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domingo, 18 de julho de 2010

Bill Haley and The Comets – Ao vivo em Londres ‘74 (Continental/Atlantic Records – 1975)

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Link atualizado em 30/03/15

     É tempo de Rock and Roll no blog Cultura Cabesound. Abro espaço nesse momento para aquele que deu o pontapé inicial nesse rítmo que embala gerações: Bill Haley.
     Bill Haley nasceu em Highland Park, Michigan, Estados Unidos, em 6 de julho de 1925. Profissional da música desde a adolescência, passou por diversos estilos musicais como country, jazz, blues, polka e música tirolesa. Após o final da segunda guerra mundial (da qual não participou por ter um dos olhos de vidro) Bill Haley participava de bem-sucedidas bandas de swing. Mas sua grande contribuição foi ter participado da criação do rock and roll.
     Formou o grupo Saddlemen em 1949, que no início era de estilo Country. Esse mesmo grupo a partir de 1952, passa a adotar o nome Bill Haley and His Comets.
     Em 1953 gravou "Crazy Man, Crazy", primeiro disco a aparecer nas paradas com a descrição "rock and roll". O alge veio em 1954 com "Shake Rattle and Roll", primeiro grande hit da história do rock, um antigo clássico da música negra, com sua letra amenizada e ritmo acelerado, como era comum na época.
     No final de 1954 e início de 1955 houve o maior de todos os hits, "Rock Around The Clock". A música foi colocada na trilha sonora do clássico filme "Sementes da Violência" ("Blackboard Jungle") que mostrava conflitos entre alunos e professores de uma escola. O filme era acusado de incentivar a rebeldia juvenil e gerava tumultos nas salas onde era exibido. Seguiram-se vários outros hits como "See You Latter Aligator", "ABC Boogie" e "Razzle Dazzle", todos de temática inocente e dançante.
     Bill Haley foi de certa forma vítima do próprio rítmo que havia criado. Em menos de 3 anos, com o despontar de astros mais jovens, mais rebeldes e de mais fácil identificação com a juventude, como Chuck Berry, Little Richard, Elvis Presley, entre outros, Bill Haley passou a ser visto como um ente deslocado, um velho tocando música de jovens, e teve de mudar os rumos de sua carreira, passando a se apresentar para platéias menores e mais velhas. Continuou durante mais de 20 anos excursionando por todo o mundo com o mesmo visual e as mesmas músicas.
     Bill Haley morreu em 1981, aos 55 anos, de ataque cardíaco, após um derrame cerebral, no Texas.
     Esse disco foi gravado em 1974 em um show no Hammersith Palais de Londres, captou toda a energia de Bill Haley e seus Cometas no palco executando seus maiores sucessos. Esse é para tirar o sofá e a mesa da sala e dançar sem parar!!!
 
Dados do disco:
Gravado ao vivo no Hammersmith Palais. 25/Março/1974
Gravação Mobile: Ronald Lane (LMS) LTD
Engenheiro de gravação: Geoff Haslam
Engenheiros assistentes: Dave Smith, Mark Dodson, Russel Schlagbaum
Re-mixagem nos estúdios Trident, por Peter Kelsey & Geoff Haslam
Matrizagem: Nos estúdios Trident por Ray Staff.
Produzido por Geoff Haslam
Guitarra e Líder vocal: Bill Haley
Sax tenor: Rudy Pompilli
Guitarra líder e vocais: Nick Masters
Guitarra e vocais: Ray Parsons
Baixo e vocais: Ray Cawley
Bateria: Freddie Moore
 
Músicas
Lado 1:
01- Shake Rattle & Roll (Calhoun)
02- Rudy's rock (Rudy Pompilli – Haley)
03- Rip it up (Blackwell – Marascalco)
04- Spanish eyes (Kaempfert – Singleton – Snyder)
05- Razzle dazzle (Calhoun)
Lado 2:
01- Rock-a-beatin' boogie (Haley)
02- Caravan (Tizol – Ellington – Mills)
03- See you later alligator (Guidry)
04- Saints rock & roll (Haley – Gabler)
05- Rock around the clock (De Kinght – Freedman)
06- Rock the joint (Crafton – Keene – Bagdy)
 

terça-feira, 13 de julho de 2010

Paulo Moura (1933 – 2010)

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     Mais um grande músico brasileiro nos deixou. O blog Cultura Cabesound nesse instante presta uma homenagem ao “Mestre” PAULO MOURA.
     Paulo Gonçalves de Moura nasceu na cidade de São José do Rio Preto, Estado de São Paulo, no dia 17 de fevereiro de 1933. Com mais de meio século de carreira, o saxofonista, clarinetista, compositor, arranjador e maestro era considerado um dos maiores nomes da música brasileira. Músico popular e erudito, jazzman, compositor, maestro e arranjador, orientador de grandes músicos brasileiros, professor no Brasil e no exterior, este eclético clarinetista e saxofonista já tocava desde cedo, com o pai, Pedro Gonçalves de Moura, mestre da banda de sua cidade natal. Aos nove, Paulo começou a estudar o piano e com treze já estava tocando na banda do pai dele em festas e bailes. Mudou para o Rio junto com a família; aos dezoito anos começou os estudos na Faculdade Nacional de Música. Completando o curso, continuou estudando teoria, harmonia e contraponto com o mestre Paulo Silva. Ele também estudou harmonia, contraponto e fuga com o maestro Guerra Peixe. Do lado da música popular, ele teve lições de arranjo com os maestros Moacir Santos e Cipó. Formou-se pela Escola Nacional de Música aos dezessete anos e foi contratado como primeiro clarinetista da Orquestra do Teatro Nacional, função que ocupou por muitos anos. Durante esse período gravou inúmeros discos e viajou com Ari Barroso para o México e URSS e lá regeu a Orquestra Sinfônica de Moscou.
     Apaixonado por jazz formou uma das primeiras bandas do gênero no país: A “Nova Orquestra de Jazz”. 
    Ele participou do histórico show de Bossa Nova no Carnegie Hall, em 1962, ao lado de Tom Jobim e Sérgio Mendes.
     Depois de formar seu conjunto em 1968 e gravar 5 ábuns representou o país, com sua  “Nova Orquestra de jazz no Festival de Arte Negra da Nigéria e consolidou sua carreira na Europa e EUA. Em 76 gravou a sua obra-prima, o LP "Confusão Urbana, Suburbana e Rural", que o levou, famoso, para o Japão, onde foi capa de revista e tocou durante 2 meses.
     Foi premiado com um Grammy pelo Melhor Álbum de Regional Brasileiro por “Pixinguinha” e o primeiro Grammy Latino pelo álbum “Tempos Felizes” que foi gravado no início de 2001.
     No fim da noite de segunda-feira, 12 de Julho, um câncer no sistema linfático (linfoma) levou o nosso grande músico para fazer um grandioso show da mais pura Música Popular Brasileira no céu, na companhia de Pixinguinha, Tom Jobim, Baden Powell, Waldir Calmon, Johnny Alf, Luiz Gonzaga e tantos outros grandes nomes.
     A arte de Paulo Moura agora é eterna. Descanse em paz, Mestre!!!

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Nat King Cole – Inolvidable_Nat King Cole en Español (EMI/Capitol Records – 1981)



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      Link atualizado em 11/06/2015

     O blog Cultura Cabesound abre novamente espaço para os grandes clássicos da música mundial, dessa vez representado por um de seus maiores ícones: NAT KING COLE.
     Nathaniel Adams Coles nasceu em 17 de março de 1917 em Montgomery, Alabama. A família era pobre, mas musical. A partir dos cinco anos, Cole orientado por sua mãe que era pianista, aprende a tocar piano e órgão, chegando a se apresentar junto com o coral da mesma igreja onde seu pai era pastor. Aos doze inicia estudos formais de música clássica e se envolve com o jazz estimulado por seu irmão mais velho, Eddie. Desde cedo sofreu por causa do preconceito aos negros, chegando a se apresentar para plateias brancas e negras separadamente.
     Suas primeiras gravações, em 36, foram na The Rogues of Rhythm, big band do irmão Eddie, contrabaixista (outro irmão, Freddy mais tarde também seguiu a carreira de cantor, com relativo sucesso). Em 1937, vivendo na Califórnia por conta dos compromissos da big band, em uma das apresentações conhece a vocalista e dançarina Nadine Robinson, que se tornaria sua primeira esposa. No mesmo ano Cole deixa a The Rogues of Rhythm e forma o King Cole Trio com o guitarrista Oscar Moore e o baixista Wesley Prince (mais tarde substituídos). Com esse grupo sem bateria, e já cantando, ele começou em 39 a gravar seus primeiros sucessos. Em rápida ascensão, atingiu duas vezes o topo da parada de rhythm & blues em 43, com "That Ain't Right" e "All for You". Ao trocar o jazz por canções populares, os críticos e os jazzófilos torceram o nariz. Mas o fato é que seu famoso trio mostrou uma saída quando o jazz caía no ostracismo, as big bands estavam sendo desmanteladas devido ao alto custo e o bebop ainda não tinha conquistado o público. Em 46, "(I Love You) For Sentimental Reasons" foi número 1 na parada pop, assim como seu primeiro LP, "The King Cole Trio". Os novos rumos na carreira e as constantes viagens para compromissos profissionais provocam o término do casamento de Cole e Nadine. Então, já vivendo em Los Angeles, Cole conhece Marie Hawkins Ellington, cantora do grupo de Duke Ellington (mesmo sobrenome, mas nenhum parentesco, díga-se de passagem), casando-se com ela em 1948. Com Marie, Cole teria 3 filhos: Casey, Timlin e Natalie, esta última se tornaria mais tarde cantora de sucesso. Adotaram ainda mais duas crianças: Carol e Kelly.
Somando quase 80 músicas de sucesso desde esse período até os anos 60, em uma lista que inclui “When i fall in love”, “Monalisa”, “Unforgettable”, “Fascination” entre outras, ele rivalizou com Frank Sinatra, algo excepcional para um artista negro numa época de discriminação racial. Suas músicas românticas tinham um toque especial junto a sua voz associada ao piano, tornando-o assim, um artista de grande sucesso e atuou também em vários filmes, como "St. Louis Blues", "Blue Gardenia" e "Cat Ballou", de 1965, ao lado de Lee Marvin e Jane Fonda.
     Cole foi o primeiro negro a ter um programa semanal na televisão americana, com grande audiência, mas que acabou sendo extinto pois os patrocinadores não queriam seus produtos associados a um homem negro. Nat King Cole sofreu na carne o ódio racial que imperou nos Estados Unidos até os anos 60: Em um show no Alabama, em 1956, membros de um grupo intitulado "Conselho dos Cidadãos Brancos" subiram ao palco e o agrediram pelo simples fato de ele ser um negro famoso. Apesar disso, Cole não militou no movimento pelos direitos civis, mas enfrentou a discriminação a seu modo. Processou hotéis que lhe negaram hospedagem e escolheu para morar em um bairro rico de Los Angeles até então, exclusivamente branco.
     No fim dos anos 50 passa a fazer apresentações também em países Latinos, acabando por incorporar as músicas desses países ao seu repertório, inclusive gravando LP's inteiramente em espanhol, fazendo bastante sucesso com músicas como “Cachito”, “María Elena” e “El Bodeguero”. Em 1959, Cole veio ao Brasil, apresentando-se na Televisão Record Canal 7 de São Paulo, recebendo verdadeira consagração de seus admiradores. Durante sua permanência em São Paulo, esteve acompanhado pelo homem de rádio, televisão e disco Roberto Corte Real que serviu de intérprete e cicerone em seus deslocamentos pela cidade. Gravou inclusive um disco cantando em português: “Não tenho lágrimas”. Se tornou admirador do Trio Yrakitan, gravando com eles o sucesso “Andorinha preta”, além de algumas gravações em espanhol de sucesso, como “Noche de ronda” e “Ansiedad”.
     Por ter um hábito de fumar diariamente três maços de cigarro, o cantor ficou com sua saúde abalada, até que descobriu ter câncer no pulmão, doença que o levou à morte prematura em Santa Monica, Califórnia em 15 de fevereiro de 1965.
     A presente coletânea foi lançada mundialmente em 1981 e reúne boa parte das gravações que Nat King Cole fez em espanhol durante a carreira. Mais um presente da CULTURA CABESOUND!!!
 
Músicas
Lado 1:
01- Ansiedad (Jose E. Sarabia Rodriguez) – Arr y Dir: Dave Cavanaugn - 1958
02- Perfidia (Alberto Dominguez) – Arr y Dir: Dave Cavanaugn - 1959
03- Quizás, quizás, quizás (Osvaldo Farrés) – Arr y Dir: Armando Romeu Jr – 1958
04- Cachito (Consuelo Velázquez) – Arr y Dir: Armando Romeu Jr – 1958
05- Noche de ronda (Maria Teresa Lara) – Arr y Dir: Armando Romeu Jr – 1958
06- Capullito de alelí (Rafael Hernández) – Arr y Dir: Dave Cavanaugn – 1959
07- El bodeguero (Richard Egues) – Arr y Dir: Armando Romeu Jr – 1958
08- Piel canela (Bobby Capó) – Arr y Dir: Ralph Carmichael – 1961
 
Lado 2:
01- Yo vendo unos ojos negros (Adapt. Nat King Cole – Bill Schluger) -
                                                     Arr y Dir: Dave Cavanaugn – 1959
02- Adelita (Adapt. Jack Harris – Kirk Patrick) – Arr y Dir: Armando Romeu Jr – 1958
03- Aquellos ojos verdes (Nilo Menéndez – Adolfo Utrera) – Arr y Dir: Dave Cavanaugn - 1959
04- María Elena (Lorenzo Barcelata) – Dir: Armando Romeu Jr – 1958
05- Solamente una vez (Agustin Lara) – Dir: Ralph Carmichael – 1961
06- Te quiero, dijiste (Maria Grever) – Dir: Armando Romeu Jr – 1958
07- Ay! Cosita linda (Pacho Galán) – Arr y Dir: Dave Cavanaugn – 1959
08- Las mañanitas (Adapt. Jack Harris – Kirk Patrick) – Dir: Armando Romeu Jr – 1958
 

terça-feira, 29 de junho de 2010

Trilha Sonora Original da Novela Véu de Noiva (CBD/Phillips – 1969)



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Link atualizado em 03/04/15

     Mais uma novela marcante ganha espaço no Blog Cultura Cabesound: VÉU DE NOIVA, de autoria de Janet Clair, que foi exibida pela Rede Globo de Televisão entre 10 de novembro de 1969 e 27 de julho de 1970.
     A novela contava a história de Andréa (Regina Duarte), uma jovem humilde que desfez o noivado justamente no dia do casamento ao descobrir que seu noivo Luciano (Geraldo Del Rey) na verdade amava Flor (Myrian Pérsia), irmã de Andréa. Andréa acaba se apaixonando pelo corretor de automóveis Marcelo Montserrat (Claudio Marzo). Flor engravidou de Luciano, mas este a abandonou achando que o filho não era seu. Não podendo criar sozinha o recém-nascido, Flor decide entregá-lo à Andréa, pois esta tinha melhores condições financeiras para cria-lo. Muitos anos sem dar notícias eis que Flor reaparece, mas sem condições de engravidar novamente. Como também subiu na vida, Flor resolveu lutar para ter o filho de volta, pois reuniu condições de cria-lo. Mas, Andréa não aceitou devolver o filho adotivo à irmã. Iniciou-se então uma disputa entre as duas irmãs pela guarda da criança.
     VÉU DE NOIVA foi a primeira novela da Rede Globo a ter trilha sonora própria, antes cada novela tinha suas respectivas musicas-tema lançadas em um único LP coletânea. Não existem mais registros de cenas da novela em vídeo, pois um incêndio no depósito da Rede Globo em 1976 destruiu grande parte do acervo da emissora, o que existem hoje são capítulos originais escritos por Janet Clair que estão de posse da família da novelista. Existe também um cinejornal da época, mostrando as gravações da novela.

VÍDEO COM FOTOS E IMAGENS DOS BASTIDORES DAS GRAVAÇÕES DA NOVELA VÉU DE NOIVA, COM FUNDO MUSICAL DE AZIMUTH "MIL MILHAS - TEMA DE MARCELO", COM APOLO IV:
    
     A trilha sonora é um primor de bom gosto. “Tele tema”, interpretada por Regininha se tornou um grande sucesso nas rádios. A trilha possui talvez a primeira gravação de “Gente Humilde”, interpretada aquí por Márcia, música que se tornaria um grande sucesso no ano seguinte na interpretação de Angela Maria. Relembre!!!

Elenco: Regina Duarte, Claudio Marzo, Myrian Persia, Geraldo Del Rey, Glauce Rocha, José Algusto Branco, Claudio Cavalcanti, Djenane Machado, Betty Faria, Enio Santos, Gilberto Martinho, Neuza Amaral, Alvaro Aguiar, Ana Ariel, Oswaldo Loureiro, Ida Gomes, Suzana Moraes, Paulo Gonçalves, Suzana Faini, Carlos Eduardo Dolabela, Lourdinha Bittencourt, Jorge Cherques, Rogério Fróes, Lícia Magna, Roberto Argollo, Júlio Cesar.
Sonoplastia: Antônio Faia
Produção: João Paulo Carvalho e Clemente Netto
Novela de Janet Clair
Direção Geral de Daniel Filho

Dados do Disco:
Direção de produção: Nelson Motta
Técnicos: Ary Carvalhaes, Célio Martins e Fontenelle
Estúdio: CBD

Músicas:
Lado 1
01- Tema de Luciano – Luiz Eça (Cesar Camargo Mariano)
02- Tele tema “Tema de amor” – Regininha (Antonio Adolfo – Tibério Gaspar)
03- Azimuth “Mil milhas – Tema de Marcelo” – Apolo IV (Marcos Valle – Novelli)
04- Gente humilde – Márcia (Garôto – Vinícius de Moraes – Chico Buarque de Hollanda)
05- Depois da queda “Tema de Flor” – Roberto Menescal (Roberto Menescal)
06- Irene – Elis Regina (Caetano Veloso)

Lado 2
01- Andréa – Joyce (Dory Caymmi – Nélson Motta)
02- Azimuth “Mil milhas – Tema de Marcelo” – Apolo IV (Marcos Valle – Novelli)
03- Tele tema “Tema de amor” – Regininha e Laercio (Antonio Adolfo – Tibério Gaspar)
04- Irene – Wilson das Neves (Caetano Veloso)
05- Abertura – The Youngsters (Guilherme Dias Gomes)
06- Tele tema “Tema de amor” – Cláudio Roditi (Antonio Adolfo – Tibério Gaspar).

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Ronnie Von (CBD/Polydor – 1972)

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Link reativado em 28/03/2015

     Ronaldo Lindenberg von Schilgem Cintra Nogueira nasceu em 17 de Julho de 1944 em Niterói, RJ.
     Aos 15 anos prestou exame para a Escola Preparatória de Cadetes do Ar de Barbacena e foi aprovado em 72º lugar, entre 4000 candidatos e 240 aprovados. Aos 17 anos fez seu primeiro vôo sozinho num Folker T-21, a partir de então se tornou aviador profissional, atividade que exerce até hoje nas horas vagas.
     Em 1963 Ronnie se torna admirador incondicional dos Beatles, seu pai, que na época trabalhava em Londres lhe trazia os últimos lançamentos dos Fab Four e Ronnie foi aprendendo a cantar todo o repertório do grupo, antes mesmo do lançamento de versões interpretadas por Renato e Seus Blue Caps, Golden Boys e etc. Algum tempo depois, sendo bastante amigo de Eli Barra, um dos componentes do grupo Brazilian Beatles passa a se apresentar com o grupo em bailes. Numa dessas apresentações é observado por João Araújo, que atento ao talento vocal daquele rapaz de olhos verdes e tristes o apresenta ao produtor Glauco Pereira, que o contrata imediatamente. Em 1965 na TV Excelsior, tem sua primeira grande chance artística ao interpretar YOU'VE GOT THE HIDE YOUR LOVE AWAY, de Lennon & McCartney e desperta o interesse da CBD (Companhia Brasileira de Discos), que no fim de 1965 contrata Ronnie para a gravação de um compacto com uma versão do próprio Ronnie da música GIRL, intitulada MEU BEM e com YOU'VE GOT THE HIDE YOUR LOVE AWAY, com a letra original em inglês. O compacto é lançado no início de 1966. Ronnie se apresenta no programa CORTE RAYOL SHOW e logo é alçado ao status de ídolo da juventude, principalmente das garotas, por sua beleza e romantismo. No programa de Hebe Camargo recebe o apelido de PEQUENO PRÍNCIPE, título que carrega até hoje, apesar de não agradar muito ao próprio Ronnie.
     O sucesso do compacto abre as portas para o lançamento do primeiro LP em outubro do mesmo ano. Seguem-se várias apresentações em programas de televisão, incluindo o JOVEM GUARDA, e capas de revistas. Seu sucesso chega a “ameaçar” o reinado do grande ídolo da juventude na época: ROBERTO CARLOS. Ganha seu primeiro programa próprio na TV RECORD, intitulado O PEQUENO MUNDO DE RONNIE VON, onde tenta pela primeira vez por em prática sua vontade de juntar o Rock com a Música Herudita. Fica bastante amigo do trio Rita Lee, Arnaldo Dias Baptista e Sérgio Dias Baptista, oriundos do grupo O'SEIS, que passam a se apresentar frequentemente no programa, já batizados por Ronnie com o nome de OS MUTANTES.
     Logo no começo de 1967, Ronnie grava o compacto A CATEDRAL (Winchester Cathedral), que logo se torna sucesso, mas é com o compacto seguinte A PRAÇA, de autoria de Carlos Imperial, que Ronnie alcança o alge, vendendo mais de 1 milhão de cópias, mostrando ao país um Ronnie com estilo diferente mas não menos romântico, estilo esse que desagradava o próprio Ronnie mas agradava em cheio ao público e ao mercado fonográfico em geral. Segue-se então o lançamento do segundo LP e apresentações no III FESTIVAL DE MPB da TV RECORD, interpretando UMA DÚZIA DE ROSAS, também de Imperial, e BELINHA, de Toquinho e Vítor Martins.
     Com o fim de seu programa de TV, Ronnie viaja durante 17 dias para a Disney, mas não vai apenas se divertir, vê de perto o movimento HIPPIE e conhece de perto todo o pscodelismo em voga no período, alimentando o desejo de imprimir tal mudança em suas músicas. Ao voltar ao Brasil grava e lança, com arranjos do maestro Rogerio Duprat, futuro ícone do tropicalismo e acompanhamentos musicais do grupo argentino Beat Boys e de Os Mutantes o LP RONNIE VON vol 3, que é o primeiro lançamento da Polydor em capa dupla. Tratamento luxuoso a parte, mesmo com ótimas canções e com a participação de Caetano Veloso no sucesso PRÁ CHATEAR, o disco se tornou o primeiro grande fracasso na carreira de Ronnie, que viu o público não entender a mudança radical no estilo musical, principalmente as letras de algumas canções, taxadas de “esquisitas” e alguns efeitos sonoros presentes, principalmente na canção MEU MUNDO AZUL, com arranjo de estilo barroco e com a voz de Ronnie processada em um amplificador de guitarra para fazer um efeito trêmulo. Resultado: Muitos discos foram devolvidos às lojas sob alegação de que a faixa estava com “defeito de fábrica”. Seguem-se outros programas nas TV's RECORD e logo depois EXCELSIOR e a gravação de alguns compactos que assinalavam um Ronnie Von cada vez mais psicodélico e radical. Um novo corte de cabelo denunciava também a mudança.
     Em 1968 recruta o grande maestro Damiano Cozzela para produzir e arranjar o que seria seu 4º LP. Primeiro produziu-se um compacto promocional com as músicas SÍLVIA, 20 HORAS, DOMINGO e ESPELHOS QUEBRADOS e fez-se todo um trabalho de divulgação da tal mudança de rumos da carreira de Ronnie. A princípio o público aceitou bem a música SÍLVIA, 20 HORAS, DOMINGO mas não entendeu ESPELHOS QUEBRADOS. O LP não tarda a ser lançado, a capa mostra uma foto central de Ronnie sem camisa emoldurada em uma pintura psicodélica simples, a contra-capa mostra um Ronnie vestido de cigano. O disco era uma maravilhosa viagem psicodélica, mas que na época foi rejeitada pela maior parte do público, crítica e até pela gravadora, que até sofreu mudanças na sua direção artística. Ronnie então começa a ver seu sonho de se tornar independente artisticamente ruir, já que a nova direção da gravadora solicita a Ronnie uma “desacelerada” em suas experiências psicodélicas. Em 1969 é lançado então o LP A MISTERIOSA LUTA DO REINO DE PARASSEMPRE CONTRA O IMPÉRIO DE NUNCAMAIS, com o mesmo Damiano Cozzela na produção e nos arranjos, mas com a volta de versões de sucessos estrangeiros e um pouco mais “comercial”, mas sem deixar de lado alguns momentos ótimos de psicodelia, como a ótima DE COMO MEU HERÓI FLASH GORDON IRÁ LEVAR-ME DE VOLTA À ALFA DO CENTAURO, MEU VERDADEIRO LAR e PARE DE SONHAR COM ESTRELAS DISTANTES.
     A MÁQUINA VOADORA, de 1970, fecha o ciclo experimental da obra de Ronnie Von. Com produção musical de Arnaldo Saccomani e arranjos do maestro Chiquinho de Morais, o disco abre com a psicodélica MINHA MÁQUINA VOADORA, um toque de Black music em VERÃO NOS CHAMA e trouxe Ronnie de volta às paradas musicais com SEU OLHAR NO MEU e VIVA O CHOPP ESCURO.
     No ano de 1971 não é lançado nenhum LP, apenas os compactos com MINHA GENTE AMIGA e HEI AMIGO, graças as filmagens de JANAÍNA, A VIRGEM PROIBIDA, que foi dirigido por Olivier Perroy. Nesse filme, lançado em 1972, Ronnie atuou como um roqueiro de sucesso que decide abandonar a carreira e viajar para Salvador, quando conhece Janaína, uma bela mulher, que na realidade é Yemanjá. Para esse filme é composta por Tony Ozanah a música CAVALEIRO DE ARUANDA, que faz parte do LP lançado em 1972.
     É exatamente o LP de 1972 que apresento aquí no Blog. Esse disco, na minha modesta opinião, é
ótimo do início ao fim, além do grande sucesso CAVALEIRO DE ARUANDA, contém outros sucessos como TERESA CRISTINA e TEMPO DE ACORDAR. O Disco teve produção musical de
Arnaldo Saccomani e arranjos de José Briamonte. De um certo modo nota-se um “desleixo” da CBD na produção desse disco: A capa, de Aldo Luiz e foto de Cinira Arruda deveria ser dupla, existe um desequilíbrio de canais no fade-out da música VEJA COM OS OLHOS DE VER e no rockão ROKE PROS MEUS NERVOS esse fade-out nem existe, dando um término “brusco” à música. Se a intenção da gravadora era a de boicotar o disco lançando-o “de qualquer maneira”, o golpe foi por água abaixo pois acabou se tornando um dos discos mais vendidos de 1972 e, realmente ele tem seus méritos. Me inspirou até a produzir um vídeo com a canção CÉU VERMELHO. Pela primeira vez então, ao invés de uma amostra musical do disco, coloco aquí um vídeo com uma música contida no disco, espero que gostem.




Ficha técnica:

Direção de Produção: Arnaldo Saccomani
Técnicos de Gravação: Luiz Roberto e M. Rodrigues
Estúdios: Prova e Reunidos - SP
Arranjos: José Briamonte
Capa: Aldo Luiz
Foto: Cynira Arruda

Músicas

Lado 1:
01 - Cavaleiro de Aruanda (Tony Ozanah)
02 - Tempo de acordar "I'll cry my heart out for you" (Neil Lancaster - Cliff Corbertt - Versão: Ronnie Von)
03 - Veja com olhos de ver (Eduardo Araujo - Marcos Durães)
04 - Eu era humano e não sabia (Ronnie Von - San Martin)
05 - Camping (Roberto Peçanha - Mauro Sant' Anna)
06 - Aquela mesma canção (Ronnie Von - San Martin)

Lado 2:
01 - E essa gente passa cantando (Santos Dumont)
02 - Hare Krishna (Ronnie Von - San Martin)
03 - Tereza Cristina (Arnaldo Saccomani)
04 - Roke pros meus nervos (Ronnie Von - San Martin)
05 - Céu vermelho (Peninha - Jean Pierre)
06 - Ninguém vai me segurar (Arnaldo Saccomani)

domingo, 6 de junho de 2010

Os Sucessos de Ouro de Emilio Pericoli (IEM/Warner Bros – 1963).

EP

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Link atualizado em 03/04/15

     A música tradicional italiana tem agora seu espaço no Blog Cultura Cabesound através de uma de suas figuras mais importantes: Emilio Pericoli.
     Nascido em Cesenatico, Itália, em 1928, teve seu batismo artístico em 1954, quando recebeu um papel de destaque na peça radiofônica semanal “Uno motivo in Marchera”, ficou bastante conhecido por causa de sua atuação e como consequência disso conseguiu várias outras oportunidades em outros programas de rádio e de televisão. O verdadeiro estrelato porém, veio em 1955 por intermédio de um dos primeiros espetáculos radiofônicos no estilo “Qual é a música?”. Esse programa se manteve por dois anos no ar dando à Pericoli uma grande legião de fãs, chegando a se tornar o campeão de correspondências da rádio italiana.
     A popularidade de Emilio Pericoli explode início dos anos 60 com a participação na série de televisão "Studio One".
     No filme da Warner Bros "Candelabro Italiano", além de atuar como ator ele tornou célebre a cena em que interpreta a canção "Al di la", vencedora do festival de San Remo de 1961, interpretada por Betty Curtis. A canção se tornou um grande sucesso, vendeu milhões de discos em todo o mundo, levando Pericoli ao hit parade americano. Em seguida fixou residência em Nova York e passou a se apresentar nos lugares de maior prestígio do mundo, como por exemplo no Hotel Fairmont, em San Francisco, Deauville Hotel, em Miami, Caribe Hilton, em Puerto Rico, Princess Hotel de Acapulco, Princess Hotel em Bermudas, além de apresentações Aquí no Brasil, no Equador, Guatemala e etc. A apresentação mais marcante ocorreu em Nova York, no Radio City Music Hall, acompanhado pela Nova York Symphony Orchestra. ganhou um prêmio no Festival Internacional de Barcelona, o primeiro prêmio na Piedigrotta, participa em três festivais de San Remo: Em 1962 abre o festival interpretando a canção “Quando quando quando” em dupla com o compositor Tony Renis, em 1963, novamente interpretando uma canção de Renis - “Uno por tutte” - fica entre os vencedores, o que vale a Pericoli o direito de participar do Festival Eurovision da Canção Popular em Londres. Nesse festival, Pericoli ganha o terceiro lugar, é a primeira vez que a música italiana alcança um feito como esse fora dos próprios domínios.
     Atualmente é escritor e membro do S.I.A.E. Continua fazendo apresentações musicais e, diferentemente de antes quando era simplesmente intérprete, também se tornou compositor. É até hoje considerado “A voz romântica da Itália”.
     O disco que apresento aos amigos do Blog foi lançado no exterior no final de 1962 e aquí no Brasil em meados de 1963. Gravado em Milão com arranjos musicais de Iller Pattacini, o disco tem em seu repertório tradicionais canções populares italianas cantadas também em inglês (marca registrada de Pericoli). O sucesso mundial “Al di la” está no disco, além de interpretações belíssimas de “Non Dimenticar”, “Torna a sorriento” e “Arrivederci Roma”, apenas para citar exemplos.
  Com sua voz de barítono, Emilio Pericoli tem lugar cativo na galeria dos grandes intérpretes da música mundial, esse disco é um belo exemplo disso.
Músicas
 
Lado 1:
01- Non dimenticar “Don’t forget” (Redl – Galdieri – Dobbins)
02- My hearts reminds me “Concerto D’Autunno” (Stillman – Bargoni – Danpa)
03- Luna rossa “Blushing moon” (Vian – Goeli – de Crescenzo)
04- Oh Marie (Tradicional)
05- Return to me “Ritorna a me” (Lombardo – Di Minno)
06- Come back to Sorrento “Torna a Sorriento” (E. de Curtis)
 
Lado 2:
01- Al di la (C. Donida – Mogol – Ervin Drake)
02- Mattinata “’Tis the day” (Leoncavalio)
03- Anema e Core “How wonderful to know” (Manlio – D’Esposito – Goeli)
04- Volare “Nel blu dipinto di blu” (Modugno – Migliacci)
05- Ciao, ciao, bambina (D. Modugno)
06- Arrivederci Roma “Goodbye, to Rome” (Rascel – Garinel – Giovaninni – Sigman)
 

terça-feira, 1 de junho de 2010

Para aqueles que ainda não acreditavam...

     O apresentador OTÁVIO MESQUITA, em matéria do programa A NOITE É UMA CRIANÇA da Rede Bandeirantes, visitando a POLYSOM, Rio de Janeiro,  única fábrica de discos de vinil da América Latina, reativada em Janeiro deste ano graças a iniciativa de JOÃO AUGUSTO, dono da gravadora DECK DISK

PARTE 1:



PARTE 2:


domingo, 23 de maio de 2010

Miltinho – Miltinho é Samba (RGE – 1961).

Miltinho

                   Download aqui

Link reativado em 02/04/15

      Mais samba de qualidade aquí no Blog Cultura Cabesound. Dessa vez, abro espaço para um dos mais importantes intérpretes de todos os tempos: Miltinho.
     A biografia a seguir foi retirada do site http://cifrantiga.wordpress.com/, resume bem a carreira deste que atualmente ainda se encontra em atividade, mesmo do alto dos seus 82 anos de idade e quase 70 de carreira:
     “Miltinho (Milton Santos de Almeida), cantor e instrumentista, nasceu no Rio de Janeiro/RJ em 31/1/1928. Começou a carreira artística na década de 1940, integrando o conjunto vocal Cancioneiros do Luar. O conjunto, de início amador e formado por estudantes, participou do programa de calouros de Ary Barroso, na Rádio Tupi do Rio de Janeiro. Depois, já profissional, atuou no programa Escada de Jacó, na mesma emissora. Em 1946, com outros integrantes do Cancioneiros do Luar, Nanai (Arnaldo Humberto de Medeiros) e Chicão (Francisco Guimarães Coimbra), integrou a segunda formação do conjunto Namorados da Lua, como cantor e pandeirista. No ano seguinte gravou com o conjunto o samba DE CONVERSA EM CONVERSA (Haroldo Barbosa e Lúcio Alves), na Victor, acompanhando a cantora Isaura Garcia. Com a saída de Lúcio Alves, o grupo passou a se chamar Os Namorados, desfazendo-se pouco tempo depois.
     Em 1948, com Nanai e Chicão, integrou o conjunto Anjos do Inferno, que viajou pelos EUA, apresentando-se ao lado de Carmen Miranda; atuou também por dois anos no México, no programa radiofônico Coisas e Aspectos do Brasil.
     Em 1952 integrou, como cantor e pandeirista, o conjunto Quatro Ases e um Curinga, substituindo André Vieira. Foi também crooner da Orquestra Tabajara de Severino Araújo e por 1953 passou a crooner do conjunto Milionários do Ritmo, de Djalma Ferreira, com o qual se apresentou nas boates Monte Carlo, do Hotel Plaza, no Rio de Janeiro, e depois na Drink, de Djalma Ferreira, época em que alcançou grande sucesso. Gravou com o conjunto, na etiqueta Drink, Recado (Djalma Ferreira e Luís Antônio), Mulher de Trinta (Luís Antônio), Zé Marmita (Luís Antônio e Brasinha) e Devaneio (Djalma Ferreira e Luís Antônio). Fez também, com os Milionários do Ritmo, temporada na TV Continental, do Rio de Janeiro. Recebeu então convite para gravar como cantor solista na gravadora Sideral, lançando em 1960 o LP Um novo astro, com Mulher de trinta, Eu e o Rio (Luis Antônio), Murmúrio (Djalma Ferreira e Luís Antônio) e Ri (Luís Antônio).
     Com a falência da gravadora, foi contratado pela RGE, gravando em 1961 o LP Miltinho é samba, com Só vou de mulher (Haroldo Barbosa e Luis Reis). No ano seguinte lançou o LP Poema do Olhar, com a faixa-título de Evaldo Gouveia e Jair Amorim, e Meu nome é ninguém (Haroldo Barbosa e Luís Reis). Em 1963 lançou os LPs Poema do adeus, com a faixa-título de Luis Antônio e Palhaçada (Haroldo Barbosa e Luis Reis), e Eu… Miltinho, com o Samba do crioulo (Miguel Gustavo); em 1964 Os grandes sucessos de Miltinho, com Mulata Assanhada (Ataulfo Alves) e regravações, e também o LP Miltinho, bossa e balanço. No ano seguinte gravou o LP Poema do fim, faixa-título de Eduardo Damas e Manuel Paixão, e Miltinho ao vivo, com diversos pot-pourris.
     Em 1966 transferiu se para a Odeon, onde gravou, em dupla com Elza Soares, quatro volumes da série Elza, Miltinho e samba, e outros quatro em dupla com Dóris Monteiro, da série Dóris, Miltinho e charme, além dos LPs Samba + samba = Miltinho, 1966; As mulheres de Miltinho, 1968; Samba & Cia., 1969; Miltinho e a seresta, 1970; Novo recado, com o grande sucesso Samba do Leblon (Luís Reis), 1971; Miltinho, com Esperanças perdidas (Eduardo Souto Neto e Geraldo Carneiro), 1973; e Miltinho, com  Retalhos de cetim (Benito di Paula), 1974.
     Em 1997 a gravadora Globo/Columbia lançou o CD Miltinho sempre sucessos, em que canta em dueto com outros artistas: Mulher de trinta, com João Nogueira; Menina-moça, com Luís Melodia; Lembranças, com João Bosco; Notícia de jornal, com Chico Buarque; Palhaçada, com Elza Soares etc.”
     Gravou participações na série de CD’s CASA DE SAMBA, da Universal Music, em duetos com Zizi Possi e Ed Motta e em 2007 fez uma participação especialíssima no CD/DVD “Acústico MTV – Gafieira”, de Zeca Pagodinho.
     O disco que apresento é “Miltinho é Samba”, de 1961. Contém além de outras faixas magistrais, a divertida Só vou de mulher e o grande sucesso Lembranças. Miltinho foi acompanhado nesse disco pela Orquestra e Conjunto RGE, com arranjos e direção de Ruben “Pocho” Perez e Nelsinho. Ouça o disco e veja se vc consegue ficar parado com os sambas swingados contidos aquí… Miltinho também é é mestre interpretando sambas-canção. Mais um presente do Blog Cultura Cabesound!!!
 
Músicas:
 
Lado 1 :
01- Poema das mãos (Luis Antonio)
02- Só vou de mulher (Haroldo Barbosa – Luis Reis)
03- Lamento Bebop (Haroldo Barbosa – Luis Reis)
04- O tema é solidão (Edison Borges – Hianto de Almeida)
05- O velho e a moça (Haroldo Barbosa – Luis Reis)
06- Saudade fique comigo (Cyro Monteiro)
 
Lado 2:
01- Babá de mulher (Haroldo Barbosa – Luis Reis)
02- Lembranças (Raul Sampaio – Benil Santos)
03- Chorando, chorando (Edison Borges – Armando Cavalcanti)
04- Nós dois a sós (Miguel Gustavo)
05- Um dono só (Luis Roberto – Silvério Netto)
06- Que sabe você de mim (Fernando Cesar – Britinho)
 

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Perry Como, com Mitchell Ayres e sua Orquestra – Correio Musical (RCA Victor – 1957).

We get letters

              Download aqui

Link atualizado em 03/04/15

     Apresento aquí no Blog CULTURA CABESOUND mais um disco de Perry Como, fabuloso cantor Ítalo-Americano: o hoje raro no Brasil CORREIO MUSICAL, que no exterior foi lançado com o título original WE GET LETTERS.
     O disco nada mais é do que uma seleção de canções solicitadas pelo público através de cartas endereçadas ao programa de variedades que Como apresentava na TV na época, ele as interpretava ao vivo fazendo o deleite principalmente do público feminino, o que não quer dizer que deixava de agradar ao público em geral, já que sua voz e carisma conquistava a todos.
     Reproduzo aquí o texto original da contra-capa do LP:
     “CORREIO MUSICAL, ou seja, este primeiro lançamento RCA VICTOR de Perry Como em Longa Duração no Brasil, foi inspirado num show de TV estrelado por este aplaudido artista, perante o qual Perry canta alguns números solicitados por seus admiradores (garotas particularmente), na semana anterior.
     As canções contidas no presente álbum constituem um apanhado de tais solicitações. O estilo interpretativo de Perry Como é aquí apoiado por suave e fluente acompanhamento fornecido por um contingente da orquestra de Mitchell Ayres, o qual foi apelidado durante as sessões de gravação “Como’s Little Combo” (Pequeno Conjunto de Como).”
     Então, está aquí uma JÓIA MUSICAL para deleite dos amigos da CULTURA CABESOUND, que com certeza sabem apreciar a boa música!!!

Músicas:

Lado 1:
01- Swinging down the lane (Gus Kahn – Ishan Jones). Trompete: Mel Davis
02- It’s easy to remember - Do filme da Paramount “Mississippi” (Richard Rodgers – Lorenz Hart)
03- South of the border (Jimmy Kennedy – Michael Carr)
04- That’s what i like (Axton – Reeves)
05- Honey, honey (Larry Stock – Dominick Belline)
06- Angry (Merritt & Henry Brunies – Jules Cassard – Dudley Mecum) – Sax tenor: Abraham Richman

Lado 2:
01- They can’t take that away from me – Do filme da MGM “Ciúme, Sinal de Amor” (George & Ira Gershwin)
02- S’posin’ (Paul Denniker – Andy Razaf)
03- I had the craziest dream – Do filme da Fox “Springtime in The Rockies” (Mack Gordon – Harry Warren)
04- "’Deed i do (Walter Hirsch – Fred Rose)
05- Somebody loves me (Macdonald – De Sylva – Gershwin)
06- Sleepy time gal (J.R. Alden – Raymond B. Egan – A. Lorenzo – R.A. Whiting)