Amigos, sei que mais uma vez estou devendo uma explicação para vocês, pois passaram-se um pouco mais de 2 meses e nada de novas postagens no Blog.
O que ocorreu dessa vez foi que por uma mudança nas regras tive minha conta do 4SHARED desativada para acesso público, por consequência nenhum dos arquivos que armazenei lá estavam liberados para downloads, sendo assim, todos os discos que postei no Blog e que havia atualizado os links estavam sendo impedidos de serem baixados. Muitas pessoas que recentemente visitaram o Blog em busca desses discos não conseguiram efetuar os downloads.
Bom, estou procurando resolver esse problema para em breve poder ter esses arquivos liberados novamente e também colocar novas postagens musicais no Blog CULTURA CABESOUND. Tem muita coisa boa vindo por aí, por isso o trabalhos não podem parar.
Amigos do Blog CULTURA CABESOUND, estou de volta. Desculpem se dessa vez não coloquei nenhuma mensagem explicando a ausência, mas nunca é tarde para corrigir essa falha. Um tratamento auditivo atrapalhou qualquer tentativa de preparar novas postagens musicais nesse período, mas agora recuperado, eis que volto com mais um pouco de música instrumental, dessa vez com o grande maestro e violinista HELMUT ZACHARIAS.
ZACHARIAS já tem uma pequena biografia incluida no Blog, na postagem O SOM, O ESTILO E A PERSONALIDADE DAS GRANDES ORQUESTRAS. O belíssimo LP que posto nesse momento foi lançado aqui no Brasil em 1959, época em que o selo Polydor ainda não pertencia à CBD.
Reproduzo a seguir o texto original da contra-capa deste lp:
“Helmut Zacharias, uma das figuras mais populares da música européia, tornou-se favorito no mundo inteiro. Tinha pouco mais de dez anos quando, depois de estudar e tocar com seu pai, violinista, apareceu como solista com uma orquestra sinfônica. Poucos anos mais tarde, excursionou pela Europa como membro de um conjunto de música de câmera.
Depois de desenvolver um grande interesse pelo Jazz, com pouco mais de 20 anos, Zacharias em pouco tempo ficou conhecido como o maior violinista de Jazz da Europa e foi apelidado de “The Hottest Fiddler” do continente. Mestre reconhecido da técnica do arco saltitante, ele assombrava os ouvintes com espantosas vibrações, acordes de quatro cordas e outros efeitos que só um mestre pode produzir.
Como demonstra esse album, Jazz é apenas uma faceta de seu raro virtuosismo. Numa combinação de sua tendencia inicial para a música séria e de seu estilo posteriormente popular, ZACHARIAS leva você numa viagem musical ao redor do mundo de sucessos.
PIOVE (Ciao ciao bambina), a maior atração e a melodia premiada no 9º Festival da Canção em San Remo, o mundialmente conhecido concurso de canções italiano, levado a efeito nos dias 29 e 30 de janeiro de 1959, recebe aqui um emocionante tratamento instrumental, que combina todas as qualidades do sensacional e mais recente sucesso de Domenico “Volare” Modugno.
Há brilhantes execuções do recente sucesso americano TEA FOR TWO CHA CHAe de uma das grandes sensações de 1958: COME PRIMA (More than ever), bem como de grandes melodias de um passado recente e que são Standards do presente, como AVE MARIA NO MORRO e PASSION FLOWER, incluidas nesse album, que termina com o eterno grande sucesso de ZACHARIAS: WHEN THE WHITE LILACS BLOOM AGAIN (Wen der weisse flieder wieder bluht).
Esta nova coleção exibe a assombrosa habilidade de ZACHARIAS num espetáculo único. Seus arranjos coloridos são brilhantemente interpretados por uma grande orquestra e os solos de ZACHARIAS são, como sempre, soberbos. O resultado deste SHOW DE ZACHARIAS é encantamento.”
Então, aqui está mais um presente de qualidade do Blog CULTURA CABESOUND à todos os amigos que são amantes da música de qualidade. Muito mais vem por aí!
Músicas:
Lado 1:
01- Piove “Ciao ciao Bambina” (Modugno)
02- Ave Maria no morro (Martins)
03- Pablito (Michey)
04- Come prima “More than ever” (Di Paola – Taccani – Panzeri)
Depois de um certo tempo sem novas postagens, eis que o Blog Cultura Cabesound retorna às atividades exatamente como no ano que se passou, prestando homenagem à mais um grande músico que nos deixa órfãos de seu grande talento. Uma das mais belas vozes da música, não apenas brasileira, mas também mundial, se calou na manhã desse dia 20 de março de 2013: EMÍLIO SANTIAGO.
Emílio perdeu a batalha contra um cruel AVC que o vitimou, mesmo sendo, de acordo com familiares e amigos, uma pessoa saudável. No último dia 07 de março a notícia do AVC e consequente internação na UTI do Hospital Samaritano (Botafogo – RJ) causou supresa e comoção mas, conforme os dias foram passando, as esperanças de que Emílio pudesse se recuperar aumentavam. Mas, hoje (20/03), as 06:30 da manhã, veio a notícia que ninguém gostaria de receber.
Emílio Vitalino Santiago nasceu no Rio de Janeiro, em 06 de dezembro de 1946. Desde pequeno demonstrava aptidões musicais graças a horas ouvindo músicas de seus ídolos Nelson Gonçalves, Cauby Peixoto e João Gilberto, mas também alimentava ser um dia como Nat King Cole. Mas, ao invés de um músico, seus pais não queriam vê-lo abandonar os estudos. Assim foi até Emílio ingressar na Faculdade de Direito em 1970, mas, logo o desejo de se inveredar pela música se sobrepôs. Participou de um festival na sua própria Faculdade, interpretando 3 canções. Os jurados, nada mais nada menos que José Messias, Taiguara, Marlene, Mariozinho Rocha e Marcos Valle, entre outros, classificaram 2 das 3 canções interpretadas pelo “quase” Bacharel em 2º e 3º lugares respectivamente e o escolheram o melhor intérprete do Festival. Assim, Emílio decide definitivamente que o seu futuro seria a música.
Tem uma participação bem sucedida, em 1972, no programa A Grande Chance, de Flávio Cavalcanti, na extinta TV Tupi, interpretando “Que bobeira”, de Marcos e Paulo Sérgio Valle, que lhe abrem as portas para ingressar definitivamente no meio musical, primeiro, se tornando crooner da orquestra de Ed Lincoln, logo depois, em 1973, sendo contratado pela PHILLIPS, para o lançamento de um compacto com as músicas “Transas de amor” e “Saravá nega”, que não obtem sucesso comercial, graças principalmente à falta de melhor divulgação.
Emílio segue sua trajetória como crooner de boates até ser contratado pela gravadora CID, em 1975. No mesmo ano lança seu primeiro LP, com músicas de Ivan Lins, Jorge Ben, entre outros. O disco tem boa aceitação comercial graças principalmente à sua versão samba-funk de “Bananeira”, de João Donato. No ano seguinte, inicia nova trajetória na PHILLIPS, lançando em seguida o LP BRASILEIRÍSSIMAS, que se torna um clássico de sua discografia.
Em 1977, a voz de Emílio Santiago torna-se conhecida em todo o país, graças a inclusão de “Nêga”, de autoria de Vevé Calazans, na trilha sonora da novela O ASTRO, da Rede Globo. A partir de então, músicas como “Guerreiro coração” e “Logo agora” tornam-se clássicos de seu repertório.
Em 1985 é escolhido o melhor intérprete do FESTIVAL DOS FESTIVAIS, da Rede Globo, por “Elis, Elis”, de Estevan Natolo Júnior e Marcelo Simões.
Em 1988 é contratado pela SOM LIVRE para ser o intérprete de um projeto musical de Heleno Oliveira intitulado AQUARELA BRASILEIRA. Com produção de Roberto Menescal, o disco reunia grandes clássicos da música popular brasileira, de vários autores e épocas. O lançamento se transforma num grande sucesso comercial que incentiva o lançamento, em 1989, do segundo volume, que supera o sucesso do primeiro, principalmente por “SAIGON”, de Paulo Cesar Feital, Claudio Cartier e Carlão, que se torna uma das músicas mais executadas naquele ano e presença obrigatória no repertório de todos os shows de Emílio. O projeto AQUARELA BRASILEIRA rende 7 volumes até 1995, totalizando 4 milhões de cópias vendidas e crava EMÍLIO SANTIAGO definitivamente no rol dos grandes intérpretes da MPB, com apresentações elogiadíssimas pelo Brasil e pelo mundo a fora.
Em 2005 lança pela Índie Records o primeiro CD/DVD ao vivo de sua carreira, intitulado O MELHOR DAS AQUARELAS.
Em 2010 tornou-se independente, inaugurando seu selo SANTIAGO MUSIC, lançando o CD “SÓ DANÇO SAMBA”, uma homenagem à Ed Lincoln. Seu último lançamento foi o CD/DVD “SÓ DANÇO SAMBA AO VIVO”, em que comemorou 40 anos de carreira artística.
A voz de EMÍLIO SANTIAGO com certeza ficará para sempre na memória daqueles que como eu apreciam a boa música. O céu ficou ainda mais cheio de talentos musicais com a chegada deste grande intérprete. Os anjos com certeza irão aplaudir. Descanse em paz, Emílio!
O prometido foi apenas colocar novas postagens após a reativação de um número satisfatório de links desativados. Estou num rítmo acelerado para colocar tudo “em dia” pois o número de mensagens enviadas por e-mail solicitando reativação de links está sendo grande. Posso dizer então que hoje (13/01/2013) cheguei a um número suficiente de atualizações e pude então ter um pequeno intervalo para preparar mais um presente especial para todos os meus amigos de Blog CULTURA CABESOUND. E, esse presente nada mais é do que o raríssimo HOJE, último LP de ORLANDO SILVA, o “Cantor das multidões”.
Essa nova postagem de um LP de ORLANDO SILVA serve também para corrigir um pequeno erro que cometi na postagem do disco POR TI (1960), já que no texto biográfico havia colocado como 1975 o ano de lançamento desse HOJE.
Como citei antes, os vários problemas dentários fizeram Orlando se tornar dependente do uso de morfina, causando alteração em seu tímbre de voz, nas gravações feitas a partir de 1943, nota-se claramente essa mudança que na opinião de alguns foi prejudicial, mas que na opinião de muitos não impediu Orlando de ser eleito na década de 50 o “Príncipe do disco” e participar de programas de rádio que foram enorme sucesso de audiência.
HOJE, lançado pela RCA Victor em 1973, foi um disco que mostrou um Orlando Silva interpretando compositores que na época ainda estavam em fase inicial de carreira, como por exemplo TAIGUARA, que viu sua “HOJE”, sucesso na sua voz em 1969 se tornar título deste LP; CAETANO VELOSO, que em parceria com CAPINAM compôs “CLARICE”, originalmente lançada no seu primeiro LP de 1968; EDU LOBO, que em parceria com TORQUATO NETO compôs “PRÁ DIZER ADEUS” para seu LP ao lado de MARIA BETHÂNIA lançado em 1967; GILBERTO GIL também tem aqui o privilégio de ver um de seus primeiros sambas, “MANCADA”, gravada pelo “Cantor das Multidões”.
Se a voz de Orlando Silva para alguns estava debilitada, na minha opinião foi o fator altamente determinante para que esse disco se tornasse um verdadeiro clássico, indispensável na discoteca de quem aprecia boa música. Como informei antes, foi o último LP gravado em estúdio lançado por Orlando Silva antes de seu falecimento no ano de 1978, é hoje verdadeira relíquia disputada por colecionadores por valores altos. Meu exemplar está aqui, remasterizado com carinho e cuidado como um presente para os amigos do Blog CULTURA CABESOUND. Espero que gostem!
Dados do disco
Coordenação Geral: Gil Beltran
Coordenação Artística e Direção de Estúdio: José Orlando
Arranjos e Regência:
Maestro Peruzzi – Hoje / Clarice / Tua canção / Canção da lágrima / O amor e a flor;
Maestro Ivan Paulo – Desespero / Chuvas de verão / Rancho da mulher amada;
Maestro Nelsinho – Mancada / Este é o meu Rio / Prá dizer adeus.
Arranjos Vocais e Regência Coral: Severino Filho
Arte e Fotos: Joselito
Gravado e Mixado no Estúdio Somil – Rio de Janeiro
Músicas
Lado 1:
01- Hoje (Taiguara)
02- Chuvas de verão (Fernando Lobo)
03- Desespero (Antonio Carlos e Jocafi)
04- Tua canção (Ted Moreno)
05- Rancho da mulher amada (Luiz Antonio – Luiz Reis)
06- Prá dizer adeus (Edu Lobo – Torquato Neto)
Lado 2:
01- Clarice (Caetano Veloso – Capinam)
02- Mancada (Gilberto Gil)
03- Canção da lágrima (José Orlando – Benil Santos)
Natal, Reveillon… o ano de 2012 foi embora e já estamos em 2013. Depois de um certo período ausente por motivo de férias, pois nem sempre tudo se resume a internet, o que até é um motivo para as minhas desculpas pelas faltas das já tradicionais mensagens de final de ano, estou aqui de volta iniciando um período que, por minhas previsões, será longo para colocar a “casa em ordem”, ou seja: Como já expliquei no texto de apresentação do Blog, o MEDIAFIRE resolveu me “pregar uma peça” e simplesmente suspendeu a minha conta, por “violar as regras” do site. Para quem não conhece, o MEDIAFIRE é um serviço de hospedagem e compartilhamento de arquivos que, até pouco tempo atrás, era considerado por mim o TOP DE LINHA, principalmente pela velocidade nos chamados uploads e downloads de arquivos, tudo por lá era prático e rápido e eu não via nenhum problema em armazenar meus arquivos nesse site, não apenas para compartilha-los aqui no Blog mas também para recupera-los sempre que necessário, até em caso de problemas com o meu próprio computador.
Mas, de uns tempos para cá, o MEDIAFIRE passou por mudanças, incluindo visual e principalmente regras de armazenagem que antes não existiam, que me levam a crer que alguém muito “rigoroso” assumiu a administração do site, a ponto de incluir em sua “lista negra” os meus arquivos que estavam armazenados a tempos por lá e que consequentemente geravam os links que eu publicava para vocês aqui no Blog, arquivos estes que eu mesmo tive o cuidado e o carinho de prepara-los. Por alguma nova regra muito “rigorosa”, minha conta foi sumariamente suspensa e sem mais nem menos perdi todos esses arquivos. Agora, terei que refazer todos esses arquivos, armazena-los novamente, com certeza não mais no MEDIAFIRE, mas no 4SHARED, onde também tenho conta, mas não tem as mesmas praticidades que o MEDIAFIRE apresentava a tempos atrás, ou em outro serviço de armazenagem que eu comprove que seja satisfatório tanto para mim quanto para quem queira ter acesso aos links dos discos do Blog CULTURA CABESOUND.
Como eu mesmo escrevi antes, o trabalho será longo mas conseguirei sim colocar a “casa em ordem” e reativar todos os links que estão desativados, será essa a minha prioridade. Novas postagens só serão publicadas assim que um número satisfatório de links reativados estiverem no Blog. Como a foto acima demonstra, o trabalho já começou, primeiro com a remasterização dos discos já publicados para, assim que armazenados novamente na net estejam no Blog CULTURA CABESOUND de volta, porque presente dado não é algo que se tome de ninguém e eu sempre considerei tudo o que publiquei até hoje no Blog como um presente que ofereço para vocês que sempre visitaram essa humilde página. E repito o que escreví antes: Meu objetivo não é e nunca será promover a pirataria, mas fazer a minha parte para que a boa música brasileira e mundial nunca seja esquecida. Abraço à todos, e que esse 2013 seja maravilhoso em todos os sentidos!!!
Esse vídeo que acabei de produzir para ser publicado no YOUTUBE e aqui no Blog CULTURA CABESOUND nada mais é do que o primeiro registro fonográfico do grande BENITO DI PAULA.
Este compacto simples, lançado em 1968 pela COPACABANA DISCOS continha as músicas ANDANÇA (Edmundo Souto – Paulinho Tapajós) no LADO 1 e CANÇÃO PARA O NOSSO AMOR (Benito di Paula), no LADO 2, justamente a canção que apresento aqui. Ao contrário do BENITO DI PAULA campeão de vendagens de discos nos anos 70, de estilo musical logo denominado de SAMBA JÓIA, CANÇÃO PARA O NOSSO AMOR mostra um BENITO DI PAULA extremamente romântico, bem ao estilo ALTEMAR DUTRA. Na foto do compacto também dá para ver que aquele visual de longa cabeleira, cavanhaque, fraque e jóias ainda estava muito distânte de ser adotado. Mais um presente do Blog CULTURA CABESOUND!
Um dos grupos vocais de maior cartaz na história da música popular brasileira ganha seu espaço aqui no Blog CULTURA CABESOUND: MPB4.
MILTINHO – Nascido Milton Lima dos Santos Filho, em Campos dos Goytacazes, RJ, em 18 de outubro de 1943; AQUILES Rique Reis, nascido em Niterói, RJ, em 22 de maio de 1948; e RUY Alexandre Faria, nascido em Cambuci, RJ, em 31 de Julho de 1937; começaram a cantar juntos como um trio no ano de 1962, nomeado como TRIO DO CPC (Centro Popular de Cultura, da Universidade Federal Fluminense “UFF”. As primeiras apresentações foram realizadas nos CPC’s da UNE (União Nacional dos Estudantes). Conheceram o vocalista e tecladista MAGRO – Nascido Antônio José Waghabi Filho, em Itaocara, RJ, em 14 de novembro de 1943; e passam a se apresentar como quarteto desde então, o QUARTETO CPC. Influenciados musicalmente pelo grupo vocal OS CARIOCAS, um dos ícones da BOSSA NOVA, passaram a dispor de um certo prestígio e, mesmo com a tal influência, passaram a adotar um estilo próprio, com um repertório calcado nos clássicos da MPB.
Com o fim das CPC’s, não havia mais sentido manter o nome QUARTETO CPC. Em 1964, MAGRO e MILTINHO, na época estudantes de engenharia, sugerem a mudança do quarteto vocal para MPB4, era a mudança definitiva. Já devidamente renomeado, o quarteto faz sua primeira apresentação profissional na Boate Petit Paris, em Niterói. As apresentações começam a ganhar destaque na imprensa do RJ, é daí que surge o comentário do renomado jornalista Sérgio Porto: “O nome do grupo (MPB4) parece prefíxo de trem da Central do Brasil”. Por isso atribuiu-se por tempos ao jornalista a autoria do nome do quarteto. Ainda em 1964, o MPB4 faz a sua estréia fonográfica gravando e lançando seu primeiro disco, um compacto duplo intitulado SAMBA BEM, com as músicas O SAMBA DA MINHA TERRA (Dorival Caymmi), LAVADEIRA (Silveirinha), MASCARADA (Zé Keti e Elton Medeiros) e a primeira música assinada por integrantes do MPB4: VIDA DO SEM (Magro e Miltinho), incluída na peça O MENINO E A BOLA, criação de Carlos Vereza, também estudante da UFF na época e hoje ator de cinema e televisão dos mais renomados, e dos integrantes do MPB4.
Em 1965, ainda estudantes, os integrantes do MPB4 viajam para São Paulo em férias. Na Boate ELA, CRAVO & CANELA conhecem as integrantes do QUARTETO EM CY e conhecem também CHICO BUARQUE DE HOLLANDA, por intermédio do jornalista Chico de Assis. Esse mesmo Chico de Assis apresentou o MPB4 e o QUARTETO EM CY à MANOEL CARLOS, na época diretor do programa O FINO DA BOSSA, da TV RECORD, apresentado por ELIS REGINA e JAIR RODRIGUES. O MPB4 então passa a se apresentar com frequência no programa, ao lado do QUARTETO EM CY e ambos os grupos passam a ser mais conhecidos no meio musical. Ainda em São Paulo, o MPB4 se apresenta ao lado do QUARTETO EM CY na Boate Le Club no show intitulado É NO SAMBA QUE EU VOU, assinado por Chico de Assis. Numa das apresentações, estava presente na platéia ALOYSIO DE OLIVEIRA, que os convida a gravar para o selo ELENCO. Na volta ao Rio de Janeiro gravam e lançam pela ELENCO um compacto com as músicas SAMBA LAMENTO (Luiz Marçal) e SÃO SALVADOR (Roberto Nascimento). Ainda em 1965, o MPB4 divide o palco da Boate ZUM ZUM com o QUARTETO EM CY, ROSINHA DE VALENÇA e OSCAR CASTRO NEVES, no show CONTRAPONTO, dirigido e assinado por ALOYSIO DE OLIVEIRA. Se apresentam também, no TEATRO OPINIÃO, no histórico show O SAMBA PEDE PASSAGEM, ao lado de ARACY DE ALMEIDA e ISMAEL SILVA, entre outros. Esse show foi idealizado por Sérgio Cabral e dirigido por João das Neves e mereceu registro em LP.
Em 1966, o MPB4 integrou, ao lado de Betty Faria, Fernando Lébeis, José Wilker, José Damasceno e Cécil Thiré, a ópera popular "João Amor e Maria", de Hermínio Bello de Carvalho e de Mauricio Tapajós, cuja trilha sonora, composta por Mauricio, contou com algumas letras de Antônio Carlos Brito (Cacaso). O espetáculo, que teve direção de Kleber Santos e Nélson Xavier, e cenários de Marcos Flaksman, foi apresentado no TEATRO JOVEM (RJ). Ao lado de NARA LEÃO, se apresentam no show QUEM TEM MEDO DE NARA LEÃO?, na Boate CANGACEIRO, com direção de Guilherme Araujo e Ferreira Gullar. Nesse mesmo ano lançam o seu primeiro LP, cujo primeiro sucesso foi LAMENTO (Pixinguinha e Vinicius de Moraes). Se apresentam também no II FESTIVAL DA MPB (TV RECORD), classificando CANÇÃO DE NÃO CANTAR (Sergio Bittencourt) em 4º lugar. No ano seguinte, se apresentaram no III FESTIVAL DA MPB (TV RECORD) e classificando GABRIELA (Maranhão) em 6º lugar. Mas foi ao lado de CHICO BUARQUE DE HOLLANDA, na histórica apresentação de RODA-VIVA (Chico Buarque de Hollanda), que alcançou o 3º lugar, que o MPB4 passou a ficar conhecido no Brasil todo. Ambas as canções tiveram arranjos vocais de MAGRO. Também em 1967, classificaram as canções O SIM PELO NÃO (Alcivando Luz e Carlos Coqueijo) e CANTIGA (Dori Caymmi e Nélson Motta) em 6º e 9º lugares, respectivamente, no II FESTIVAL INTERNACIONAL DA CANÇÃO (TV GLOBO).
Com CHICO BUARQUE DE HOLLANDA iniciam uma parceria que duraria por volta de 10 anos, entre gravações em disco e apresentações ao vivo, no Brasil e no Exterior, que teve uma pausa entre 1969 e 1970, graças ao exílio de CHICO na Itália, por conta da censura da Ditadura Militar. Por essa parceria, o MPB4 é rotulado errôneamente como “crias do CHICO BUARQUE”. Mas, com o lançamento do LP DEIXA ESTAR, em 1970, o MPB4 passa a ganhar “identidade musical própria”, alcançando seu primeiro sucesso em escala nacional com AMIGO É PRA ESSAS COISAS, primeira canção assinada por ALDIR BLANC, em parceria com SILVIO SILVA JR. Com a volta de CHICO BUARQUE do exílio, o MPB4 retoma a parceria, participando ativamente do LP COSTRUÇÃO, de CHICO, gravando vocais de apoio, principalmente nas canções COSTRUÇÃO e MINHA HISTÓRIA, também lançada pelo MPB4 no LP DE PALAVRA… EM PALAVRA…, ambos os discos lançados em 1971.
E é exatamente DE PALAVRA… EM PALAVRA… que o Blog CULTURA CABESOUND posta aqui de presente para você, que nesse momento visita a página e, como eu, também é fã desse quarteto vocal maravilhoso, que em 2005 viu RUY deixar o grupo, dando lugar à DALMO MEDEIROS, ex CÉU DA BOCA e que no último dia 08 de agosto de 2012 perdeu MAGRO WAGHABI, principal arranjador vocal e instrumental do grupo, devido a um câncer na próstata, postagem inclusa no Blog na categoria SAUDADE. Esse DE PALAVRA… EM PALAVRA… consolidou de vez a carreira do MPB4. Meus destaques vão para DE PALAVRA EM PALAVRA, parceria de MILTINHO com Maurício Tapajós e Paulo Cézar Pinheiro, que é uma homenagem à música popular brasileira, com citações de vários de seus clássicos e, principalmente à JOÃO GILBERTO. Outros destaques são a personalíssima gravação de CRAVO E CANELA (Milton Nascimento – Ronaldo Bastos) e O CAFONA (Marcos e Paulo Sérgio Valle), originalmente gravada por PAULO SÉRGIO VALLE e ÂNGELA VALLE para a trilha sonora da novela global de mesmo título. A versão do MPB4 para essa música tem um “quê” de tropicalista e boas doses de psicodelia. Não deixo de citar também outra bela canção: A VILA E A VIDA, assinada pelos mesmos Aldir Blanc e Silvio Silva Jr de AMIGO É PRA ESSAS COISAS.
Mas, todo o LP é muito bom, é essa qualidade que o Blog CULTURA CABESOUND destaca e oferece de presente. Deleitem-se!
Dados do disco
Direção de Produção: Roberto Menescal
Estúdio: CBDP
Arranjos: Magro (MPB4)
Técnicos de Gravação: Toninho e Mazola
Capa: Aldo Luiz
Foto: Ricardo Decumptich
Músicas
Lado 1:
01- De palavra em palavra (Miltinho – Maurício Tapajós – Paulo Cézar Pinheiro)
02- Cravo e canela (Milton Nascimento – Ronaldo Bastos)
03- Recado (Sérgio Mello – Dalto Medeiros)
04- Mudei de idéia (Antônio Carlos – Jocafi)
05- Pois é, pra quê? (Sidney Miller)
06- Eu cheguei lá (Dorival Caymmi)
Lado 2:
01- Minha história “Gesubambino” (Dalla – Pallottino – Vers: Chico Buarque de Hollanda)
02- Maria das Dores (Maurício Tapajós – Mauro Duarte)
03- O cafona (Marcos Malle – Paulo Sérgio Valle)
04- A Vila e a vida (Aldir Blanc – Silvio Silva Jr)
05- Valsinha (Vinicius de Moraes – Chico Buarque de Hollanda)
As músicas de Portugal e as melodias do maestro Bert Kaempfert são grandes sucessos do Blog Cultura Cabesound desde que fiz as primeiras postagens sobre ambos. O disco que apresento aqui dessa vez junta num pacote só e em arranjos de muito bom gosto Bert Kaempfert e as mais belas melodias Portuguesas.
PORTUGAL trata-se do primeiro LP de Bert Kaempfert. Foi lançado no Brasil em simultâneo aos EUA e Europa. O selo POLYDOR ainda não era pertencente à CBD (Companhia Brasileira de Discos). Reproduzo a seguir o texto Original da contra-capa do LP:
“ Este disco é uma coleção de belas melodias compostas ou inspiradas no maravilhoso e pitoresco país situado no extremo do Sudoeste da Europa. Em lugar de números demasiados conhecidos, aqui estão alguns novos e brilhantes. A maioria é baseada em fados, as canções típicas portuguesas que são acompanhadas por guitarras. Os fados podem ser ouvidos na atmosfera autêntica dos pequenos cafés que são frequentados principalmente por portugueses. Alí, entre fumaça e vinho, os fados são cantados tanto pelos artistas como pelos frequentadores. Esses lugares são encontrados no Bairro Alto e em Alfama, pitorescos bairros de Lisboa que zelam por sua velha tradição. Uma característica dos fados são suas melodias ricas e compreensíveis, que os torna altamente agradáveis à todos.
O fato de BERT KAEMPFERT ser um compositor, bem como arranjador e chefe de orquestra, assegura a distinção deste LP. Nascido em Hamburgo, em 1923, KAEMPFERT tem tocado clarineta, saxofone, piano e, acima de tudo, seu instrumento favorito: o acordeon, desde garoto. Mais tarde, entrou para a orquestra de Hans Busch, que era então muito popular na Alemanha. Depois de um período no rádio em Danzig e na Rádio Noroeste Alemã, como solista de acordeon e regente, organizou orquestra própria. Sua atividade como arranjador, regente e compositor tem progredido com sucesso simultâneo. Fez os arranjos e acompanhou Freddy, o criador de sucessos, em seus sucessos mais recentes “THE LEGIONNAIRE” e “CIGARRETTES AND WHISKY”. Sua esplêndida gravação de PATRICIA tornou-se uma sensação.
Aqui está, pois, a interpretação nova e altamente original de memoráveis canções e sucessos de Portugal e sobre Portugal. É um disco que, garantimos, irá deliciar a todo amante de música. “
Aqui está então mais um presente de qualidade do Blog CULTURA CABESOUND para todos os amantes da boa música instrumental e também, mais um presente especialíssimo para todos os amigos portugueses que constantemente me dão a alegria da constante visita à essa humilde página. Deleitem-se e se emocionem com cada acorde musical!!!
Músicas
Lado 1:
01- Sempre que Lisboa canta (Rocha)
02- Fora de portas (Piedade)
03- Tudo isto é Fado (Carvalho)
04- Fado em Vila Franca (Nobre)
05- Por Deus te peço (Coelho Filho)
06- April in Portugal (Ferrão)
Lado 2:
01- Petticoats of Portugal (Durão – Mitchell – Kahn)
Domingo passado, dia 16 de setembro de 2012, foi realizada mais uma Feira do Vinil. Como não poderia deixar de ser, estive presente conferindo tudo de bom que o evento proporcionou à todos os aficcionados no maravilhoso som dos “bolachões”. Pela segunda vez seguida a Feira foi realizada no Instituto Bennet, no bairro do Flamengo. Recorde de expositores e de público.
Pude também comprovar o sucesso de vendas, tinha gente saindo da Feira com bolsas recheadas com pelo menos uns 20 discos, e, não eram discos “comuns”: foram vendidos desde a reedição de USUÁRIO, do PLANET HEMP, pela primeira vez no formato vinil, até o super raro TIM MAIA RACIONAL, não vendido por menos do que R$ 1.500,00.
Confira algumas fotos:
“John Lennon” foi o responsável pela recepção:
Existe o interesse dos organizadores de que a Feira se torne parte do calendário da cidade, o que seria realmente ótimo:
Algumas “preciosidades” que estavam disponíveis para venda:
Algumas fotos que comprovam o verdadeiro sucesso de público que foi a 6ª Feira do Vinil do RJ:
E o DJ tornando o ambiente mais agradável ainda, colocando música de qualidade para tocar em suas Pic-Up’s:
Cada vez mais se comprova que o vinil ocupa cada vez mais espaço na preferência de quem curte música de qualidade. Que venha logo a 7ª Feira de Discos de Vinil do RJ.