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quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

BENITO DI PAULA – ELA (Copacabana – 1972)

Ela

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Link atualizado em 29/03/15

     Segundo LP desse grande artista brasileiro, que esse ano foi “resgatado” com o lançamento de CD e DVD ao vivo, depois de muito tempo “jogado de lado”, como o próprio Benito diz na gravação do show em Julho, em um VIVO RIO lotado de fãs fiéis, onde reviveu os seus maiores sucessos.
     Uday Veloso nasceu em Nova Friburgo em 28 de Novembro de 1941, iniciou carreira artística na década de 60 como Crooner de boates do Rio de Janeiro, passa a adotar o nome artístico BENITO DI PAULA e depois se tranfere para São Paulo, onde passou a cantar e a tocar piano em casas noturnas. Em 1968 é contratado pela COPACABANA DISCOS, onde grava o seu primeiro compacto: “Andança” / “Canção para o nosso amor”. Nesse período também grava alguns temas para trilhas de novelas da época, como por exemplo “Nino”, para a novela NINO – O ITALIANINHO, da TV TUPI (1969) e chegou a ganhar um dos mais importantes prêmios da época, o “CHICO VIOLA”. Em 1971 grava seu primeiro LP, com canções como “Madalena”, “Jesus Cristo” e “Azul da cor do mar”, disco que não alcançou o resultado esperado pela gravadora e por Benito, que ainda teve a decepção de ver o LP censurado, por incluir em seu repertório “Apesar de você”, de Chico Buarque. No ano seguinte, sua composição “Retalhos de Cetim” começa a ser um enorme sucesso em cada apresentação que fazia ao vivo, com isso a COPACABANA o chama para gravar um novo compacto, só que com outra composição de Benito: “Ela”, que também se torna um sucesso e  dá origem ao segundo LP, que faz sucesso apenas mediano, mas que já começa a mostrar para o público um Benito cantor e compositor de sambas de sucesso, como por exemplo “Violão não se empresta a ninguém”, “Quem vem lá” e a já citada faixa título. No ano de 1973 finalmente grava “Retalhos de Cetim” e o compacto se torna um sucesso estrondoso por todo o Brasil, vendendo mais de 1 milhão de cópias. A partir de então, Benito passa a ser junto com Roberto Carlos um dos maiores vendedores de discos dos anos 70.
     Em 1974, passa a adotar um visual mais extravagante,que inclúi cavanhaque, jóias e frakes coloridos, a partir do lançamento de UM NOVO SAMBA. No mesmo ano o disco seguinte  BENITO DI PAULA GRAVADO AO VIVO trás uma inovação musical que se torna uma marca registrada de Benito: A inclusão de um piano clássico em seus sambas, o que vale da parte de muitos críticos o rótulo de BREGA injustamente e seu estilo musical passa a ser taxado de SAMBA JÓIA, chegando a ser criticado até por colegas de profissão que achavam que seu samba era “descaracterizado”. Paulinho da Viola chegou a compor e gravar em 1975 o samba “Argumento”, a letra entrega: “-Tá legal, eu aceito o argumento / Mas não me altere o samba tanto assim / Olha que a rapaziada está sentindo a falta / Do cavaco, do pandeiro e de um tamborim.” Uma das respostas que Benito deu aos seus críticos em geral é a música “Osso duro de Roer”, do disco de 1977, que diz: “- Estão querendo tirar o meu nome do samba / Tirar meu tempo de bamba / Dizendo até que eu já me despedí / Mas ainda  não chegou minha vez de ir embora /  Deixa essa gente falar / É inveja que eles sentem.” Bom, isso tudo já é história…
     Voltando a falar sobre o disco “Ela”:
     Na minha modesta opinião, passei a considerar esse disco um dos melhores, se não o melhor da carreira de Benito. Por incrível que possa parecer ainda não foi relançado. Além dos sambas já citados aquí, contém as ótimas interpretações de “Antonico” de Ismael Silva e “Maria do Céu” de René Bitencourt e Raul Sampaio,  a bela e romântica “Fale baixinho” de Portinho e Heitor Carillo e algumas boas composições de Carlos Magno: “O bom é o Juca”, “Paraíba” (parceria com João Rodrigues” e “Formiga desunida”. Confira!!!

Dados do Disco:

Produtor Fonográfico: Som – Indústria e Comércio S/A
Direção Artística: Alfredo Borba / Supervisão Musical: Leo Peracchi / Engenheiro de Som:  C.A. Moura / Técnicos de Som: Milton Rodrigues e Renaldo Mazziero / Mixagem: Milton Rodrigues / Corte: Rogério Décio Gauss Junior / Gravação: Estúdios Reunidos Ltda, SP / Capa: Fotos: Oswaldo Micheloni / Lay-Out: Ciro Ney

Músicas:
Lado A
1- Violão não se empresta a ninguém (Benito di Paula)
2- Antonico (Ismael Silva)
3- Fale Baixinho (Portinho – Heitor Carillo)
4- Quem vem lá (Benito di Paula)
5- O bom é o Juca (Carlos Magno)
6- Frevo gingado (Benito di Paula)

Lado B
1- Paraíba (Carlos Magno – João Rodrigues)
2- Formiga desunida (Carlos Magno)
3- É pranto (José Wilson – Adilson Salvador – Barbosa)
4- Ela (Benito di Paula)
5- Maria do Céu (René Bittencourt – Raul Sampaio)
6- Fui eu (Aloysio Figueiredo – Nelson Figueiredo)


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