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domingo, 26 de abril de 2015
Waldir Calmon e Seu Conjunto - Feito Para Dançar nº 11 (Long Play Rádio - 1959)
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quarta-feira, 15 de abril de 2015
sábado, 28 de março de 2015
Reativação dos links
NÃO ESQUECI DE VOCÊS...
quinta-feira, 8 de maio de 2014
Jair Rodrigues ( * 06/02/1939 / + 08/05/2014)
Depois de um longo período sem novas postagens, volto à esse espaço de uma das maneiras mais tristes particularmente para mim. A música popular brasileira de qualidade hoje perdeu boa parte da alegria e da graça espontânea com a morte de Jair Rodrigues, considerado por muitos o inventor do RAP, mas por mim considerado um ÍCONE musical, um grande intérprete. Jair faleceu em sua residência, em Cotia (SP). A causa da morte ainda será revelada através de autopsia, mas tudo leva a crer que Jair foi vítima de um mal súbito, pois apesar da idade (75 anos), não tinha um histórico de problemas de saúde.
Filho de Severino Rodrigues de Oliveira e Conceição Rodrigues de Oliveira, Jair Rodrigues de Oliveira nasceu no Município de Igarapava, Usina Junqueira, SP, em 06 de Fevereiro de 1939. Tinha mais três irmãos: Jairo, Maria e Maria José. D.Conceição cortava cana e Jair era seu ajudante. Um dia, Jair indagou: “ – Mãe, vamos embora daqui? Até quando a gente vai ter de levar essa vida?”. D.Conceição respondeu: “- Meu filho, por muito tempo ainda.” Imediatamente o pequeno Jair disse de maneira profética: “ – Não tem nada disso não. Quando eu crescer vou ser cantor, ganhar muito dinheiro, comprar uma casa, colocar a senhora dentro dela e não vou mais deixá-la trabalhar para mais ninguém. A senhora já criou a mim e a meus irmãos e eu é que irei passar a te criar”.
Começou como crooner e apresentador de shows em boates. Cantava boleros, tangos, sambas, valsas e rumbas, já imprimindo seu estilo alegre de interpretar ao vivo. A chance de se profissionalizar de vez aconteceu em uma de suas apresentações na Boate Azteca, em 1960, quando conheceu a dupla de repentistas VENÂNCIO e CURUMBA, muito famosos na época. CURUMBA se torna seu empresário e logo dá a oportunidade para Jair de participar de um espetáculo no Lion’s Club de São Paulo. Logo de cara, Jair arrancou aplausos entusiasmados do público presente, com sua interpretação de EU E O RIO (Luis Antônio), na época sucesso na voz de MILTINHO. O sucesso das suas apresentações foi aumentando, até que chamou a atenção de executivos da antiga CBD (Companhia Brasileira de Discos), que contrataram Jair. Em 1962 é lançado o primeiro disco pelo selo PHILLIPS, um 78 RPM com as músicas “Brasil Sensacional” e “Marechal da Vitória”, alusivas à Copa do Mundo de futebol naquele ano. No ano seguinte é lançado o primeiro LP: O SAMBA COMO ELE É. Mas é em 1964 que a voz, swing e carisma de Jair Rodrigues ficam conhecidos do país inteiro, com o lançamento do LP VOU DE SAMBA COM VOCÊ, com o grande sucesso de sua carreira: DEIXA ISSO PRA LÁ (Alberto Paz – Edson Menezes), considerado até hoje como o primeiro RAP brasileiro. A popularidade de Jair a partir de então tomava um rumo crescente.
No ano seguinte, foi o escolhido de última hora para substituir WILSON SIMONAL e BADEN POWELL em um espetáculo no Teatro Paramount, cantando ao lado de ELIS REGINA, também então em início de popularidade musical. Quase sem tempo para ensaiar um repertório mais elaborado juntos, JAIR e ELIS se apresentaram com um Pout-Pourri de sambas de sucesso e BOSSA NOVA. O carisma e o talento da dupla foram aplaudidos de pé por um Teatro Paramount lotado. Receberam críticas bastante positivas da imprensa no geral, que considerou a apresentação de JAIR e ELIS a melhor da noite. Logo a dupla foi contratada pela TV RECORD para apresentarem o programa O FINO DA BOSSA, um grande marco da música brasileira e que rendeu o lançamento de 3 LP’s intitulados DOIS NA BOSSA, grande sucesso de vendas. O segundo volume, lançado em 1966, trouxe outro grande sucesso da carreira de Jair: TRISTEZA (Niltinho – Haroldo Lobo), música que passou a ser obrigatória no repertório de todos os seus shows. Nesse mesmo ano acontece a consagração: II FESTIVAL DE MPB, organizado pela TV RECORD. GERALDO VANDRÉ faz o seguinte convite à Jair: “- Olha, negão. Não brinca muito quando você for cantar minha música porque ela é coisa séria.” Foi então que, logo na primeira apresentação de DISPARADA (Geraldo Vandré – Théo), Jair surpreendeu com uma apresentação primorosa, em um estilo musical completamente diferente de seu repertório de sambas e arranca os gritos entusiasmados de JÁ GANHOU, JÁ GANHOU da platéia presente. Jair interpretou também nesse festival o samba CANÇÃO PARA MARIA (Paulinho da Viola – Capinam), que se classificaria em 3º lugar, mas foi com DISPARADA, uma canção de estilo regional, que Jair se consagrou e se consolidou como um dos grandes intérpretes da MPB. A lenda conta que DISPARADA empatou em 1º lugar com A BANDA (Chico Buarque de Hollanda), por “imposição” de CHICO BUARQUE, que não aceitou ganhar o prêmio sozinho, pois considerava DISPARADA muito superior à sua A BANDA.
Mais tarde, em 1985, Jair Rodrigues surpreenderia novamente o público com outra interpretação regional de grande sucesso, a sertaneja MAJESTADE, O SABIÁ (Roberta Miranda), com a participação da dupla CHITÃOZINHO E XORORÓ:
Outro grande sucesso musical de Jair Rodrigues foi o tema de abertura da novela IRMÃOS CORAGEM (Paulinho Tapajós), da TV GLOBO, em 1970:
Jair era um dos interpretes brasileiros mais conhecidos no exterior, sucesso esse que se iniciou no FESTIVAL MIDEM, de Cannes, em 1971. Foi popularmente um dos grandes divulgadores dos Sambas de Enredo, fazendo de FESTA PARA UM REI NEGRO (Zuzuca – Acadêmicos do Salgueiro, campeã do Carnaval de 1971), um de seus maiores sucessos. Lançou nomes que também seriam grandes sucessos musicais no país, como OS ORIGINAIS DO SAMBA, WANDO e ROBERTA MIRANDA. Além da PHILLIPS, Jair lançou seus discos pela COPACABANA, MOVIEPLAY e TRAMA. Estava em plena atividade.
Foi casado com CLODINE RODRIGUES por mais de 40 anos e era pai de JAIR DE OLIVEIRA (JAIRZINHO) e LUCIANA MELLO, que também seguiram carreira artística de sucesso.
Os grandes legados de JAIR RODRIGUES para a música brasileira serão a alegria que ele transmitia ao público em cada apresentação de TV ou AO VIVO e mesmo em disco, que ele fazia questão de transformar em uma grande festa nos estúdios de gravação, o carisma e seu jeito único de interpretar cada canção que à ele era confiada. Sua morte é uma perda irreparável. Não existirá nunca um novo JAIR RODRIGUES. Em um país como esse de pouca memória cultural, tomara que as futuras gerações ainda ouçam falar desse grande mestre da música brasileira, pois as canções e os vídeos estarão sempre por aí, para mostrar à essas gerações que o país teve em sua história musical alguém tão talentoso e fenomenal como JAIR RODRIGUES. O Blog CULTURA CABESOUND estará sempre fazendo a sua parte para que essa chama nunca se apague. Descanse em paz, grande CACHORRÃO!
terça-feira, 23 de julho de 2013
Dominguinhos ( * 12-02-1941 . + 23-07-2013)
O mundo da música está bem mais triste nessa noite de 23 de julho de 2013. Acabou de falecer o grande músico DOMINGUINHOS, legítimo herdeiro musical de Luiz Gonzaga e um dos grandes músicos do mundo, sem sombra de dúvidas. Após uma luta de 6 anos contra um câncer de pulmão, que se agravou nos últimos meses, o músico hoje resolveu que era a hora de se juntar à Luiz Gonzaga para iniciar um grande show de forró dos bons lá em cima.
José Domingos de Morais nasceu em Garanhuns, no agreste de Pernambuco. Oriundo de família humilde, seu pai, mestre Chicão, era um conhecido sanfoneiro e afinador de sanfonas. Ainda criança, Dominguinhos tocava triângulo com seus irmãos no trio “Os três pinguins”. Quando ele tinha oito anos de idade, foi “descoberto” por Gonzagão ao participar de um show em Garanhuns. Aos 13 anos, morando no Rio, ganhou a primeira sanfona do Rei do Baião, que três anos mais tarde o consagrou como herdeiro artístico. “Em cinco minutos, ele me deu uma sanfona novinha, sem eu pedir nada”, declarou o próprio Dominguinhos numa entrevista ao portal G1, em 2012. Naquele período, Dominguinhos saiu em turnê com o mestre para cumprir a função de segundo sanfoneiro e, eventualmente, de motorista.
Nos anos 50 e 60 ganhou a vida tocando boleros e sambas-canções em cassinos, gafieiras, dancing, churrascarias, boates e na Rádio Nacional, onde ingressou em 1964, ano em que gravou seu primeiro LP. Tornou-se famoso no meio musical e passou a ser convidado para gravações e turnês com Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa e Maria Bethânia. Como compositor também se destacou. Ao lado de Gil assina algumas composições, como "Lamento Sertanejo" e "Abri a Porta". Seus maiores sucessos foram "Tantas Palavras", com Chico Buarque, "De Volta para o Aconchego" (com Nando Cordel), gravada por Elba Ramalho e "Isso Aqui Ta Bom Demais". Gravou mais de 30 discos e compôs trilhas para cinema, firmando-se como compositor e sanfoneiro de prestígio. Ganhou quatro prêmios Sharp, um Grammy Latino, no ano de 2002, pelo CD CHEGANDO DE MANSINHO e um prêmio TIM, em 2007, de melhor cantor regional. Esse mesmo prêmio o homenageou em 2008 pelo conjunto de sua obra.
Dominguinhos estava internado no hospital Sírio Libanês em São Paulo e morreu às 18h de hoje, dia 23 de julho de 2013, após sofrer complicações infecciosas e cardíacas.
Vai-se o músico e ficam suas belíssimas obras musicais para a história da Música Popular Brasileira. O Blog CULTURA CABESOUND agradece ao grande DOMINGUINHOS por ser uma dessas pessoas especiais a fazer com que a nossa música seja considerada uma das mais ricas e belas do mundo. Descanse em paz, grande sanfoneiro!
sexta-feira, 31 de maio de 2013
Mais uma ausência forçada…
Amigos, sei que mais uma vez estou devendo uma explicação para vocês, pois passaram-se um pouco mais de 2 meses e nada de novas postagens no Blog.
O que ocorreu dessa vez foi que por uma mudança nas regras tive minha conta do 4SHARED desativada para acesso público, por consequência nenhum dos arquivos que armazenei lá estavam liberados para downloads, sendo assim, todos os discos que postei no Blog e que havia atualizado os links estavam sendo impedidos de serem baixados. Muitas pessoas que recentemente visitaram o Blog em busca desses discos não conseguiram efetuar os downloads.
Bom, estou procurando resolver esse problema para em breve poder ter esses arquivos liberados novamente e também colocar novas postagens musicais no Blog CULTURA CABESOUND. Tem muita coisa boa vindo por aí, por isso o trabalhos não podem parar.
sábado, 30 de março de 2013
Helmut Zacharias e Seus Violinos Mágicos–The Zacharias HI-FI show (Polydor/Siemens do Brasil–1959)
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Link atualizado em 28/03/15
Amigos do Blog CULTURA CABESOUND, estou de volta. Desculpem se dessa vez não coloquei nenhuma mensagem explicando a ausência, mas nunca é tarde para corrigir essa falha. Um tratamento auditivo atrapalhou qualquer tentativa de preparar novas postagens musicais nesse período, mas agora recuperado, eis que volto com mais um pouco de música instrumental, dessa vez com o grande maestro e violinista HELMUT ZACHARIAS.
quarta-feira, 20 de março de 2013
Emílio Santiago ( * 06–12–1946 / + 20–03–2013 )
Depois de um certo tempo sem novas postagens, eis que o Blog Cultura Cabesound retorna às atividades exatamente como no ano que se passou, prestando homenagem à mais um grande músico que nos deixa órfãos de seu grande talento. Uma das mais belas vozes da música, não apenas brasileira, mas também mundial, se calou na manhã desse dia 20 de março de 2013: EMÍLIO SANTIAGO.
Emílio perdeu a batalha contra um cruel AVC que o vitimou, mesmo sendo, de acordo com familiares e amigos, uma pessoa saudável. No último dia 07 de março a notícia do AVC e consequente internação na UTI do Hospital Samaritano (Botafogo – RJ) causou supresa e comoção mas, conforme os dias foram passando, as esperanças de que Emílio pudesse se recuperar aumentavam. Mas, hoje (20/03), as 06:30 da manhã, veio a notícia que ninguém gostaria de receber.
Emílio Vitalino Santiago nasceu no Rio de Janeiro, em 06 de dezembro de 1946. Desde pequeno demonstrava aptidões musicais graças a horas ouvindo músicas de seus ídolos Nelson Gonçalves, Cauby Peixoto e João Gilberto, mas também alimentava ser um dia como Nat King Cole. Mas, ao invés de um músico, seus pais não queriam vê-lo abandonar os estudos. Assim foi até Emílio ingressar na Faculdade de Direito em 1970, mas, logo o desejo de se inveredar pela música se sobrepôs. Participou de um festival na sua própria Faculdade, interpretando 3 canções. Os jurados, nada mais nada menos que José Messias, Taiguara, Marlene, Mariozinho Rocha e Marcos Valle, entre outros, classificaram 2 das 3 canções interpretadas pelo “quase” Bacharel em 2º e 3º lugares respectivamente e o escolheram o melhor intérprete do Festival. Assim, Emílio decide definitivamente que o seu futuro seria a música.
Tem uma participação bem sucedida, em 1972, no programa A Grande Chance, de Flávio Cavalcanti, na extinta TV Tupi, interpretando “Que bobeira”, de Marcos e Paulo Sérgio Valle, que lhe abrem as portas para ingressar definitivamente no meio musical, primeiro, se tornando crooner da orquestra de Ed Lincoln, logo depois, em 1973, sendo contratado pela PHILLIPS, para o lançamento de um compacto com as músicas “Transas de amor” e “Saravá nega”, que não obtem sucesso comercial, graças principalmente à falta de melhor divulgação.
Emílio segue sua trajetória como crooner de boates até ser contratado pela gravadora CID, em 1975. No mesmo ano lança seu primeiro LP, com músicas de Ivan Lins, Jorge Ben, entre outros. O disco tem boa aceitação comercial graças principalmente à sua versão samba-funk de “Bananeira”, de João Donato. No ano seguinte, inicia nova trajetória na PHILLIPS, lançando em seguida o LP BRASILEIRÍSSIMAS, que se torna um clássico de sua discografia.
Em 1977, a voz de Emílio Santiago torna-se conhecida em todo o país, graças a inclusão de “Nêga”, de autoria de Vevé Calazans, na trilha sonora da novela O ASTRO, da Rede Globo. A partir de então, músicas como “Guerreiro coração” e “Logo agora” tornam-se clássicos de seu repertório.
Em 1985 é escolhido o melhor intérprete do FESTIVAL DOS FESTIVAIS, da Rede Globo, por “Elis, Elis”, de Estevan Natolo Júnior e Marcelo Simões.
Em 1988 é contratado pela SOM LIVRE para ser o intérprete de um projeto musical de Heleno Oliveira intitulado AQUARELA BRASILEIRA. Com produção de Roberto Menescal, o disco reunia grandes clássicos da música popular brasileira, de vários autores e épocas. O lançamento se transforma num grande sucesso comercial que incentiva o lançamento, em 1989, do segundo volume, que supera o sucesso do primeiro, principalmente por “SAIGON”, de Paulo Cesar Feital, Claudio Cartier e Carlão, que se torna uma das músicas mais executadas naquele ano e presença obrigatória no repertório de todos os shows de Emílio. O projeto AQUARELA BRASILEIRA rende 7 volumes até 1995, totalizando 4 milhões de cópias vendidas e crava EMÍLIO SANTIAGO definitivamente no rol dos grandes intérpretes da MPB, com apresentações elogiadíssimas pelo Brasil e pelo mundo a fora.
Em 2005 lança pela Índie Records o primeiro CD/DVD ao vivo de sua carreira, intitulado O MELHOR DAS AQUARELAS.
Em 2010 tornou-se independente, inaugurando seu selo SANTIAGO MUSIC, lançando o CD “SÓ DANÇO SAMBA”, uma homenagem à Ed Lincoln. Seu último lançamento foi o CD/DVD “SÓ DANÇO SAMBA AO VIVO”, em que comemorou 40 anos de carreira artística.
A voz de EMÍLIO SANTIAGO com certeza ficará para sempre na memória daqueles que como eu apreciam a boa música. O céu ficou ainda mais cheio de talentos musicais com a chegada deste grande intérprete. Os anjos com certeza irão aplaudir. Descanse em paz, Emílio!