Novidade para os amigos de Cabesound2008: Cada postagem musical agora contém uma amostra do arquivo para vc's ouvírem aquí na hora, basta acionar o PLAYER abaixo de cada foto. Isso é uma forma de divulgar também um pouco do meu trabalho caseiro de digitalização musical. Com exceção das postagens indicadas por "(CD)" todas as demais foram retiradas de LP's raros de meu próprio acervo. Lembro também aos amigos que antes de publicar fiz uma pesquisa antecipada para que não houvessem postagens aquí de LP's e até de CD's que ainda estejam em catálogo comercial atualmente. Todos os links que forem publicados aquí e que forem de meu conhecimento que estão em catálogo serão apagados por iniciativa pessoal minha, a fim de evitar problemas enfrentados por alguns Blogs co-irmãos que tiveram de "sair do ar". Lembrando que quem gostar e se interessar pelo serviço de digitalização é só entrar em contato pelo e-mail cabesound2008@hotmail.com.
Espero ser útil nessa tentativa de levar um pouco de CULTURA MUSICAL àqueles que procuram e são "contaminados" (no bom sentido) por ela. Divírtam-se!!!
Rádio Web Armazém da Saudade
Se não conseguir ouvir a rádioweb automáticamente pelo player, clique no link abaixo:

domingo, 31 de janeiro de 2010

Jamelão – O Sucesso (Continental/Musicolor – 1968)

Jamelão
  

   
    


     O próprio Lupicinio Rodrigues comentava: “- Quem melhor sabe dar meu recado”… por essa declaração já se tem uma idéia da importância do “intérprete” Jamelão para a música popular brasileira, não só pelos mais de 50 anos defendendo os Sambas-Enredo da Estação Primeira de Mangueira nos desfiles carnavalescos mas também como uma das mais bonitas vozes do cancioneiro Tupiniquim.
     José Bispo Clementino dos Santos nasceu em 12 de maio de 1913 no Rio de Janeiro. Ganhou o apelido Jamelão quando se apresentava em gafieiras da capital fluminense. Começou ainda jovem tocando tamborim na bateria da Mangueira, passando depois a tocar cavaquinho e em 1949 se tornou um de seus intérpretes de sambas-enredo. Se tornou o intérprete principal da escola (o próprio Jamelão não gostava quando o chamavam de “Puxador de Samba”) a partir de 1952, substituindo o lendário Xangô da Mangueira. Conseguiu trabalhos no rádio e em boates e foi corista de Francisco Alves e em uma das apresentações o substituiu, cantando uma composição de Herivelto Martins. Começa então uma carreira de grande sucesso, passando por gravadoras como Odeon, CBD e Continental, por onde deixou registrada sua potente voz em vários sambas e em canções como FOLHA MORTA (Ary Barroso) e MATRIZ OU FILIAL (Lúcio Cardim). Mas foi justamente com as composições de Lupicinio Rodrigues que Jamelão ficou mais conhecido nacionalmente, tendo atingido o ápice do sucesso em 1959 ao gravar um 78 RPM com ELA DISSE-ME ASSIM (VÁ EMBORA). Seu último CD de inéditas foi lançado pela Som Livre em 2000 com o título POR FORÇA DO HÁBITO.
     Era diabético e Hipertenso e nos últimos anos de vida sofreu com problemas pulmonares que o levaram ao afastamento de sua querida Estação Primeira de Mangueira. Em 14 de Junho de 2008, as 4 horas da manhã na casa de saúde Pinheiro Machado, uma falência múltipla de órgãos cala Jamelão para sempre aos 95 anos de idade.
     O disco que estou postando nesse momento aquí no Blog foi uma coletânea lançada em 1968, que abrangeu boa parte dos sucessos lançados por Jamelão na Continental a partir de 1960, ficando de fora a já citada ELA DISSE-ME ASSIM, lançada em 1959, mas pela lista de músicas abaixo mencionadas têm-se exata noção do valor musical desse disco e do próprio Jamelão, o “Adorável Rabugento”. Confira:

Lado 1:
01- Solidão (Floriano Mattos – Guaxinin)
02- Foi assim (Lupicinio Rodrigues)
03- Fim de jornada (Helio Nascimento – Altemir Gonçalves)
04- Torre de Babel (Lupicinio Rodrigues)
05- Meu natal (Lupicinio Rodrigues)
06- O amor é você (Mario Casali)

Lado 2:
01- Exemplo (Lupicinio Rodrigues)
02- Mais do que amor (João Roberto Kelly)
03- Você é gelo (José Garcia – Lourival Peres – Don Carlos)
04- Um minuto de silêncio (Osvaldo Vitalino – Ferreira dos Santos)
05- Retrato do morro (Nonato Buzar – Hamilcar Pereira)
06- Flores, estrelas e mulheres (Antonio Bruno)

(Clique no título do disco)

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Os Ligados – Feliz! (Impacto – 1973)

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     Atendendo a pedidos, posto aquí para os amigos do Blog mais um disco d’OS LIGADOS, coral evangélico paranaense, mais precisamente oriundo da “Juventude Vibrante”, movimento promovido pelo Instituto e Seminário Bíblico de Londrina, bem atuante no propósito da evangelização de jovens principalmente nas décadas de 60 e 70.
     Reproduzo aquí o texto da contra-capa desse disco:
     “FELIZ! O que todo mundo quer ser. Então, começa aquela procura… em tudo: Drogas, sexo, estudos, amizades, esporte… e depois de experimentar tudo isso, o vazio continua.
     FELIZ… tão poucos são. Mas nós achamos a felicidade. Algo está nos ligando, algo que é impossível descrever completamente. è preciso experimentá-lo. É a felicidade em uma pessoa: Jesus. E nós queremos compartilhar a nossa descoberta com você através das músicas neste LP. Queremos que você experimente o poder sólido e o envolvimento pessoal com o nosso Criador, Jesus Cristo, que o ajudará a enfrentar as dificuldades e viver com uma nova dinâmica dentro de sí.
     Assim sendo, você será FELIZ!
                                                                                OS LIGADOS.”

Dados do disco:
Arranjos: Otis Skillings
Produção: Jesse Peterson
Regência: Jesse Murphy
Gravação vocal: Estúdios RCA – São Paulo

Lado1:
01- Todos a cantar (Skillings – Lillenas)
02- Eu vou passar um tempinho (Smith – Lillenas)
03- Por que nascí? (Smith – Lillenas)
04- O mundo há de saber (Smith – Lillenas)
05- Eu preciso de Jesus (Smith – Lillenas)

Lado 2:
01- Realmente há um Deus? (Skillings – Lillenas)
02- O que responderás? (Hayford – Lillenas)
03- Feliz no meu viver (Smith – Lillenas)
04- Lindo dia raiou (Smith – Dandy)
05- Eu sempre cantarei de Cristo (Skillings – Lillenas)
Obs: Não foram encontrados créditos de autoria das letras em português.

(Clique no título do disco)

sábado, 23 de janeiro de 2010

RPM & Milton Nascimento (CBS - 1987)




                                    

 

     Em 1987, causou surpresa a parceria musical inusitada entre Milton Nascimento, um dos maiores nomes da música brasileira e o RPM, simplesmente o maior fenômeno do POP/ROCK brasileiro de todos os tempos. A idéia da parceria surgiu durante a turnê RÁDIO PIRATA AO VIVO, como descreve o produtor Mazzola no encarte desse disco:
"- O tempo passou e estávamos - eu e o pessoal do RPM - mixando o álbum RÁDIO PIRATA AO VIVO em Los Angeles, quando o Milton, que estava fazendo sua excursão americana, apareceu por lá para fazer um show num grande anfiteatro. Levei o RPM para ver. Eles ficaram espantados com o pessoal da primeira fila: nada menos que grandes artistas como Herbie Hancock, Tina Turner, Lee Ritenour. E Milton esbanjando energia no palco. Depois fomos ao camarim, apresentei os rapazes do RPM ao Milton e eles ficaram num papo agradável durante longo tempo. O Paulo Ricardo dizia que, apesar de muito jovem, conhecia as músicas do Milton e até cantou alguns de seus clássicos, para surpresa de Milton. O Luiz Schiavon lembrou que tem família em Três Pontas, terra do Milton. Começava alí uma bela amizade. De volta ao Brasil, fui com o Milton ao Canecão assistir ao show do RPM. Ele gostou muito, do som, das luzes, da energia, a resposta do público. A idéia continuava latente na minha cabeça e eu propus uma reunião com Milton e o RPM na casa do Milton em Belo Horizonte. O segredo precisava ser guardado para que a parceria saísse e não houvesse atropelos. Conseguimos guardá-lo por mais de um ano. Combinamos que o RPM mandaria músicas para o Milton e o Milton mandaria as suas para o RPM. Mas ambos estavam fazendo shows pelo Brasil e a coisa estava difícil de acontecer. Chegou março deste ano e não se chegava a uma conclusão. Tanto Milton quanto o RPM já não estavam mais excursionando. Levei Milton pra São Paulo e ele ouviu a primeira música do Paulo e fez a letra para HOMO SAPIENS. Uma já estava feita.
     Uns quinze dias depois, Milton havia feito outra música em Três Pontas, mandou-a para mim e eu a encaminhei para o Paulo colocar a letra. FEITO NÓS estava pronta.
     Durante duas semanas do mês de abril fizemos as gravações e mixagens e, aí sim, o projeto começou a ser divulgado."

     Se não foi um grande sucesso comercial que muita gente esperava, esse disco MIX apresentou duas canções de qualidade indiscutível, por isso escolhí como a primeira postagem de 2010 para presentear aos amigos do Blog.

Dados do disco:

Músicas:

01- Homo Sapiens (Paulo Ricardo - Milton Nascimento)
02- Feito nós (Milton Nascimento - Paulo Ricardo)

Produzido por Mazzola
Voz: Milton Nascimento e Paulo Ricardo
Teclados: Luiz Schiavon
Baixo e violão 12 cordas: Paulo Ricardo
Bateria, tambores e tabla: Paulo "P.A" Pagni
Guitarra: Fernando Deluqui
Percussão e tambores: Robertinho Silva
Rítmica: Mazzola
Arranjos e regência: Luiz Schiavon
Coordenação artística: Márcio Ferreira e Aguiberto
Coordenação de produção: Eva Straus
Capa: Márcio Ferreira
Desenho: Marcello Grassmann (álbum interno)
Arte: Milton Casquinha (álbum interno)
Fotos: Márcio Ferreira, Gabriel Assumpção e CBS (álbum interno)
Estúdios: Transamérica e Sigla
Técnicos: Luiz Paulo, João Guarino, Antônio Chiavelli
Auxiliares: Billy, Claudemir, Ivan, Marcelo, Marquinhos e Sidney
Mixagem: Mazzola


(clíque no título do disco)

domingo, 3 de janeiro de 2010

2010 chegou amigos!!!


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Meus amigos, 2010 começou... Como diz a letra de "Dias melhores", do grupo JOTA QUEST: "Vivemos esperando por dias melhores / Dias de paz / Dias a mais / Dias que não deixaremos para trás..." Espero sinceramente que esse ano que chega seja de realizações positivas, de saúde e de paz para todos nós. E lembre-se: Independentemente de sua crença, de sua religião, Deus deve ser o centro de tudo em nossas vidas, é ELE o governante maior de toda a terra.
Comecei já trabalhando... entrei 2010 com todos os Links do Blog atualizados e já estou pensando nos próximos posts e já preparando os definidos. Muita coisa boa virá pela frente!!!

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Convite para ouvir Pocho e Orquestra (RGE - 1989) "(CD)"







         Eu gostaria de escrever mais sobre esse grande Pianista/Maestro Uruguaio, cujo nome verdadeiro era Ruben Alfredo Perez Izzi, que fez carreira aquí no Brasil por muitos anos, mas infelizmente ainda não encontrei nenhuma biografia sobre ele. Por isso peço até uma colaboração dos amigos que por ventura terem conhecimento de algo a respeito que me informem ou enviem para o meu e-mail, pois ainda quero ajudar a preencher essa outra lacuna aberta.
         Esse CD (lançado também em LP duplo) era um dos preferídos de minha falecida mãe, quando comprei para dar-lhe de presente só havia essa unidade na loja, isso lá pelos idos de 1995. Hoje em dia então, esse CONVITE PARA OUVIR POCHO E ORQUESTRA está totalmente fora de catálogo, a gravadora Som Livre (atual detentora do acervo da extinta RGE) até relançou alguns títulos dessa série, mas não relançou POCHO, o que é uma pena. Hoje, ouvir esse CD me causa muita emoção pois lembro de todas as vezes que presenciava minha mãe a curtir cada nota musical emitida pelo piano e pela orquestra em arranjos primorosos de clássicos populares da música mundial. Uma coletânea de primeira grandeza que apresento para os amigos do Blog.

Dados do Disco:

Seleção de Repertório: Marco Antônio Galvão
Edição e Montagem: Paulo João
Capa: WOM Publicidade

Músicas:

01- Too Young (Dee - Lippman)
02- Palabras de Mujer (Agustin Lara)
03- Cry (Churchill Kohlman)
04- Tu, solo tu (Felipe Valdez Leal)
05- The man in love (G. Gershwin - I. Gershwin)
06- Dos Almas (Don Fabian)
07- Solamente una vez (Agustin Lara)
08- My Foolish heart (Victor Young - Ned Washington)
09- Amapola (LaCalle)
10- Again (Cochran - L. Newman)
11- Adios mariquita linda (Marcos A. Jimenez)
12- Unchained melody (Zaret - North)
13- Noche de ronda (Maria Tereza Lara)
14- My Blue heaven (Walter Donaldson - George Whiting)
15- Quiereme mucho (Gonzalo Roig)
16- Dancing in the dark (Woward Dietz - Arthur Schwartz)
17- La Golondrina (Sarradel)
18- Here, there and everywhere (John Lennon - Paul McCartney)
19- Stella by starlight (Ned Washington - Victor Young)
20- Frenesi (Alberto Dominguez)
21- Moonglow (Will Hudson - Eddie Delange - Irving Mills)
22- Farolito (Agustin Lara)
23- Embraceable you (G. Gershwin - I. Gershwin)
24- Amado mio (Allan Roberts - Doris Fisher)


(Clique no título do disco)

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Feliz Natal!!!

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

BENITO DI PAULA – ELA (Copacabana – 1972)

Ela

 

Segundo LP desse grande artista brasileiro, que esse ano foi “resgatado” com o lançamento de CD e DVD ao vivo, depois de muito tempo “jogado de lado”, como o próprio Benito diz na gravação do show em Julho, em um VIVO RIO lotado de fãs fiéis, onde reviveu os seus maiores sucessos.
Uday Veloso nasceu em Nova Friburgo em 28 de Novembro de 1941, iniciou carreira artística na década de 60 como Crooner de boates do Rio de Janeiro, passa a adotar o nome artístico BENITO DI PAULA e depois se tranfere para São Paulo, onde passou a cantar e a tocar piano em casas noturnas. Em 1968 é contratado pela COPACABANA DISCOS, onde grava o seu primeiro compacto: “Andança” / “Canção para o nosso amor”. Nesse período também grava alguns temas para trilhas de novelas da época, como por exemplo “Nino”, para a novela NINO – O ITALIANINHO, da TV TUPI (1969) e chegou a ganhar um dos mais importantes prêmios da época, o “CHICO VIOLA”. Em 1971 grava seu primeiro LP, com canções como “Madalena”, “Jesus Cristo” e “Azul da cor do mar”, disco que não alcançou o resultado esperado pela gravadora e por Benito, que ainda teve a decepção de ver o LP censurado, por incluir em seu repertório “Apesar de você”, de Chico Buarque. No ano seguinte, sua composição “Retalhos de Cetim” começa a ser um enorme sucesso em cada apresentação que fazia ao vivo, com isso a COPACABANA o chama para gravar um novo compacto, só que com outra composição de Benito: “Ela”, que também se torna um sucesso e  dá origem ao segundo LP, que faz sucesso apenas mediano, mas que já começa a mostrar para o público um Benito cantor e compositor de sambas de sucesso, como por exemplo “Violão não se empresta a ninguém”, “Quem vem lá” e a já citada faixa título. No ano de 1973 finalmente grava “Retalhos de Cetim” e o compacto se torna um sucesso estrondoso por todo o Brasil, vendendo mais de 1 milhão de cópias. A partir de então, Benito passa a ser junto com Roberto Carlos um dos maiores vendedores de discos dos anos 70.
Em 1974, passa a adotar um visual mais extravagante,que inclúi cavanhaque, jóias e frakes coloridos, a partir do lançamento de UM NOVO SAMBA. No mesmo ano o disco seguinte  BENITO DI PAULA GRAVADO AO VIVO trás uma inovação musical que se torna uma marca registrada de Benito: A inclusão de um piano clássico em seus sambas, o que vale da parte de muitos críticos o rótulo de BREGA injustamente e seu estilo musical passa a ser taxado de SAMBA JÓIA, chegando a ser criticado até por colegas de profissão que achavam que seu samba era “descaracterizado”. Paulinho da Viola chegou a compor e gravar em 1975 o samba “Argumento”, a letra entrega: “-Tá legal, eu aceito o argumento / Mas não me altere o samba tanto assim / Olha que a rapaziada está sentindo a falta / Do cavaco, do pandeiro e de um tamborim.” Uma das respostas que Benito deu aos seus críticos em geral é a música “Osso duro de Roer”, do disco de 1977, que diz: “- Estão querendo tirar o meu nome do samba / Tirar meu tempo de bamba / Dizendo até que eu já me despedí / Mas ainda  não chegou minha vez de ir embora /  Deixa essa gente falar / É inveja que eles sentem.” Bom, isso tudo já é história…
Voltando a falar sobre o disco “Ela”:
Na minha modesta opinião, passei a considerar esse disco um dos melhores, se não o melhor da carreira de Benito. Por incrível que possa parecer ainda não foi relançado. Além dos sambas já citados aquí, contém as ótimas interpretações de “Antonico” de Ismael Silva e “Maria do Céu” de René Bitencourt e Raul Sampaio,  a bela e romântica “Fale baixinho” de Portinho e Heitor Carillo e algumas boas composições de Carlos Magno: “O bom é o Juca”, “Paraíba” (parceria com João Rodrigues” e “Formiga desunida”. Confira!!!

Dados do Disco:

Produtor Fonográfico: Som – Indústria e Comércio S/A
Direção Artística: Alfredo Borba / Supervisão Musical: Leo Peracchi / Engenheiro de Som:  C.A. Moura / Técnicos de Som: Milton Rodrigues e Renaldo Mazziero / Mixagem: Milton Rodrigues / Corte: Rogério Décio Gauss Junior / Gravação: Estúdios Reunidos Ltda, SP / Capa: Fotos: Oswaldo Micheloni / Lay-Out: Ciro Ney

Músicas:
Lado A
1- Violão não se empresta a ninguém (Benito di Paula)
2- Antonico (Ismael Silva)
3- Fale Baixinho (Portinho – Heitor Carillo)
4- Quem vem lá (Benito di Paula)
5- O bom é o Juca (Carlos Magno)
6- Frevo gingado (Benito di Paula)

Lado B
1- Paraíba (Carlos Magno – João Rodrigues)
2- Formiga desunida (Carlos Magno)
3- É pranto (José Wilson – Adilson Salvador – Barbosa)
4- Ela (Benito di Paula)
5- Maria do Céu (René Bittencourt – Raul Sampaio)
6- Fui eu (Aloysio Figueiredo – Nelson Figueiredo)

(clique no título do disco)

domingo, 6 de dezembro de 2009

Flamengo, campeão brasileiro de 2009


Gostou ? Visite: F3gifs.kit.net Flamengo, campeão brasileiro de 2009. Tem que aturar!!!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Dia do Samba

Hoje é dia do Samba, dia também de homenagear à todos aqueles que realmente dignificam esse rítmo musical típicamente Brasileiro. Aproveito para postar um vídeo de 1966 que mostra de uma tacada só algumas dessas pessoas que dignificam e marcaram para sempre o seu nome na história do samba: Donga, Pixinguinha e Chico Buarque de Hollanda.



Outro fera que também nunca deve ser esquecido é Ciro Monteiro. Relembre!!!



segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Gerson King Combo - Mandamentos Black



Aproveito que hoje é aniversário do grande Gerson King Combo, um dos grandes mestres da soul music brasileira para mostrar aos amigos do Blog um vídeo que produzí e publiquei no YouTube no dia 16 de dezembro de 2008 com o maior clássico de sua carreira e que até hoje embala os bailes Black Brasil afora: "Mandamentos Black", lançado em seu primeiro LP solo em 1977.
Gerson Côrtes nasceu em Madureira, suburbio do Rio de Janeiro a 66 anos atrás. Começou a carreira fazendo dublagens no programa de Jair de Taumaturgo. Pouco depois, seu irmão Getúlio Côrtes (autor de grandes sucessos como "Negro gato") o levou a participar como dançarino do programa Jovem Guarda. Adotou o nome artístico Gerson Combo em homenagem à uma banda de Soul Music internacional chamada King Curtis Combo e chegou a gravar um compacto pela Odeon. Acumulou também experiências como backing vocal da orquestra de Erlon Chaves e de Wilson Simonal, fato este que o próprio Gerson conta em algumas entrevistas como um dos episódios mais curiosos de sua carreira, já que a semelhança física entre os dois era muito grande e eles brincavam de "jogo de espelhos" nos show de Simonal, confundindo o público. Gerson inclusive chegou a substituir Simonal em alguns shows. Teve participação não creditada nos backing vocais de discos de artistas como Vanusa e The Fevers. Foi um dos fundadores e mentores da Banda Black Rio. O próprio Gerson conta que em 1970, no Festival da Canção daquele ano, promovido pela Rede Globo de Televisão a interpretação da canção BR 3 (Antônio Adolfo e Tibério Gaspar) seria dele, mas uma "manobra" de Toni Tornado (vide vídeo no YouTube http://www.youtube.com/watch?v=Ul1XEHYJ7o0) fez com que a interpretação da música coubesse à Tornado e este ganhou o primeiro lugar, cabendo à Gerson o quinto lugar com "A Banda do Salvador".
                                                                                                                                                                        

 No mesmo ano Gerson grava um LP, acompanhado pelo grupo Os Diagonais e outros músicos ligados à Soul Music brasileira intitulado "Brazilian Soul - Gerson Combo e a Turma do Soul ", com clássicos do cancioneiro popular em arranjos Soul, como por exemplo "Fiz a cama na varanda", "Na baixa do sapateiro" e "Quero voltar pra Bahia". Com Toni Tornado fazendo sucesso no início da década, Gerson decide "dar um tempo" para não fazer competição, já que os dois tinham um mesmo estilo musical. Com a decisão que Tornado tomou de seguir integralmente a carreira de ator, Gerson sentiu que a hora de seu reconhecimento havia chegado, inclui o "King" ao seu nome artístico e inicia carreira solo, que culmina com o lançamento de seu LP em 1977, que inclui clássicos como "Mandamentos Black" e "Uma chance", e se torna o grande ícone da Black Music tupiniquim.



Na contra-capa desse LP consta a cópia de um FAX, que o próprio Gerson diz com orgulho ser verdadeiramente do grande Rei da Soul Music mundial: "Mr Dynamite" James Brown, felicitando Gerson por seus esforços para divulgar o movimento Black no Brasil. Seu jeito extravagante de se vestir, dançar e cantar o fazem ser considerado pela crítica especializada e pelo público em geral como o James Brown brasileiro. O grande sucesso faz com que ele seja convidado a fazer apresentações até no exterior.



Em 1978 lança seu segundo LP solo, com o grande hit dos bailes Black da época: "Funk Brother Soul", e até 1979 segue em sua trajetória de sucesso, interrompida no início dos anos 80, com o estouro do Rock Brasil e o declínio do movimento Black. Em 1984 ensaia um retorno, gravando um compacto de grande sucesso intitulado "Melô do Mão Branca", mas creditado à um tal cantor chamado Mão Branca, que na realidade era Gerson.
Depois de uma longa "hibernação", Gerson retoma a carreira no fim dos anos 90 graças ao reconhecimento de vários novos artistas que fazem questão de citá-lo como grande influência na carreira.


Seu retorno ao mercado fonográfico ocorre em 2001, com o lançamento do CD "Mensageiro da Paz", com músicas inéditas e regravações e faz shows por todo o Brasil. Em 2007 ocorre o lançamento de seu mais novo CD: "Soul da Paz", acompanhado pelos músicos do Berimbrown, de Minas Gerais, com 13 faixas, 8 inéditas suas ou em parcerias que inclui o seu médico particular Dr. Djalma Oliveira, 2 regravações (Good Bye e Desce daí) e mais 3 composições do guitarrista Berico, do Berimbrown.
Agora, em 2009, foi produzido pela Digi2 Criação Digital um documentário cinematográfico e foi gravado também seu primeiro DVD da carreira, acompanhado pela banda Supergroove e a participação especial de artistas como Da Gama e Carlos Dafé, ambos com previsão de lançamento para 2010.


 Isso tudo nos vem provar uma coisa: Os verdadeiros talentos nunca devem ser esquecidos e Gerson King Combo ainda está aí na ativa para provar para todo mundo como se produz a verdadeira Black Music Brasileira de qualidade. Toda a rapaziada de hoje que curte o chamado Funk Carioca deveria descobrir como surgiu o verdadeiro Funk e reverenciar mestres como Gerson King Combo, cujo estilo marcou uma geração e foi raiz para todo um movimento cultural de hoje em dia.
GOD SAVE THE KING!!!