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quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Francisco José - Sucessos de Portugal N º 2 (CBD/Philips Minigroove - 1961)


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     Confirmando toda a admiração por FRANCISCO JOSÉ, esse grande intérprete que por tantos anos escolheu o Brasil como a sua segunda casa e que com a sua bela voz fez da música popular portuguesa tão célebre aqui no país, o Blog CULTURA CABESOUND trás para os amigos mais um capítulo da sua discografia brasileira: SUCESSOS DE PORTUGAL Nº 2, que foi lançado logo após o grande sucesso do primeiro volume, também já postado aqui no Blog.
      Reproduzo aqui o belíssimo texto da contra-capa, que infelizmente não possui créditos para o autor, mas que vale muito ser lido:

     " De Portugal vieram para nós as primeiras cantigas. No bojo dos navios de ontem, da boca de mil marinheiros aprendemos canções ternas, tristes e alegres. Esse vento que sempre soprou lá de longe, do mar que separa a terra dos nossos descobridores, não deixou nunca mais de nos mandar cantigas. E tem sido assim o tempo, num ir e vir de abraço desde aqueles tempos distantes até agora.
     Um cantor canta ali, bem na beira do Tejo, ou lá longe onde quer que esteja, nós aqui o escutamos com a mesma força, com a mesma beleza, sem perder sequer um verso ou uma rima.
     Nos seus braços a guitarra entrega acordes; a noite morna agasalha seu peito amante e o seresteiro das noites lusas caminha e caminha cantando. Mas o vento que o escuta nos trás a cantiga e na mesma hora, num instante mesmo a repetimos para o alto, para os céus, para o coração da bem amada ali pulsando ou numa ausência impossível.
     Quem nos chega agora perto com as cantigas mais inteiras, com a voz mais bela de Portugal é este cantor magnífico que aqui está: FRANCISCO JOSÉ. Ainda ontem gastava a noite ali na Lisboa velha, a trocar cantigas pelo vermelho do vinho nos lábios de uma mulher. Ainda ontem corria as vielas e os becos seduzidos pela luz antiga da janela que para ele espiava. E ele soltava versos e atirava cantigas. Depois o mar, ali bem perto o seduziu. E FRANCISCO JOSÉ está conosco, por empréstimo a Portugal que nada nos nega e, enquanto para nós repete os versos que querem dizer mundos de sua terra, carrega no peito a saudade enorme das coisas deixadas, que bem podem ser pequeninas coisas, mas que nunca se encontram vadias em todos os cantos.
     É o que há nesta gravação: Um mundo de lembranças revividas em música e versos na voz magnífica deste cantor de agora: O nosso FRANCISCO JOSÉ."
     Desde já peço desculpas por alguns chiados em algumas poucas faixas do disco original que não puderam ser eliminados na remasterização que fiz, mas em um todo o disco está aqui, em um trabalho feito com muito carinho para todos os admiradores desse inesquecível intérprete. Mais um grande presente do Blog CULTURA CABESOUND.

Direção musical de Carlos Monteiro de Souza e sua Orquestra.

Músicas

Lado 1:

01- QUERO E NÃO QUERO (Silva Tavares - Alberto Amaral)
02- O MEU ALENTEJO (João Camilo - Bento Antonio Caleiro)
03- DESPRENDIMENTO (J. Bragança - Luis Gomes)
04- AI! MOURARIA (Frederico Valério - Amadeu do Vale)
05- TU E SOMENTE TU (Alves Coelho Filho)
06- AO MENOS UMA VEZ (Alves Coelho Filho)

Lado 2:

01- MARIA MORENA (Francisco Radamanto - Casimiro Ramos)
02- LISBOA A NOITE (Carlos Dias - Fernando Santos)
03- PARADOXO (Alves Coelho Filho)
04- SABE-SE LÁ (Frederico Valério)
05- BOQUITA DE SONHO (J. Bragança - Luis Gomes)
06- ÚLTIMA CARTA (Acacio Gomes dos Santos - Domingos Gonçalves):

     

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Francisco Alves - Os grandes sucessos de Francisco Alves (RCA Camden - 1963)


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     Aquele que até hoje é reconhecido como o Rei da Voz tem seu espaço aqui no Blog CULTURA CABESOUND merecidamente: FRANCISCO ALVES, o CHICO VIOLA, o REI DA VOZ.


     Francisco de Morais Alves nasceu na região central do Rio de Janeiro, em 19 de agosto de 1898. Filho dos imigrantes portugueses José Alves, dono de um botequim e que tocava bombardino, e de Isabel Morais Alves. Foi o mais velho de outros 4 irmãos. Ainda adolescente, cantava nas ruas imitando seu ídolo Vicente Celestino e com os trocados que ganhava ajudava a família, que passava por sérios problemas financeiros. Foi também engraxate e operário de uma fábrica de chapéus.
     Sua irmã Lina, que a esta altura trabalhava como radioatriz sob pseudônimo de Nair Alves, lhe deu de presente um violão, e com ele Francisco aprendeu os primeiros acordes musicais e a partir de então alimentou o desejo de seguir carreira musical. Fez o primeiro teste com o maestro Antônio Lago, pai do ator e compostor Mário Lago. Mesmo aprovado nesse teste, resolveu aperfeiçoar seu talento tendo aulas de canto lírico com o barítono Sante Athos por um período de 3 meses. 
     Logo após, em 1918, iniciou carreira artística, atuando nas Companhias de teatro de João de Deus e Martins Chaves, e após, na Companhia de teatro São José, de propriedade de José Segreto. Paralelamente aos trabalhos como ator, Francisco ganhava a vida como motorista de praça, o que chamamos nos dias de hoje de taxista.
     Iniciou carreira fonográfica em 1919, por intermédio do compositor Sinhô, gravando 2 discos pela gravadora Popular, de propriedade de João Batista Lage, marido de Chiquinha Gonzaga. Três canções gravadas nesse período seriam destinadas para o carnaval de 1920. O PÉ DE ANJO, de autoria de Sinhô, foi considerado o primeiro sucesso de sua carreira musical.
     Entre 1920 e 1924 se dedicou apenas ao teatro, voltando à carreira fonográfica também em 1924, gravando pela Casa Edison, de propriedade de Fred Figner mais dois discos, o primeiro com as canções MIÚDO e CHAMAS DO CARNAVAL, ambas de autoria de Sebastião Santos Neves foram grandes sucessos carnavalesco daquele ano. O segundo, com NÃO ME PASSO PRA VOCÊ e MADEMOISELLE CINEMA, ambas de Freire Jr é uma relíquia praticamente esquecida, que nem os grandes colecionadores de discos 78 rpm possuem. 
     Em 1920 casou com Perpétua Guerra Tutoya, conhecida como Ceci. Mas o casamento durou apenas 1 semana, um casamento que o próprio Francisco Alves denominou com um "ato de loucura". Foi nesse período que Francisco recebeu o apelido de CHICO VIOLA, isso porque na companhia de teatro São José onde ele atuava havia uma moça que adorava ouvi-lo cantar e tocar violão. Só que, como haviam dois Chicos na companhia, sempre havia confusão quando a moça mandava o chamar. Então, para acabar com as confusões, ela passou a chamá-lo de Chico da Viola que depois ficou somente Chico Viola. A tal moça era Célia Zenatti, atriz e dançarina, com quem viveu por 28 anos, até o fim de sua vida.
     Francisco Alves passou mais um periodo apenas no teatro, mas em 1927 foi chamado novamente por Fred Figner, dono da Casa Edison, para novas gravações fonográficas, totalizando nesse período 11 discos e 20 músicas. O sucesso veio e Francisco Alves resolveu se dedicar a partir de então apenas à carreira musical. Também em 1927, é contratado pela Odeon.
     O sucesso se tornou tamanho e Francisco Alves se tornou conhecido como "O Midas da canção", pois ele tinha verdadeira intuição para escolher as composições que iria gravar e todas se tornavam sucesso na sua voz. Francisco Alves também era compositor, mas graças à essa "intuição", tornou sucesso composições de nomes que se tornariam célebres, tais como Lamartine Babo, Noel Rosa, Ary Barroso, João de Barro, Almirante, Castro Barbosa, entre outros grandes nomes.
     Em 1930 formou uma famosa dupla com Mário Reis, com quem gravou entre outras músicas FITA AMARELA e SE VOCÊ JURAR, em um total de 12 discos e 24 músicas juntos. 
     Fumava quase 2 maços de cigarro por dia, mas não bebia, adorava café. Possuia um cacoete de cuspir em seco, o que as más línguas diziam ser ele "econômico até na hora de cuspir", referencia essa a sua fama de "pão duro", "avarento". Mas, mesmo com tal "fama", Francisco Alves ajudou muita gente. Por exemplo, na Rádio Cajuti, onde possuiu um programa, lançou ninguém menos que Orlando Silva.
     Transferiu-se para a Victor em 1934, lançando vários discos por essa companhia até 1937, quando retornou para a Odeon. Nesse segundo período na Odeon, ficou até 1939, ano em que se transferiu para a Columbia. Por essa companhia, lançou alguns 78 rpm, até 1941, quando iniciou um terceiro período na Odeon, esse mais longo, durando até 1952, ano este em que se transferiu para a RCA, antiga Victor. Em sua época, foi o cantor que mais gravou no Brasil, em um total de 983 gravações, em 34 anos de carreira.  Nunca conheceu o ostracismo ou a decadência. Em todo o período de carreira conheceu o sucesso, sendo intitulado O REI DA VOZ. Emocionava a todos os que o viam cantar, inclusive os próprios músicos que o acompanhavam. Tamanha fama e sucesso foi causadora de uma verdadeira comoção no país, nunca vista antes, com a notícia de sua trágica morte em um desastre automobilístico, em 27 de setembro de 1952, aos 54 anos de idade, na Via Dutra, em Pindamonhangaba, na divisa com Taubaté, estado de São Paulo, quando em uma viagem de retorno ao RJ seu veículo foi violentamente atingido por um caminhão, que imprudentemente invadira a pista oposta. A colisão e a explosão foram inevitáveis. Francisco Alves morreu na hora, carbonizado. Ironicamente, ele evitava viajar de avião com pavor de morrer carbonizado da mesma maneira que aconteceu com Carlos Gardel, Foi o primeiro cortejo fúnebre em que foi utilizado um carro do corpo de Bombeiros. Mais de 1 milhão de pessoas acompanharam seu velório na Câmara Municipal e o enterro no cemitério São João Batista. Foi noticiado a época que a morte de Francisco Alves causou até o suicídio de um fã. Sobre a lápide, esculpido um violão de bronze e as seguintes palavras de seu parceiro Orestes Barbosa: 
     " Tu, só tu, madeira, sentirás toda a agonia do silêncio do cantor".
     Três anos após seu falecimento, chegou aos cinemas o filme CHICO VIOLA NÃO MORREU, com Cyl Farney no papel do cantor e depois disso várias biografias sobre a sua vida foram lançadas, preservando até hoje a vida e a obra desse grande artista. O Blog CULTURA CABESOUND não poderia ficar de fora dessa longa lista de homenagens merecidas, trazendo para essa página o LP OS GRANDES SUCESSOS DE FRANCISCO ALVES, com algumas gravações que cobriram o período em que o cantor esteve na Victor, entre 1934 e 1937 e em 1952 na RCA, curto período esse que foi interrompido com sua trágica morte. O repertório dessa coletânea está abaixo detalhado, acompanhado pela data de lançamento de cada canção. Mais um belíssimo presente para todos os amigos, que assim como eu são amantes da boa música de todos os tempos.


Músicas

Lado 1:

01- SERRA DA BOA ESPERANÇA (Lamartine Babo) - 24/09/1952
02- MISTERIOSO AMOR (Saint-Clair Senna) - 11/03/1937
03- É BOM PARAR (Rubens Soares) - 24/09/1952
04- SÓ NÓS DOIS NO SALÃO... E ESTA VALSA (Lamartine Babo) - 17/03/1937
05- GRAU DEZ (Ary Barroso - Lamartine Babo) - 16/10/1934
06- FOI ELA (Ary Barroso) - 24/09/1952

Lado 2

01- NA VIRADA DA MONTANHA (Lamartine Babo - Ary Barroso) - 27/08/1935)
02- CANÇÃO DO MEU AMOR (Saint-Clair Senna) - 11/03/1937
03- TUA PARTIDA (Pereira Filho - Mario Moraes) - 11/03/1937
04- A MULHER QUE FICOU NA TAÇA (Francisco Alves - Orestes Barbosa) - 24/09/1952
05- SOBE MEU BALÃO (Ary Barroso) - 15/05/1935
06- SEM ELA (Ary Barroso) - 23/12/1935
     
     
     
     
    
     
     

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Os Incríveis - Os Incríveis internacionais (RCA Victor - 1968)


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     Depois do grande sucesso do LP PARA OS JOVENS QUE AMAM BEATLES, ROLLING STONES E... OS INCRÍVEIS em 1967, um programa de TV de muito sucesso na TV Excelsior e músicas nos primeiros lugares das paradas brasileiras, OS INCRÍVEIS partiram para uma ambiciosa turnê internacional em 1968, passando pela Europa, América Central e Japão. Lançam nesse mesmo ano o LP OS INCRÍVEIS INTERNACIONAIS, cujo repertório é bem eclético, em sua grande maioria de regravações de sucessos internacionais, em versões em português, ou mesmo interpretados na língua original. 
     O Blog CULTURA CABESOUND trás para os amigos esse disco, com um resumo sobre as gravações originais de cada uma das faixas. Os vocais principais são em sua grande maioria interpretados por Mingo, exceção feita às faixas indicadas no texto:

 Lado 1:

 01- KNOCK ON WOOD - Composta e gravada originalmente por Eddie Floyd em 1966, no ano seguinte recebeu uma regravação de Otis Redding, de muito sucesso.  Interpretada em inglês, numa versão mais acelerada e dançante.
 
02- TE AMO (I LOVE YOU) - De autoria de Chris White, baixista do The Zombies, grupo este que fez a gravação original da canção em 1965, que alguns anos depois ganhou a versão em português, interpretada pelo grupo aqui, de autoria de Antonio Marcos. O baixista Nenê Benvenutti assumiu os vocais principais nessa faixa.
 
03- KOKORONO-NIJI (ARCO ÍRIS AZUL) - Gravada originalmente em compacto pelo grupo musical japonês Jackey Yoshikawa and his Blue Comets, no mesmo ano de 1968, é interpretada aqui parte no japonês original e parte em português, em versão composta pelos próprios OS INCRÍVEIS.

04- TIME IS ON MY SIDE - Composta originalmente em 1963 por Norman Meade, que na época usava o pseudônimo Jerry Ragovoy. A primeira gravação da canção foi instrumental, lançada naquele mesmo ano pelo trombonista de jazz Kai Winding e sua Orquestra. A canção recebeu letras adicionais de Jimmy Norman em 1964 e assim foi gravada pela cantora de Soul Irma Thomas. Mas a música ficou mundialmente conhecida na regravação dos Rolling Stones, naquele mesmo ano de 1964. É interpretada aqui em inglês. 
Obs: Na capa e no selo do disco, o título da canção é erradamente impresso com o título THIS IS ON MY SIDE.

05- MUNDO LOUCO (EVEN THE BAD TIMES ARE GOOD) - Composta pelos compositores e produtores musicais Ingleses Mitch Murray e Peter Callander, foi um grande sucesso em 1967, na gravação do grupo The Tremeloes, ganhando logo a seguir uma versão em português de George Freedman. É essa versão contida aqui.

06- CASTIGO - Originalmente um samba-canção, fez muito sucesso na gravação de sua compositora, Dolores Duran, em 1959. Aqui ganha um arranjo dançante, bem ao estilo das gravações de Cris Montez, repetindo a fórmula de sucesso de Molambo, outro grande sucesso da MPB que OS INCRÍVEIS regravaram em 1967 para o LP PARA OS JOVENS QUE AMAM OS BEATLES, ROLLING STONES E... OS INCRÍVEIS, também com o baixista Nenê Benvenutti nos vocais.

Lado 2:

07- PIRULITO - Composta por João de Barro e Alberto Ribeiro originalmente como uma marchinha para o carnaval de 1939, foi inspirada em um tema popular português e lançada primeiramente por Carmem Miranda e Almirante, no filme Banana da terra. Ganhou a primeira gravação em disco nas vozes de Nilton Paz e Emilinha Borba. A curiosidade da gravação fica com o multi-instrumentista Manito e sua imitação de criança, intercalada com os vocais de Mingo.

08- MENINA - Composta por Prini Lorez, que foi vocalista do grupo The Rebels e fez sucesso na Jovem guarda regravando e imitando o cantor norte americano Trini Lopez.

09- E SE NOS DISSEREM (E SE CI DIRANNO) - Grande sucesso italiano na voz de seu autor Luigi Tenco, em 1967, que recebeu versão em português de George Freedman, tal como Even the bad times are good.
 
10- I GOT YOU (I FEEL GOOD) - Composta originalmente por James Brown em 1962, foi intitulada inicialmente como I found you e gravada no mesmo ano por Yvonne Fair. Em 1964, o próprio James Brown a gravou, já com o título I got you (I feel good) e incluiu em seu LP Out of sight e fez dela um sucesso mundial. Aqui, quem assume os vocais é o baterista Netinho.

11- ISRAEL - Outro grande sucesso italiano. Composta por Franco Migliacci, Bruno Zambrini e Ruggero Cini, ficou célebre na gravação de Gianni Morandi em 1967. Recebeu no mesmo ano versão em português de Nazareno de Brito, gravada por Moacyr Franco, mesma versão aqui apresentada por OS INCRÍVEIS.

12- I LOVE YOU, TOKYO (TOKYO, EU TE AMO) - De autoria de Gossaku e Hakuyuki, foi um grande sucesso japonês em 1966, na gravação do grupo musical Akira Kurosawa & His Los Primos, que incorporou o bolero em seu estilo musical, influenciado por grupos musicais latinos, como o Trio Los Panchos. OS INCRÍVEIS interpretam essa canção no japonês original, como forma de agradecimento pelo grande sucesso das apresentações do grupo no país asiático.


        Então, trago aqui no BLOG CULTURA CABESOUND mais esse presente musical para todos os amigos que me dão a alegria de visitar essa humilde página, mas que é feita com muito carinho para todos aqueles que curtem a boa música mundial.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Cultura Cabesound, 7 anos

     No dia 23 de setembro de 2008, meio que despretensiosamente iniciei as atividades do Blog CULTURA CABESOUND, inspirado em tantos outros Blogs musicais que existiam na época e que me "abasteceram" com histórias e informações que até então eu não possuia. Perto de 90% desses Blogs que eu visitava na época hoje não existem mais, mas ficaram na minha memória e coração como inspiradores para que essa página aqui passasse também a buscar seu espaço no mundo virtual. 
     A idéia sempre foi a de compartilhar da minha coleção de discos e CD's raros e clássicos com todos os amigos.  O começo foi simples, o visual da página ainda era bem "tosco", mas já era um trabalho bem carinhoso e sincero. Com o tempo o conteúdo foi se aprimorando, o conhecimento geral foi aumentando e até consegui de maneira "autodidata" incluir várias mudanças visuais na página, que com certeza deram um toque cada vez mais original. E hoje CULTURA CABESOUND está aqui completando seu SÉTIMO ANIVERSÁRIO. 
     Hoje estou aqui para agradecer cada um dos internautas que nesses 7 anos visitam essa página. Não se enganem com o contador ao lado, pois essa página recebeu muito mais do que o número de visitantes mostrados aqui, até porquê essa contagem foi feita a partir de meados de 2010, dando assim uma diferença de quase 2 anos. Mas, o importante para mim não é o número de visitantes, mas saber que tenho seguidores fiéis e amigos. Mais uma vez muito obrigado a todos. E que eu possa estar aqui agradecendo à vocês ainda por muitos e muitos anos!

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

The Pop's - Na base do iê, iê, iê (Equipe - 1966)


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     Mais um grande sucesso musical dos anos 60 tem seu espaço aqui no Blog CULTURA CABESOUND: THE POP'S.

      O grupo foi formado em 1963 por 3 estudantes da Escola Técnica Federal Celso Sucow da Fonseca, no bairro do Maracanã. Eram eles: Os irmãos Silvio e José Henrique Parada e Alípio F. Filho, o Pippo. Após vários encontros no pátio da escola para conversar sobre música e tocar violão, compraram novos instrumentos musicais e iniciaram carreira como um trio, com Silvio no baixo, Parada na bateria e Pippo na guitarra base. O nome do grupo surgiu por sugestão de um professor de inglês, como uma abreviatura para "Populares" e por ser um nome de fácil memorização. O trio THE POP'S se torna um quarteto, com a entrada de Waldemiro, o Mirinho, na guitarra solo. Com esta formação gravam um compacto pela RCA VICTOR, ainda em 1963.
     No ano seguinte, Mirinho deixa o grupo. Em seu lugar entra João Augusto Cesar, o J. Cesar, considerado a época "um dos mais perfeitos solistas de guitarra do Rio de Janeiro". Em uma apresentação no programa de José Messias na TV Continental, foram observados por Flávio Cavalcanti, que os convidou para participar também de seu programa, com o seguinte desafio: Tocar um pout-pourri instrumental de clássicos da música popular brasileira. O desafio foi aceito e a apresentação foi um grande sucesso.
     Em 1965, já contratados pela gravadora Equipe, lançam mais um compacto e se tornam o grupo dos acompanhamentos musicais do programa Tevêfone, apresentado por Mario Luiz, na TV Globo do RJ. Até então, THE POP'S não era considerado um grupo somente instrumental. Mas, o próprio Mario Luiz fez questão de explorar ainda mais o talento instrumental do grupo, considerando que cantando eles não eram tão bons, mas tocando eram afinados e harmoniosos. 
     O grande desafio era fazer de THE POP'S um sucesso musical apenas tocando, o que veio a se confirmar com o lançamento, em 1966, do primeiro LP, intitulado NA BASE DO IÊ IÊ IÊ, que ainda continha duas canções cantadas: SOLIDÃO e INSPIRAÇÃO, ambas de autoria de J. Cesar, mas que fez sucesso mesmo com as faixas instrumentais. Pout-Pourris de clássicos da MPB e de canções infantis se tornaram uma marca registrada do grupo desde então. Com o sucesso, THE POP'S passou a ser um dos grupos mais requisitados para shows e programas de rádio e TV, como por exemplo o JOVEM GUARDA, apresentado por Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléa, na TV RECORD. O baterista Parada, com sua longa cabeleira se torna também um dos grandes atrativos para as fãs em cada apresentação do grupo. No fim do mesmo ano lançam outro grande sucesso: Um compacto duplo com temas natalinos, músicas de aniversário e uma belíssima versão instrumental de Ave Maria.
     Ainda com esta formação, lançam mais um LP de sucesso no ano seguinte. No início de 1968, J. Cesar deixa o grupo e dá lugar à Euclides Francisco de Paula Filho, o Euclides, que fez parte do conjunto Luizinho e Seus Dinamites. Mas esse é um capítulo que postarei em breve.
     NA BASE DO IÊ, IÊ, IÊ é o disco que apresento agora aqui no Blog. Os temas instrumentais que seriam a grande marca registrada do grupo THE POP'S,  que fizeram do grupo uma referência para tantos outros grupos instrumentais surgidos na década de 60, já estão em evidência nesse disco, executados com categoria ímpar. Para os amantes da boa música instrumental, está aqui mais um maravilhoso presente, oferecido pelo Blog CULTURA CABESOUND!

Dados do disco

Realização: Oswaldo Cadaxo
Coordenação: Toni Westane
Gravação: Stúdio CBS
Técnico: Eugênio P. de Carvalho
Corte da matriz: Laboratório Riosom
Técnico de som: T. Oliveira
Capa-Lay out: Mauricio

Músicas

Lado 1:

01- SELEÇÃO IÊ, IÊ, IÊ - EU SONHEI QUE TU ESTAVAS TÃO LINDA (L. Babo - F. Matoso) / MARIA (Ary Barroso - Luiz Peixoto) / LINDA FLOR (Luiz Peixoto - Henrique Vogeler) / SAUDADES DA BAHIA (Dorival Caymmi) / AI QUE SAUDADES DA AMÉLIA (Ataulfo Alves - Mario Lago) / CASINHA PEQUENINA (Folclore) / AS PASTORINHAS (João de Barro - Noel Rosa)
02- SOLIDÃO (J. Cesar)
03- ATRAVESSANDO "RIO WERSEY" (Jany Madson)
04- QUERO QUE VÁ TUDO PRO INFERNO (Roberto Carlos - Erasmo Carlos)
05- TE ESPERAREI (Ricky Gianco - Pieretti)
06- MEU SONHO (J. Cesar)

Lado 2:

01- HIT POPS (J. Cesar)
02- I NEED YOU (George Harrison)
03- CIRANDA IÊ, IÊ, IÊ - RODA PIÃO (Folclore) / TEREZINHA DE JESUS (Folclore) / CIRANDA CIRANDINHA (Folclore) / O CRAVO BRIGOU COM A ROSA (Folclore) / EU SOU POBRE, POBRE, POBRE (Folclore)
04- INSPIRAÇÃO (J. Cesar)
05- I'VE GOT SAND IN MY SHOES (Resnick - Young)
06- TROVOADA (J. Cesar)

domingo, 6 de setembro de 2015

Bert Kaempfert and His Orchestra - 6 Plus 6 (CBD/Polydor - 1973)


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     Apresento aqui no Blog CULTURA CABESOUND mais um maravilhoso disco do grande maestro e arranjador BERT KAEMPFERT e SUA ORQUESTRA. 
     Lançado em 1973, 6 PLUS 6 trouxe, além das maravilhosas canções autorais, que se tornaram marca registrada da sua obra fonográfica, boa parte já publicada aqui no Blog, apresenta também pensonalíssimos arranjos musicais para dois grandes clássicos da música mundial: NEVER MY LOVE, grande sucesso na gravação do grupo THE ASSOCIATION, e MY WAY, clássico da música francesa, que foi um grande sucesso com PAUL ANKA, autor da versão em inglês, e principalmente na voz de FRANK SINATRA. Mas, o grande destaque do disco, sem dúvida é o arranjo de THEME FROM "SHAFT", que recebeu elogios do próprio autor ISAAC HAYES, que considerou essa gravação melhor do que a original, feita pelo próprio HAYES.
     Aqui está então mais um grande disco de BERT KAEMPFERT e SUA ORQUESTRA, como presente para quem curte a boa música instrumental. Um verdadeiro deleite para todos os amigos do Blog CULTURA CABESOUND!

Dados do disco

Produced by: Milt Gabler
Engineer: Peter Klemt
Art Director: George Osaki
Photography and Design: Paul Bruhwiler, Inc
Recorded in Hamburg, Germany

Músicas

Lado 1:

01- Never my love (Addrisi - Addrisi)
02- Dino's melody (Kaempfert - Rehbein)
03- My way (J. Revaux - C. Francois - Gilles Thibault - Paul Anka)
04- Petula's song (Kaempfert - Rehbein)
05- A tune for Tony (Kaempfert - Rehbein)
06- At the rainbow's end (Kaempfert - Rehbein)

Lado 2:

01- Stoney end (Laura Nyro)
02- A song for Satch (Kaempfert - Rehbein)
03- Theme from "Shaft" (Hayes)
04- All i ever need is you (E. Reeves - J. Holiday)
05- Melancholy serenade (Gleason)
06- Tom's tune (Kaempfert - Rehbein)

sábado, 5 de setembro de 2015

A Turma da Pilantragem - O som da Pilantragem (CBD/Polydor - 1968)


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     No final dos anos 60, a Jovem Guarda estava em evidência no Brasil, com músicas ocupando os primeiros lugares das paradas de sucesso principalmente com Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléa. Mas Wilson Simonal, com suas gravações swingadas, em um gênero musical logo batizado de Pilantragem, "rivalizava" com a JG em matéria de sucesso nas paradas, vendas de discos, festas dançantes e bailes. Nomes como Carlos Imperial, Antonio Adolfo e Nonato Buzar também encabeçavam esse movimento, com novas composições e arranjos ultra dançantes e irreverentes para antigos clássicos da MPB. Nonato Buzar foi quem tirou do papel a idéia de formar A TURMA DA PILANTRAGEM. E, é este grande sucesso que ocupa nesse momento espaço aqui no Blog CULTURA CABESOUND.

    A pequena biografia a seguir foi retirada do DICIONÁRIO CRAVO ALBIN DE MÚSICA POPULAR BRASILEIRA:
     "Atuou no cenário artístico em 1968 e 1969. Foi idealizado e produzido por Nonato Buzar que, a partir de arranjos dançantes, especialmente swingados, pretendia divulgar para o público jovem os clássicos da música popular brasileira, como "Primavera" (Carlos Lyra e Vinicius de Moraes), grande sucesso do grupo.
     Em 1968, gravou o primeiro LP, "A Turma da Pilantragem", com a participação de Pedrinho Rodrigues, Cassiano, Edinho Trindade, Amaro, Camarão, Alda Regina, Nelsinho da Mangueira, Rui Felipe e Regininha.
    Em 1969, teve sua formação alterada, com a saída de Pedrinho Rodrigues, Cassiano, Amaro, Alda Regina, Nelsinho da Mangueira e Rui Felipe, e a incorporação de Zé Roberto Bertrami (piano), Alexandre Malheiros (baixo), Vitor Manga (bateria), Fredera (guitarra), Márcio Montarroyos (trompete), Ion (sax), Raul de Souza (trombone), Tartaruguinha (percussão), Dorinha Tapajós (vocal) e Málu Ballona (vocal), que se juntaram a Edinho Trindade (vocal), Camarão (vocal) e Regininha (vocal), sua formação definitiva. Nesse mesmo ano, lançou os LPs "A Turma da Pilantragem" e "A Turma da Pilantragem Internacional". Apresentou-se em vários programas de televisão e em shows por diversas cidades brasileiras.
     Em 1970, o grupo se dissolveu, e as três cantoras (Regininha, Dorinha Tapajós e Málu Ballona) formaram o trio Umas e Outras."

     O grande idealizador de A TURMA DA PILANTRAGEM, sem sombra de dúvida foi Nonato Buzar, nascido em Itapicuru, Maranhão, em 26 de Agosto de 1932. Mas, a princípio, Buzar não acreditava que aquela idéia de Carlos Imperial - a dos sambas tocados no compasso 4/4, inspirados nas gravações de Chris Montez arranjadas por Herb Albert - daria certo. A descrença na idéia era tanta que Buzar aceitou vender sua parte na parceria da música CARANGO à Imperial por "100 contos". Mas, Imperial o convenceu de que alí era o início de uma "mina de ouro", o que logo se confirmou com o grande sucesso da canção nas paradas, tanto na gravação de Erasmo Carlos, mas principalmente com a gravação de Wilson Simonal. Daí então, Buzar compôs várias outras canções de sucesso e passou a ser um dos grandes pilares do movimento Pilantragem e decidiu montar seu próprio grupo musical. Daí a origem de A TURMA DA PILANTRAGEM.
     Depois de A TURMA DA PILANTRAGEM, Buzar foi produtor musical das gravadoras Polygram e RCA Victor e logo depois morou na França, onde formou a banda Nonato Buzar e o País tropical, apresentando-se em shows e gravando o disco "Via Paris".
     Nonato Buzar faleceu aos 81 anos, em 02 de fevereiro de 2014.
     Como forma de celebrar um pouco da obra do grande Nonato Buzar, é que o Blog CULTURA CABESOUND trás aqui esse O SOM DA PILANTRAGEM, que foi o primeiro LP de A TURMA DA PILANTRAGEM, lançado em 1968, disco feito para dançar ao som de grandes clássicos da MPB, com arranjos pra lá de descontraídos. Mais um grande presente que ofereço à todos que visitam o Blog. É para curtir muito!

Dados do disco

Coordenação Artística: Armando Pittigliani
Direção Musical: Nonato Buzar
Arranjos Vocais: Severino Filho
Capa / Lay-Out: Beatriz

Músicas

Lado 1:

01- NÃO TENHO LÁGRIMAS (Max Bulhões - Milton de Oliveira) / ELA É DEMAIS (Carlos Imperial) / TRISTEZA QUE DÓI (Nonato Buzar)
02- DE COMO UM GAROTO... "LÁ VEM ELA" (Nonato Buzar - Chico Anízio - Wilson Simonal) / DÁ NELA, SAUDADE (Carlos Imperial - Adilson Silva) 
03- PEIXE VIVO (D.P) / LAPINHA (Baden Powell - Paulo Cezar Pinheiro) / UNI-DUNI-TÊ (Nonato Buzar - Chico Feitosa) / MARGARIDA (Gutemberg Guarabyra)
04- KALÚ (Humberto Teixeira)
05- LATA D'ÁGUA (Luiz Antonio - Jota Jr) / RISQUE (Ary Barroso)
06- PROCISSÃO (Gilberto Gil) / DEIXA QUEM QUISER FALAR (Nonato Buzar - Wilson Simonal) / YES, NÓS TEMOS BANANA (João de Barro - Alberto Ribeiro)
07- ESTAMOS AÍ (Mauricio Einborn - Durval Ferreira - Regina Werneck) / BALANÇO ZONA SUL (Tito Madi)

Lado 2:

01- NÓS E O MAR (Roberto Menescal - Ronaldo Bôscoli) / O CANTADOR (Dori Caymmi - Nelson Motta) / SÁ MARINA (Antonio Adolfo - Tibério Gaspar) 
02- DÓ RÉ MÍ (Fernando Cesar) / PRIMAVERA (Carlos Lyra - Vinicius de Moraes) / GOSTO QUE ME ENROSCO (Sinhô)
03- MANIFESTO (Guto - Mariozinho Rocha) / SAMBOU... SAMBOU (João Mello - João Donato) / O PASSARINHO (Chico Feitosa - Fernando Freire)
04- PASSARINHO DA LAGOA (Evaldo Ruy - Fernando Lobo) / PONTEIO (Edu Lobo - Capinam) / UPA, NEGRINHO (Edu Lobo - G. Guarnieri)
05- A BANDA (Chico Buarque de Hollanda) / SÓ DANÇO SAMBA (Antonio Carlos Jobim - Vinicius de Moraes) / VIOLA ENLUARADA (Marcos Valle - Paulo Sergio Valle)
06- VESTI AZUL (Nonato Buzar) / ONOCÊ ONÊ KONÔ (Allan - Alex) / MARACANGALHA (Dorival Caymmi).

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

MPB 4 - Palhaços e reis (Philips - 1974)


     Download aqui

     MPB 4, um dos grandes grupos vocais não apenas do país, mas com certeza do mundo, se faz presente mais uma vez aqui no Blog CULTURA CABESOUND. Dessa vez com o disco PALHAÇOS E REIS, lançado em 1974. Músicas de Ivan Lins, Milton Nascimento, Edu lobo e outros grandes compositores da nossa MPB dão o ar da graça nesse ótimo LP, o oitavo da carreira, iniciada em 1964.
     A biografia do grupo já se encontra publicada no Blog na postagem ... DE PALAVRA EM PALAVRA http://cabesound2008.blogspot.com.br/2012/10/mpb4-de-palavra-em-palavra-cbdelenco.html
     Mais um grande presente do Blog CULTURA CABESOUND à todos os amigos que me dão a honra da visita a essa simples página, mas feita com muito carinho para os admiradores da boa música mundial.

Dados do disco

Direção de produção: Paulinho Tapajós
Direção de Estúdio: Paulinho Tapajós
Assistente de produção: Tobi
Técnicos de Gravação: Luiz Claudio, João e Luigi
Técnicos de Mixagem: João e Luigi
Auxiliar de Estúdio: Paulo Sérgio (Chocolate)
Montagem: Jairo Gualberto
Corte: Joaquim Figueira
Lay-Out:Lobianco
Foto: Luiz Garrido

Músicas

Lado 1:
01- Condição (Noca - Oswaldo Barbosa)
02- Tá certo, doutor (Gonzaga Jr)
03- Mordaça (Eduardo Gudim - Paulo Cesar Pinheiro)
04- Agora é Portela 74 (Mauricio Tapajós - Paulo Cesar Pinheiro)
05- Samba do ziriguidum (Jadir de Castro - Luiz Bittencourt)
06- Nosso mal (Miltinho - Mauricio Tapajós)

Lado 2:
01- Palhaços e reis (Ivan Lins - Ronaldo Monteiro de Souza)
02- Conversa com o coração (Guinga - Paulo Cesar Pinheiro)
03- Fé cega, faca amolada (Milton Nascimento - Ronaldo Bastos)
04- Maldição de Ravel (Guinga - Paulo Cesar Pinheiro)
05- Sem Jeito (Eduardo Gudim - Marcos Calazans)
06- Chegança (Edu Lobo - Oduvaldo Vianna Filho)       

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Wilson Simonal - Que cada um cumpra com o seu dever (Candonga - 2014)


     Hoje mais uma vez resolvi compartilhar com os amigos do Blog CULTURA CABESOUND um vídeo que publiquei em meu canal de vídeos do YOUTUBE. Esse vídeo apresenta um compacto de WILSON SIMONAL, lançado originalmente em 1970, mas que foi reeditado em 2014, com prensagem feita na República Tcheca, pelo selo CANDONGA.

        O lado A desse compacto contém BRASIL EU FICO, de autoria de Jorge Ben. Escolhi para esse vídeo o lado B: QUE CADA UM CUMPRA COM O SEU DEVER, de autoria do próprio WILSON SIMONAL. O compacto original foi uma promoção da SHELL e continha, além das músicas citadas, o HINO DO FESTIVAL INTERNACIONAL DA CANÇÃO, de autoria de Erlon Chaves. 
     Essa nova prensagem em compacto de 45 RPM tem uma qualidade sonora muito superior à original, além de ser STEREO. QUE CADA UM CUMPRA COM O SEU DEVER é um samba/funk irresistível, desses que vc não fica parado ao ouvir. Coisa que apenas um artista do quilate de WILSON SIMONAL poderia fazer. Brevemente estarei postando mais material desse grande artista, contendo a sua biografia. Por enquanto, curtam esse vídeo tanto quanto eu quando adquiri esse compacto maravilhoso!