, realizada no Clube Luso Brasileiro, em Copacabana. Para quem achava que o vinil estava morto as fotos que mostrarei a seguir servem para comprovar que o vinil está realmente mais vivo do que nunca na preferência dos verdadeiros discófilos:

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     Um verdadeiro sucesso de público:
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       A Polysom marcou presença na Feira com seus lançamentos:
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     Todos os meus “sonhos de consumo” em vinil estavam expostos na feira, mas infelizmente este que vos escreve teve que se contentar em apenas “babar” por cada disco avistado:
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     O stand dos meus amigos da Tropicália Discos estava uma verdadeira “tentação”, preços excelentes e discos maravilhosos expostos. Os discos importados dos Mutantes (180g) estão na minha mente até agora, veja na foto o exemplar em destaque, nada mais nada menos do que a reedição do LP de 1968:
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     Este The Beatles 1962 – 1966 importado e com vinil vermelho me deixou com “água na boca”:
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     Tô bem na foto?
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     Tomara que a próxima Feira do Vinil não demore a acontecer, juro que dessa vez irei preparado para umas comprinhas. Parabéns aos organizadores e à todas as lojas e sebos participantes da Feira, realmente tornaram o evento um acontecimento super especial, com certeza que compareceu não se arrependeu!!!

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Francisco José – O coração que canta (CBD/Phillips – 1969)

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Link reativado em 03/10/2015

     A cada disco de Francisco José que posto aquí no Cultura Cabesound sinto como esse grande cantor Lusitano é querido aquí no país, não apenas pela colônia portuguesa mas também pelo público brasileiro em um geral.
     Faço questão dessa vez de reproduzir aquí o texto da contra-capa, assinado por ninguém menos do que Fernando Lobo:
     “Outra vez estamos juntos deste admirável cantor Francisco José. Foi o público que o elegeu e o promoveu a astro de primeira grandeza. O que tem feito até então este artista é cantar bonito, é entregar as mais lindas e melhores melodias, não só portuguesas como também das nossas. Este disco é mais que um punhado de melodias bem interpretadas por Francisco José. É mais que isto, um presente que os discos “Phillips” entregam aos que aplaudem o seu artista, gratos pelos sucessos anteriores obtidos em variadas gravações lançadas.
     Neste LP há melodias, as mais belas, músicas inspiradas que crescem ainda mais em beleza quando interpretadas por Francisco José. Há um trabalho técnico inteiramente novo, um cuidado orquestral dos melhores e um equilíbrio de escolha musical que contenta a todos. Não resta a menor dúvida que Francisco José é um nome que se projetou como intérprete o mais notável, das cantigas da sua terra, e também das nossas. É como todo cantor português, o astro que em qualquer canto da nossa terra tem sempre um público presente, enorme e entusiasta, para aplaudí-lo com intensidade. Pois ele, o astro Francisco José aqui está, e numa das formas mais felizes de apresentação, onde vários generos estão presentes, e mais que presente, a interpretação inimitável deste artista raro, que por felicidade nos pertence quase inteiro agora.”
     Mais um presente do Blog Cultura Cabesound para vc, que sabe dar valor à boa música mundial e é admirador, assim como eu, da voz desse grande artista: Francisco José!!!

Arranjos e direção musical de Monteiro de Souza.

Músicas:

Lado 1:
01- Sinal da cruz (Ferrer Trindade – Max de Souza)
02- De degrau em degrau (Nóbrega de Souza – Jeronimo Bragança)
03- Mas sou fadista (Ferrer Trindade – Arthur Ribeiro)
04- Aquela janela virada pro mar (Frederico de Brito)
05- Olhos tristes (Helena M. Viana – Fernanda Santos)
06- Kanimambo (A. Fonseca – R. Ferreira)

Lado 2:
01- Encontro ás dez (Nóbrega de Souza – Jeronimo Bragança)
02- Ai! Se meus olhos falassem (Nóbrega de Souza – Jeronimo Bragança)
03- Lisbôa não sejas francesa (J. Galhardo – R. Ferrão)
04- Adeus Mouraria (Arthur Ribeiro)
05- Cartas de amor (Alves Coelho Filho)
06- Fado da Severa (Frederico de Freitas – Júlio Dantas)